07 janeiro, 2013

Cristiano e Messi, um perfil psicológico


Ronaldo e Messi são dois génios do futebol. É difícil dizer qual é o melhor. Psicologicamente é que estão ambos nos antípodas. Messi é "escandalosamente" discreto, Ronaldo é despudoradamente egocêntrico. O  português é uma fortaleza mental, veio do nada e fruto do seu trabalho chegou ao topo. Treina de forma obcecada para obter a perfeição dos níveis físicos e para apurar os lances de bola parada. Ouso dizer que se um dia o mundo fosse preenchido por clones de Cristiano os psicólogos iam certamente à falência.
Bonito ou feio (lamento, mas não sei apreciar homens) é dotado de uma elegância invulgar. Irina, a «deusa» que o acompanha também ajuda, mas Ronaldo consegue a proeza de ser competente na moda, na publicidade e quem sabe um dia no cinema, sem descurar a progressão que faz dentro do campo.
Também acho que o português nunca vestiria o patético modelo de fato que a Dolce e Gabana fez de propósito para Messi. Mais apropriado para jogar «pacman» do que para assistir a uma cerimónia de gala. Falta a Messi o «star system» e a opulência «cor de rosa» que transborda em Ronaldo.  Mas o argentino leva 4 bolas de ouro consecutivas. E, como os óscares, os troféus e os golos é que ficam para a história.

Os treinadores passam e o Paulinho fica

A Academia de Alcochete começa a ser curta, em termos de área, para colocar as lápides dos treinadores que o Sporting «enterrou» nos últimos anos. «Enterra» técnicos e «enterra» milhões com as indemnizações que tem de pagar. Vercauteren foi o último «óbito». Se não for Jesualdo a por a equipa leonina a jogar, sugere-se a Godinho Lopes, se ainda não tiver sido «enterrado» da presidência de Alvalade, que a escolha para treinador de campo recaia no roupeiro Paulinho. A verdade é que os treinadores passam e o Paulinho fica.

A frase do dia



«O Porto já tem mais um clube satélite. O Braga é o Porto B, o Sporting é o Porto C», António Costa, director do «Diário Económico» no Facebook, sobre o negócio da troca de Izmailov e Miguel Lopes, entre FC Porto e Sporting, 7 Janeiro 2012

06 janeiro, 2013

Há uma nódoa em Belém

Tão lindo que é o nosso casal presidencial. O Aníbal e a Maria, sentada por uma operação recente, a escutarem as «janeiras» no palácio de que são anfitriões. Em Belém não há uma estrela, há uma nódoa. E logo por azar é daquelas que teima em não sair.

A guerra dos cêntimos


Está muito interessante de seguir a guerra sem quartel entre a Meo e a Zon, na TV e nos conteúdos, e entre o Pingo Doce e o Continente, no retalho. Os spots publicitários agressivos e as inovações na área da TV são constantes, como gato e rato. Nos hipermercados são os preços que mais ordenam, num contexto de aperto financeiro. Aqui não se contam espingardas, mas cêntimo a cêntimo, prossegue um confronto em que o consumidor mais atento fica a ganhar. Porventura os fornecedores a perder, mas alguém tem de ceder.
Na disputa pelo comércio de bairro, o Continente abriu uma estrutura de média dimensão junto ao Saldanha, enquanto o Pingo Doce apronta a abertura de espaço semelhante no local que pertenceu aos supermercados Sá, no Centro Comercial do Campo Pequeno. A isto se chama concorrência em todo o seu esplendor. Recupero as palavras do sociólogo Villaverde Cabral, que definiu a batalha que a Sonae e a Jerónimo Martins estão a travar como uma benção para os consumidores. Os lucros destes operadores continuam a ser tudo menos litúrgicos, mas o consumidor agradece ser bem servido e pagar menos.

Um barítono nas «janeiras»

O aspirante a barítono desejou hoje que os portugueses em dificuldades vão conseguir  sair do túnel e ver a luz. O Pedro e a Laura ouviram cantar as «janeiras»,  nos bucólicos jardins de S. Bento. O «E depois do adeus» já está marcado para o final deste trimestre. Só que não será o Paulo de Carvalho a entoar a música, mas sim muitos portugueses, incluindo muitos laranjas de carteirinha, em desespero por irem perder o seu tacho nas próximas autárquicas.

05 janeiro, 2013

A «refundação» dos clássicos

Mais um clássico e mais cenas de pancadaria. Benfica-FC Porto para o campeonato de hóquei em patins. Stickadas, empurrões, sopapos e polícia de choque. Um país intervencionado pela troika não pode andar a gastar milhares de euros em dispositivos policiais para eventos desportivos. Para a semana há outro Benfica-FC Porto, mas em futebol. É de prever o pior. Nos confrontos e nos gastos de dinheiros públicos. A «refundação» do Estado podia começar aqui, nos escaldantes clássicos. Jogos de alto risco à porta fechada.

4 vezes mamã

Exclusivo do dia: A TVI informa que a ministra Assunção Cristas está grávida de 12 semanas. Aquele que será o seu quarto filho tem o nascimento previsto para o Verão, informa a estação de Queluz. É a primeira vez que uma ministra fica grávida em Portugal, o que contudo já aconteceu recentemente em França e Espanha. Não querendo meter o bedelho na vida do casal Assunção e Tiago, afastando a tese que os anticonceptivos falharam, na base para a programação estival do rebento só pode estar a forte convicção que lá para Julho ou Agosto o governo de coligação já está feito em pó. Cavaco é que deve estar contentíssimo. Assunção procria a um ritmo invejável.