Já aqui reproduzimos a histeria nacional que vai por Espanha com o "Por que no te callas". As operadoras do país vizinho já receberam centenas de milhar de pedidos para descarregar este toque, o que atesta bem o sucesso em que se convertaram as palavras do Rei Juan Carlos a recriminar Hugo Chavez. Daqui lançamos uma sugestão às operadoras portuguesas: introduzir o "porreiro, pá" de Sócrates como um dos toques de moda para o período de Natal. Era negócio pela certa e a malta ia gostar. 25 novembro, 2007
A política nos telemóveis
Já aqui reproduzimos a histeria nacional que vai por Espanha com o "Por que no te callas". As operadoras do país vizinho já receberam centenas de milhar de pedidos para descarregar este toque, o que atesta bem o sucesso em que se convertaram as palavras do Rei Juan Carlos a recriminar Hugo Chavez. Daqui lançamos uma sugestão às operadoras portuguesas: introduzir o "porreiro, pá" de Sócrates como um dos toques de moda para o período de Natal. Era negócio pela certa e a malta ia gostar. Guerra e Paz
O presidente de Timor, José Ramos Horta, lançou ontem, de forma inusitada, o nome de José Manuel Durão Barroso, para Prémio Nobel da Paz, pelo seu trabalho à frente da Comissão Europeia. Ou a memória de Ramos Horta é curtinha ou então a televisão por satélite não chega há uns anos a Loro Sae. Custa acreditar que se queira recompensar um dos senhores da guerra do Iraque, que por acaso até é português, com um "Óscar" desta dimensão que premeia os peacemakers e não os outros.24 novembro, 2007
A dúvida existencial do PR
«O que é que é preciso fazer para que nasçam mais crianças em Portugal?», Cavaco Silva, discursando na Guarda, TSF, 24 Novembro 2007
Não se importa de repetir?
Tony Henry, um cantor de ópera britânico, interpretou na quarta-feira, perante 80 mil pessoas, o hino croata, minutos antes do desafio Inglaterra-Croácia, de qualificação para o Euro 2008. O problema foi que mesmo no final da musica croata, em vez de "Mila kuda si planina", o inglês, disse "Mila kura si planina". Parece insignificante, mas mudou o sentido das estrofes. Traduzindo à letra, para os ouvidos dos croatas, em vez de "minha querida, eu amo as tuas montanhas", escutaram "minha querida, o meu pénis é uma montanha". Não há notícias de ter havido qualquer incidente diplomático até porque os croatas, como que estimulados, venceram por 3-2 em Wembley, afastando a Inglaterra do Euro.Bruno non sense Nogueira
Uma destas madrugadas, sintonizando a TSF em busca dos blocos informativos, colidimos acidentalmente com uma versão compacto dos sketchs que Bruno Nogueira faz na rádio que "vai ao fim da rua e ao fim do mundo" para ter uma notícia. Verdadeiramente arrepiante a ligeireza dos guiões e a falta de gosto das piadas. O que atenua o calvario é que é o próprio humorista(?) que reconhece a infelicidade daqueles momentos radiofonicamente deploráveis. Aqui fica o aviso para o sr. Joaquim Oliveira, o patrão de Bruno que lhe paga uma avença, que não deve ser nada parca. Um verdadeiro non sense.Mundos efémeros
Miguel Veloso está transformado num senhor grande jogador e num top model de primeira linha. A estilista Fátima Lopes piscou-lhe o olho e trouxe-o para os desfiles das suas colecções. O homem tem pinta e queda para a coisa. Só não se admirem é se daqui a uns tempos as exibições do rapaz dentro das quatro linhas começarem a ser menos exuberantes. É que o dia só tem 24 horas e ser modelo, vender merchandising e ainda dar uns pontapés na bola exige desempenhos a 100 por cento. Estranha-se que os clubes não imponham cláusulas mais restritivas aos seus atletas. Pagos a peso de ouro só têm é de ter exclusividade. Se bem nos lembramos, Dani (estão recordados?) também começou a entrar no mundo da moda ao mesmo tempo do futebol e depois evaporou-se.23 novembro, 2007
Foram cardos, foram prosas
Manuela Moura Guedes dá hoje uma entrevista arrasadora ao Correio TV do CM. A senhora detentora da maior boca da TV em Portugal, dispara em todas as direcções, sem poupar ninguém. Esta explicado porque é que os espanhóis da Prisa quando compraram a TVI exigiram como condiçao primeira que a pivot ficasse na prateleira, impedida de dar os seus bitaites em directo que faziam tremer os políticos. Para os que não tiverem paciência para ler a entrevista, aqui ficam as pérolas mais cintilantes: «Não sei se é medo, se é comodismo... mas assusta-me. Não há vontade de inquirir coisa nenhuma! Os jornalistas estão adormecidos! Acho que se auto-anularam. Tenho vergonha da classe a que pertenço. Vejo coisas indizíveis e ninguém questiona nada. Vive-se na paz dos anjos»
«Dizem que eu não era isenta... mas sempre fui. Fosse o Governo PS, PSD, fosse o CDS... Olhe, o meu amigo Paulo Portas (dirigente do CDS), como costumavam dizer, nunca mais me falou. A última vez foi para me mandar uma carta a protestar. A partir do momento em que alguém está numa posição de poder não me esqueço de que sou jornalista»
«Os primeiros-ministros têm de responder a todas as questões respeitantes à gestão do País. E não é só na altura das eleições. É diariamente. E não é atirando areia para os olhos. Os políticos ainda não aprenderam: as pessoas não são burras!»
«Isto é um país de muita subserviência, que gosta de algum autoritarismo. É um bocadinho assustador. É engraçado que tenham votado no Salazar (em ‘Os Grandes Portugueses’). Gostam de ser disciplinados, de ter uma mão-de-ferro em cima»
«Sou antipoder, completamente! Mas um jornalista tem que ser antipoder. Cada vez que vejo um entrevistado vejo um inimigo. O poder... é inimigo»
«Não gosto da Clara de Sousa. Não me diz nada como jornalista, acho que é um completo erro de vocação. Mas fico contente por vê-la tão feliz desde que descobriu que é sexy. Vê-se a felicidade estampada na cara dela. E eu fico feliz quando vejo as pessoas felizes por um motivo tão importante»
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