06 agosto, 2008
«CR7» em discurso directo
«Jogarei pelo Manchester com toda a minha alma e coração. Lutarei e vou honrar esta camisola com a mesma entrega e dedicação de sempre (...) Fui responsável por toda esta controvérsia. Publicamente expressei o meu desejo de ir para o Real Madrid. Acabei por ser, mesmo involuntariamente, responsável pelo deteriorar do relacionamento entre os dois clubes». Cristiano Ronaldo, excertos da entrevista ao «Público», 6 Agosto 2008
Ronaldo quebra tabu
Num autêntico exclusivo mundial, o «Público» antecipa na sua página na net a entrevista que amanhã publica com Cristiano Ronaldo, com direito a tradução em inglês para os internautas de todo o mundo não se darem ao trabalho de traduzirem o Português. O jogador termina o tabu e confirma que vai jogar mais um ano em Manchester. Contudo, não fecha a porta ao «sonho» de vestir a camisola do Real Madrid. Veremos que ambiente vai ter Cristiano em Inglaterra quando lá regressar. Só os golos e as boas exibições podem esquecer a azia que devem ter, neste momento, os adeptos dos «red devils».Pinóquio madeirense
Se há algo pelo qual a Madeira é conhecida, não é certamente pela qualidade da democracia. Esta semana o Bloco de Esquerda insular decidiu mimosear o secretário regional, Brazão de Castro, com mais um cartaz corrosivo, desenhando-lhe um pronunciado nariz, ao melhor estilo Pinóquio. Pelos vistos, na ilha o desemprego também é um problema. Com uma nuance: não consta que o governo de Jardim tenha prometido 150 mil empregos.«McJob» em alta
Em tempo de crise, o consumo de hamburgers é que sai a ganhar. Que o diga a cadeia McDonald's, que se viu obrigada a criar 4 mil novos empregos no Reino Unido para dar resposta à procura dos seus produtos, fruto da crise internacional. Com menos dinheiro no bolso, os consumidores além-Mancha viram-se na contigência de recorrer à calórica «junk food».05 agosto, 2008
Mais um funeral à vista
Era uma vez um administrador de um jornal que despediu colectivamente 32 jornalistas a uma sexta-feira, anunciou o encerramento do jornal para «modernização em termos gráficos e de conteúdo» durante todo o mês de Agosto e na segunda-feira colocou o mesmo jornal na rua, com o reforço da tiragem, e com um corpo redactorial, mais curto, mas completamente renovado. Isto aconteceu em Portugal. O título em causa chama-se «O Primeiro de Janeiro», tem sede no Porto, e conta com 140 anos de vida. Mas o melhor talvez seja falar de morte. Prepare-se o enterro. Com donos destes, não irá longe.Penhorar primeiro, perguntar depois
Com a corda na garganta devido à diminuição da receita fiscal arrecadada, o fisco não vai molhar os pés neste Verão. O senhor director geral dos impostos deu ordem para a mobilização total dos inspectores. Tocar à campainha dos contribuintes faltosos é o primeiro passo procedendo-se, de seguida, ao levantamento dos bens que o faltoso tenha para penhorar. Isto, sem um aviso prévio para estes contribuintes, alguns deles, até apostamos, estão de boa fé. Como diz a sempre sábia vox populi: o fisco dispara primeiro e pergunta depois. A seguir à inspecção aos casamentos e às quintas para os «copos de água», só falta os «cérebros» da administração fiscal se lembrarem de ir espiolhar nas agências funerárias.
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