Grande boneco do fotógrafo do Correio da Manhã, João Miguel Rodrigues. Depois de ter «sodomizado» os portugueses na comunicação sobre mais medidas de austeridade, Passos e a sua lady Laura foram ao Tivoli curtir o concerto dos 50 anos de Paulo de Carvalho. Pela imagem, até pareciam cheios de força e entusiasmo. Diz o fotógrafo, presente no local, que vibraram com a última música do concerto, «E depois do Adeus». Tomara que esse momento político chegue depressa.
08 setembro, 2012
07 setembro, 2012
A ler
Para o ano será pior
«O que levou o primeiro-ministro a anunciar novas medidas de austeridade para 2013 quando na próxima semana serão conhecidas os resultados da quinta avaliação da troika ao memorando de entendimento que o país assinou? A resposta só pode ser uma: a troika vai aceitar a derrapagem do défice orçamental este ano (5,3% contra os 4,5% definidos) mas vai manter o objetivo de 3% em 2013. E isso quer dizer outra coisa: a austeridade será mais pesada no próximo ano mas, ao contrário do que pediu o Presidente da República, agravará as desigualdades. Com efeito, em 2013, os funcionários públicos ficam sem dois subsídios e os trabalhadores do setor privado sem um. É o caminho para nunca mais existirem. Em contrapartida, as empresas tem a sua tesouraria aliviada em €2100 milhões de contribuições para a Segurança Social. Espera assim o primeiro-ministro que o setor privado consiga, por esta via, contribuir para combater o flagelo do desemprego. É muito pouco provável. Com estas medidas, a procura interna vai afundar-se ainda mais no próximo ano. As empresas venderão menos - e quando muito manterão os atuais postos de trabalho. Seguramente que não investirão nem contrarão mais gente. Tentarão sobretudo sobreviver até passar o mau tempo. Quem ganhará serão as empresas exportadoras, que ficam com margem para tornar os seus produtos mais competitivos. Mas a recuperação da economia e o combate ao desemprego não podem assentar apenas em 18.000 empresas exportadoras.
O atual colapso da economia portuguesa não é apenas resultado de erros acumulados no passado. Resulta também da orientação económica que tem vindo a ser seguida. As medidas ontem anunciadas insistem no mesmo caminho. É pouco inteligente pensar que os resultados serão diferentes».
Nicolau Santos, «Expresso Online», 7 Setembro
Até para mentir é preciso ser competente
Da leitura rápida que fiz às personalidades ouvidas esta noite pela Agência Lusa, na sequência das medidas de austeridade do governo, apenas vislumbrei o elogio rasgado de Pedro Ferraz da Costa, ex-presidente da CIP e presidente do Forum para a Competitividade. Um patrão, portanto. Todos os outros, de políticos, economistas e reitores, contestam o rumo traçado. Até Mira Amaral está «chocado». Depois do aldrabão do Sócrates, calhou-nos em sorte outro acrobata, mas que mente muito pior do que o ex-primeiro ministro socialista. Será que é desta que o país acaba, como um dia teorizou o sociólogo Barreto?
O «cara de pau»
«Cara de pau» foi o que ouvi da boca de Honório Novo do PCP e explica de forma cabal o modo como Passos Coelho anunciou mais um aumento de impostos de forma encapotada. Em nome de uma alegada equidade, sobe-se as contribuições dos privados, diminuiu-se o das empresas, sem nunca dizer que estamos a aumentar impostos. O CDS diz que sim senhor. A marcha fúnebre continua. O PCP agita-se e promete agitar, com a ajuda das centrais sindicais, o Outono. O discurso do Pontal, afinal, nunca existiu. Foi um verdadeiro sonho de uma noite de Verão.
O sol dá lugar à chuva
O sol e as altas temperaturas darão lugar à chuva forte e à trovoada, com o início da tempestade previsto para as 19h20, altura em que o Primeiro-Ministro vai começar a ditar a nossa sentença para os meses que faltam para terminar o ano. Se olhar para o céu e dominar a cor azul, é porque está daltónico.
06 setembro, 2012
A frase do dia
«Não gostaria que o Facebook substituísse o 'face to face'», cónego João Aguiar Campos, director do secretariado nacional das comunicações sociais e presidente do grupo RR, in Rádio Renascença, 6 Setembro 2012
Equívocos e companhia Lda.
Este governo é tão novinho e tão prenhe na arte do embaraço. O secretário de Estado dos Assuntos Fiscais que anuncia a simplificação dos escalões do IRS, logo o inevitável aumento de impostos, foi indicado na «quota» do CDS, precisamente o partido que já afirmou que não há margem para acentuar a carga fiscal. Os equívocos continuam.
Das bejecas para a televisão
Miguel Relvas está vivo e de saúde. Voltou abrir a boca após semanas de mordaça. Precisamente no dia em que foi nomeado o novo presidente do conselho de administração da RTP. O gestor Alberto da Ponte, vindo da Central de Cervejas, o tal que tinha dito ao jornal «I» há algumas semanas que «Passos Coelho era o melhor primeiro-ministro desde Sá Carneiro». Roma não paga a traidores, paga a servidores...
Subscrever:
Mensagens (Atom)







