«Na vida, como nos livros, um ladrão não deixa de ser ladrão por
declamar poesia, ou por ir ao Papa. Um fugitivo da justiça não o deixa
de ser apenas porque alguns juízes decidiram assobiar para o lado (...) Ainda têm a lata de falar em apagões quando a sua história foi marcada por fruta, corrupção e compadrio. O seu sucesso é e foi construído com base na maior mentira do desporto português», Luís Filipe Vieira, Presidente do Benfica, referindo-se sem nunca identificar directamente os seus alvos, ao presidente do FC Porto, no dia seguinte aos incidentes no Dragão Caixa, A Bola Online, 24 Maio 2012
24 maio, 2012
A panela de pressão
O Relvas anda crispado. Qualquer político, por mais experiente que seja, quando acossado, fica nervoso. O ministro adjunto está nesse estado. É um bocado constrangedor vê-lo dizer completamente o oposto do que clamam os jornalistas do «Público». É palavra contra palavra, é certo, mas na dúvida, Relvas fica sempre com a dúvida a pairar sobre a sua cabeça. Quanto aos 32 minutos que a jornalista exigiu ao gabinete do ministro para responder a uma pergunta enviada por email, Relvas considera uma pressão. Se bem me lembro, foi Relvas dos governantes que mais nomeou, por isso, qualquer um dos seus diligentes "escravos" que compõem a «entourage», alguns deles ex-jornalistas, podiam perfeitamente saciar a curiosidade de Maria José Oliveira, a tal jornalista, que o Relvas, alegadamente, jurou ir escancarar todos os seus podres na net. Assim de repente, tudo o que não fosse cheirar mal da boca, tirar macacos do nariz e gostar de ter relações sexuais com animais, não creio ser digno de ser divulgado ao comum dos mortais.
23 maio, 2012
A «Palestina» é já ali ao lado
O Benfica quebrou a hegemonia do FC Porto na modalidade do lançamento ao cesto. No final, antes da entrega dos troféus, choveram moedas, pedras e cadeiras, no seguimento de algumas provocações. A polícia entrou em acção. A «intifada» habitual entre dragões e águias, que começa a ganhar contornos de crónica. Afinal, a «Palestina» pode ser já ali ao lado. Não sei se já pensaram em realizar estes jogos à porta fechada. O que o país poupava em dispositivo policial mobilizado já dava para alimentar muitas bocas.
Relax, dont do it!!!
Leio naqueles rodapés noticiosos que o PCP quer acabar com os anúncios de apelo à prostituição nos jornais, também chamados de «Relax», que, como se sabe, ainda são uma fonte de sustento para muitos e bons jornais, nomeadamente o «Correio da Manhã», denominado nos meandros obscuros como a «Bíblia das meninas». Sinceramente isto já está bera, agora os comunas querem dar cabo do negócio das donzelas e dos jornais. Que raio de ideologia é esta, hum? Será que o Marx era contra?
22 maio, 2012
A frase do dia
«Acho que se estivéssemos seis meses todos calados, não criássemos mais problemas
do que os que já existem e deixássemos as coisas correr, daqui a seis meses,
trabalhando, veríamos que as coisas até evoluíram melhor do que o que pensámos", Marques dos Santos, Reitor da Universidade do Porto, Jornal de Notícias online, 22 Maio 2012
Sindicato dos Trabalhadores do Gamanço
A polícia não quis saber durante as investigações(?), mas um tal Perkins, antigo administrador do Freeport, disse hoje em tribunal que José Sócrates recebeu 200 mil euros, quando era ministro do Ambiente, para aprovar o licenciamento da margem sul do Tejo. O mesmo indivíduo confirmou que o ex-Primeiro Ministro tinha o nome de código de «Pinóquio». Com medo que o descobrissem, Sócrates pegou nos tarecos e rumou a Paris. Os artistas do gamanço andam, até Duarte Lima, literalmente à solta.
Bacalhau de molho em tribunal
A PSP deteve em Famalicão um serralheiro, de 37 anos, que tentava sair de um supermercado sem pagar duas embalagens de bacalhau que escondeu debaixo do casaco, informou esta terça-feira aquela força, in Correio da Manhã Online, 22 Maio 2012
Odisseia a bordo do 726
Realmente há dias em que não se pode sair de casa…de
autocarro. Fiel utilizador dessa «toupeira» da cidade de Lisboa chamada
Metropolitano, decidi, em má hora, arriscar uma incursão alternativa nos
«amarelos» da Carris, onde há muito não entrava. Optei pelo 726, que passa
na Pontinha, relativamente próximo da minha casa. Homem prevenido, madruguei, não estava era a contar com meia hora de espera e uma hora em
trajecto errático pelas ruas da capital até ao meu trabalho. O que se faz em 25
minutos de Metro, demorou 95 minutos. Não está mal. Contudo, valeu pela experiência
antropológica que bebi ao longo do percurso. Desde uma cachopa, que não devia
ter mais de 14 anos, de coração destroçado, a perguntar ao namorado: «Voltas
para mim?», até um tipo com um ar de empregado de restaurante
«nepalês/tandori e italiano também» que me «assediou»
de tal maneira que pensei que me ia tirar a carteira do bolso das calças, que eu agarrava como se
fosse a minha vida, até aos desesperados pedidos dos utentes para o desgraçado
homem do volante: «Sr. motorista, abra a porta», «Sr. motorista, abra o ar
condicionado, estamos a respirar o ar uns dos outros», «não empurrem». Como fiquei mesmo ao lado do funcionário da Carris,
de nacionalidade brasileira, ouvi-o amaldiçoar a sua vida face ao que se passava na
apinhada viatura a seu cargo: «Fod….qualquer dia mudo de profissão!», bramou ele,
bufando e não escondendo o seu enfado. A odisseia terminou. Lá piquei o ponto, com 10 minutos de
atraso, ou a chamada tolerância académica, dirão outros. Certo é que da próxima vez que
comer sardinha em lata, vou ter mais respeito. É certo que resisti. Mas não
repito. Da próxima vou de táxi.
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