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Na sua crónica semanal na TVI, Miguel Sousa Tavares destilou rancor contra a lei anti-tabaco e para a ASAE, que denominou «a nova polícia portuguesa». Mostrou-se indignado por se ter visto confrontado à entrada de um restaurante do Porto com dois dísticos, um a proibir cães e o outro a proibir...fumadores. E mais ficou quando num dos restaurante onde é mais assíduo em Lisboa, lhe disseram que não havia tratamento de excepção para o autor do "Rio das Flores". Resultado: Miguel desandou e foi almoçar para outro lado.
Num País onde o debate está na moda, era capaz de ser boa ideia que um qualquer canal televisivo promovesse um debate alargado sobre esta lei. Miguel Sousa Tavares, pelo não, e Macário Correia, pelo sim, eram dois nomes garantidos e que davam boas audiências.
«Deus nos dê a todos saúde porque com saúde vamos ter a força que o povo madeirense precisa para saber resistir a todas as injustiças e o resto do país precisa da nossa força para se ver livre do Senhor José Sócrates Pinto de Sousa», Alberto João Jardim, durante uma inauguração em Porto Moniz, Agência Lusa, 2 de Janeiro 2007«Penso que o Ministro das Finanças não responde às cartas do secretário regional por iliteracia. Tem uma enorme dificuldade em escrever e falar. Como se trata de iliteracia, vamos deixar aperfeiçoar as suas capacidades ortográficas e aguardar a carta dele», Alberto João Jardim, no final da cerimónia dos 500 anos da cidade do Funchal, Agência Lusa, 2 de Janeiro 2007
Virtudes públicas, vícios privados. O presidente da ASAE, a entidade que vai fiscalizar a lei anti-tabaco, apanhado pela objectiva indiscreta do fotógrafo do DN, quando fumava uma cigarrilha, em plena madrugada de 1 de Janeiro, no Casino Estoril.
José Diogo Quintela, um dos humoristas dos "Gato Fedorento", foi detido na madrugada de 1 de Janeiro, quando seguia ao volante do seu carro, por acusar 1,6 gramas de álcool por litro de sangue, 3 vezes superior ao limite legal. O champagne que os felinos começaram a ingerir em pleno programa de final de ano pressagiava o pior. O "gato" vai hoje a tribunal dar explicações perante um juiz e até apostamos que o magistrado vai ser tolerante. A menos que não ache piada ao humor dos bichanos...
É curioso que na sua mensagem de Ano Novo, Cavaco Silva apele ao Governo para promover o diálogo como forma de reduzir a conflitualidade e as tensões sociais que se têm vindo a verificar, quando as pessoas com memória, mesmo as mais novinhas, se lembram das cargas policiais para dispersar manifestações e greves levadas a cabo pelo seu executivo, nomeadamente por Dias Loureiro, o então Ministro da Administração Interna.
Um ano depois, o PR constata também que na Educação, na Justiça e na Economia poucos resultados foram alcançados pelo executivo. Quase a cumprir dois anos de mandato, Cavaco eleva o tom mais muito de mansinho. Fazem-se apostas para quando é que o PR vai libertar o «monstro» que existe dentro dele?
Pedro Abrunhosa debitou umas postas de pescada em plena Praça do Comércio direitinhas para a Avenida dos Aliados, no Porto. Ao seu destinatário, Rui Rio, o músico que canta como quem arrota baixinho, chamou «ditador de província». Depois de Salazar e Sócrates, portugueses com pulso e fortemente determinados, para usarmos um eufemismo, não se espantem que o Abrunhosa engula daqui a uns anos o que agora está a dizer. Afinal, os portugueses, adoram um líder de cinto na mão...
As modas já chegaram aos rituais fúnebres e de pesar e, o mais curioso, é que atravessaram mesmo o quase sempre inexpugnável canal da Mancha. Quando julgávamos que a idiota prática de bater palmas num minuto que se imortalizou como sendo de silêncio, se confinaria à parte continental do Velho Continente, assistimos que a mesmo bizarria aconteceu agora nos campos da Premier League, quando se prestava homenagem ao jogador do Motherwell que sucumbiu no passado fim de semana.
«Foi uma merda, foi um cocó, foi uma cagada». O coro gospeliano que encerrou “Diz que é uma espécie de réveillon” prosseguiu a senda de auto-comiseração iniciada e permanentemente alimentada pelos autores nos dias prévios. O programa não foi mau, mas também não deslumbrou. Mas curiosamente foram os momentos musicais, todos resgatados aos anos 80, que salvaram a honra do convento. A ideia de regressar à década prodigiosa até que foi bem engendrada, mas, por exemplo, o recurso ao helicóptero acidentado acabou por aborrecer, repetido até à exaustão. Curiosamente, o melhor sketch, teve como protagonista, mais uma vez, José Sócrates, num regresso ao passado, corria o ano de 1985. A fumar brocas com um companheiro, o então jovem, com ar woodstockiano, já prometia criar 150 mil empregos, construir o aeroporto da Ota e até disse ao colega de desbunda que mais depressa chegava a líder do governo do que tirava o curso de engenharia. Agora que os “Gato” entram em ano sabático, confessamos que vamos ter saudades da sátira política. Em São Bento, respira-se de alívio. A pausa dos “fab four”, enquanto humoristas, justifica-se. O balão estava a perder ar. A imaginação começava a gastar-se. Já os “gato” líderes da oposição deviam continuar em funções. Em nome do não à claustrofobia democrática. Por muito que se esforce, L Filipe Menezes não chega aos calcanhares de Araújo Pereira & Cª.