01 maio, 2012

A frase do dia

«Precisava de ir agora ao Pingo Doce, mas não tenho porte de arma», Nilton, humorista, no Facebook, 1 de Maio de 2012

«Arrastão» Pingo Doce

O teatrinho canalha do «leve 100, pague 50», que o Pingo Doce fez no dia de hoje, por acaso (só por acaso) 1º de Maio, é condenável a nível social, moral, de segurança das populações e, em último caso, suscita questões no âmbito da legalidade.  Ver as prateleiras de dezenas de superfícies comerciais do grupo Jerónimo Martins como se tivessem sido algo de pilhagens é algo mais próprio do Haiti ou da Guiné-Bissau. Não em Portugal. Do ponto de vista sociológico, defendo que este dia seja aproveitado pela Fundação Manuel dos Santos, criada pela Jerónimo Martins, para reflectir sobre a evolução do contexto social do país. Atribuam ao sociólogo Barreto, responsável pelas edições desta fundação, este trabalhinho, para aferirmos a que conclusão chega o antigo ministro da agricultura sobre o carácter do retalhista que lhe paga uns cobres.

A frase do dia

«Um país que elege políticos corruptos para cargos públicos, só tem aquilo que merece», João Gabriel Silva, Reitor da Universidade de Coimbra, durante a conferência A Soma das Partes, realizada em Coimbra, 30 Abril 2012

29 abril, 2012

O risco de ser campeão

Assisto à festa azul e branca em Coimbra. A Praça da República tem 30 «dragões» a fazer a festa. Está de chuva, mas festa é festa, e mesmo poucos fazem barulho como o raio. O FC Porto é campeão. Vítor Pereira, o técnico por acidente, conquista o campeonato. O célebre aforismo de Mário Wilson, aplicado ao Benfica, mudou de clube. Agora pode dizer-se com propriedade, que quem é treinador do FC Porto arrisca-se a ser campeão. Sem querer retirar o mérito, acho que este título é desperdiçado por uma deficiente gestão de plantel no Benfica. Jesus não teve unhas para motivar um plantel de luxo nos momentos decisivos. Ganhar uma taça da liga é manifestamente pouco e nem os quartos de final da Champions servem de consolo. A contestação existe e já é extensível a Vieira que pode ter muitos méritos na gestão financeira do clube, mas que desportivamente nao vai deixar um grande legado na Luz.

Diz-me com quem andas...

Porque Cavaco parece cada vez menos sério do que todos apregoam, inclusive o próprio, o DN publica hoje mais lenha para queimar o mito em permanente imolação.

Obama, o entertainer

A meia dúzia de meses de eleições, e com a vitória por assegurar, Obama não hesita em socorrer-se do seu competente papel de entertainer. É capa deste mês da «Rolling Stone», participou num conhecido late show esta semana e ontem brincou com tudo e todos na habitual gala dos correspondentes em Washington. A economia tarda em recuperar, o desemprego também,  mas os americanos também são gente e não dispensam pão e muito circo. «Truman não faria isto», diz um conhecido analista da conservadora Fox TV. Mas na era dos políticos de plástico, nem só os discursos têm que ser necessariamente plásticos.

Jornalismo manipulador

Na nobre arte de manipular, o «The Economist», que tem tanto de sério como de parcial, faz o seu papel chamando «muito perigoso» ao senhor Hollande.

27 abril, 2012

A frase do dia


«O senhor deputado (António José Seguro) não pode dar a canelada e fugir», Pedro Passos Coelho, Primeiro-ministro, dirigindo-se ao líder da oposição, SIC-Notícias, 27 Abril 2012