14 julho, 2008

Jornal do incrível (Edição Porto)

O indivíduo que baleou os vizinhos por acreditar que um deles, homossexual, estaria a sodomizar o seu gato, não conseguiu justificar, hoje no Tribunal de São João Novo, a razão dos seus actos desculpando-se com “uma fúria” que sentiu.
“Não sei o que me deu, cismei para ali”, foi a explicação de José C., de 54 anos, perante as questões do juiz que tentava perceber a relação entre a sexualidade de uma das vítimas e o motivo dos disparos que terão atingido, acidentalmente, uma vizinha.
José C., acusado de dois crimes de homicídio qualificado na forma tentada, terá disparado sobre o vizinho, que havia resgatado o animal que tinha fugido, porque “o p… estava a fazer mal ao meu gato”, relatou o arguido.
O Tribunal de São João Novo quis ouvir mais testemunhas antes da leitura do acórdão, agendada para hoje, chamando os inspectores da PJ e PSP responsáveis pelo caso. Pedro Simães, inspector da PJ, contou que “o sujeito teria tentado resgatar o gato de José C. e este terá interpretado mal essa ajuda pela sua orientação sexual”.
“Ouviu o gato a miar e um senhor a tirá-lo de um saco e pensou que estaria a sodomizá-lo”, explicou Fernando Mendes, sub-chefe da PSP, depois de admitir que o arguido estaria embriagado “pelo hálito e pelo discurso”.
José C. terá então ameaçado o vizinho que se pôs em fuga, para se proteger, e tentado disparar com uma arma de fogo sobre este, acertando, porém, numa vizinha.
Após os disparos, o arguido barricou-se em casa até a PSP o convencer a abrir a porta com a promessa de lhe mostrar um relógio antigo (o arguido terá manifestado interesse por este tipo de artefactos).
“Ele sabia que tinha disparado sobre o vizinho mas não sabia se tinha morto alguém”, aclarou Fernando Mendes para comprovar que o arguido tinha consciência dos seus actos.
Durante a investigação levada a cabo pela PJ foi encontrada a arma do crime na mesa-de-cabeceira do arguido, enquanto os invólucros das balas terão caído num terreno com muito entulho.
Na sessão repetiram-se as alegações finais, tendo o Ministério Público pedido a condenação do arguido.
A leitura do acórdão ficou agendada para 28 de Julho pelas 14:00.
Fonte: Agência Lusa

13 julho, 2008

A táctica para desconcentrar adversários

Uns garotos travessos foram para o estádio provocar o jogador de baseball dos New York Yankees, Alex Rodriguez, com fotografias da «Material Girl», Madonna, que, alegadamente, anda a dar umas «saídinhas» com o atleta. Não se sabe se Rodriguez ficou desconcentrado, mas a vitória sorriu à equipa adversária, os Blue Jays.

A valise en carton de Sócrates

Nicolas Sarkozy - Ouvi dizer que em 2009 há fortes probabilidades de te darem um chuto nas eleições. Mas não te preocupes, pá. Cá em França, cabe sempre mais um português.
José Sócrates - Obrigado pela tua porreira solidariedade, pá. Sem maioria absoluta piro-me imediatamente daquele pântano. Até já tenho a minha valise en carton arrumadinha.

Jornalinho de paróquia

Os jornais em Portugal dizem-se todos imparciais, mas este fim de semana assistimos a uma inversão desta posição e logo no inatacável na sua torre de marfim, o «Expresso». Na primeira página de sábado, o periódico do «Citizen Kane» nacional, Balsemão, escreve sobre o caso Maddie: «Inacreditável! Murat é arguido há 13 meses por nada». É no «inacreditável», ainda para mais enfatizado com uma exclamação, que está o cerne da polémica. Manda o bom senso jornalístico que adjectivos ou considerações desta natureza, sejam erradicadas das páginas dos jornais. Mas o que é isto? Já chegámos à Madeira?

Larápios dignos do «Guiness»

Há um novo recorde para o «Guiness Book of Records». Na madrugada da passada sexta-feira, um grupo de meliantes furtou uma das caixas multibanco no interior do interior do Centro Comercial Fonte Nova, em Benfica. O transporte da caixa para uma viatura foi feito em escassos 50 (!) segundos. Um trabalho de profissionais. Chapeaux!!!

Sem sombra de crise

Sem qualquer ponta de inveja, é um regalo assistir em plena Auto-Estrada número 1, ao vigor e juventude do parque automóvel nacional. É possível vislumbrar matrículas novinhas em folha, estampadas em viaturas reluzentes. Ou boa parte dos 11 500 ricos que as estatísticas dizem existir neste país estavam hoje a circular no troço da A1 entre Torres Novas e Lisboa ou então a história da crise que diariamente insistem em contar-nos, está fortemente deturpada.

Assobiar para o lado ou fazer um escândalo?

Informa a SIC, o canal nacional especialista em casos sociais, dramáticos e trágicos, que uma mulher morreu ontem à noite, por falta de assistência, quando o carro onde seguia para o hospital Amadora-Sintra foi mandado parar durante 45 minutos pela PSP. Seria um escarcéu se Correia de Campos ainda tivesse a aquecer o lugar do ministério da João Crisóstomo. Como o titular da pasta é uma simpática senhora, com o doce nome de Ana Jorge, que insiste em não levantar ondas, o caso é capaz de ser chutado para canto.

Prémio «Eu é que sou o líder da oposição» para AJJ

«Eu é que sou a verdadeira oposição aquilo que se passa no Continente», Alberto João Jardim, em declarações durante a Feira do Gado de Porto Moniz, Agência Lusa, 13 Julho 2008