09 abril, 2013

«Apagão» no Estado


Há uma lenda associada a este governo, nunca desmentida, que aconteceu um dia numa reunião do Conselho de Ministros. A um seu colega que queria dinheiro para a sua «quintinha», o ministro Gaspar, «o 33 rotações», disse-lhe, secamente: «Não há dinheiro. Qual destas palavras é que não percebe?» Quase 2 anos após estarem no poleiro, o Gaspar emite uma nota interna a dizer que até ordens em contrário os ministérios não podem gastar nada. Um blackout completo. Mais valia mandar os funcionários para casa para se poupar luz, água e papel higiénico. Por falar nisso, será que há papel higiénico nas casas de banho do Estado?

08 abril, 2013

A caixa de correio mais odiada de Portugal


Não gabo a sorte ao funcionário da RTP que vai gerir a caixa de correio opinaojosesocrates@rtp.pt, o email escolhido para receber as questões que posteriormente serão selecionadas para o ex-Primei...ro-Ministro responder na sua homilia dos domingos à noite. E dizemos isto porque aquela caixa de correio virtual vai ser uma espécie de vala comum, onde vai ser preciso separar as toneladas de lixo, vulgo insultos, que ali vão cair direitinhos para este engenheiro de obras mal feitas que «ainda ontem estava em França e agora já está cá».

Thatcher

Edição especial do “The Times” dedicado a Margaret Thatcher, falecida hoje aos 88 anos. A revolucionária de ferro foi uma das mulheres que marcou o século XX.

Os asnos


Somos um país com sorte em muita coisa, mas ultimamente só nos sai lixo político. Os asnos que o destino quis que coincidissem no confronto político são da pior espécie, bem como a «tralha» que os acompanha. Para piorar as coisas,... no Rato paira um fantasma que assombra as consciências socialistas todas as semanas. Para ser franco, e perdoem-me a franqueza, mas não há cu para esta gente. Uma vassourada e muita lixívia para eliminar as impurezas.

07 abril, 2013

A vala comum

Passos veio contar uma história muito chata durante 20 minutos. Só não adormeci porque eram 6h30 da tarde. Os que pensavam que o homem ia atirar a toalha, enganaram-se. Mais teimoso e obstinado do que nunca. Agora os seus «impostos» dão pelo nome de cortes na despesa. Como diz o filósofo Miguel Real, o nosso destino colectivo é mesmo o de uma vala comum. Para nós a austeridade também já se converteu em algo, como as doenças crónicas, para o resto da vida.

Assustar criancinhas ao almoço

Oiço António José Seguro, em directo na RTP-Informação, num daqueles discursos que nem mete nem sai de cima, e em fundo o choro incessante de um bebé, algures sentado no almoço que serve de lançamento ao candidato socialista na Maia. É este o drama com que o país se confronta. Se o governo é mau, a oposição não come criancinhas ao pequeno almoço, mas assusta-as a valer.

06 abril, 2013

Drama, pijama e pantufas


O suspense deu lugar ao drama. À decisão do Tribunal Constitucional sucede a dramatização política do futuro político, como se os camaradas que nos governam não soubessem o que a acórdão judicial lhes reservava. Só... não acho decente convocar de urgência o Presidente para uma reunião a um sábado, à hora de jantar, retirando o mais alto dignitário da nação, do conforto do seu modesto T0 da Travessa do Possolo, onde se encontrava de pijama e pantufas com a famelga a jogar «Trivial Pursuit». Haja decoro!

Anémicos e sem força anímica

No dia seguinte à demissão do senhor Relvas, o Tribunal Constitucional chumbou mais umas normas do orçamento do governo de coligação. Assim não há força anímica para governar. Deve andar tudo aos papéis e com os cabos cruzados.