A presença de um desfibrilhador no estádio de White Hart Lane terá salvo a vida a Fabrice Muamba, jogador do Bolton, no jogo que enfrentava para a Taça de Inglaterra a sua equipa ao Tottenham. A poucos minutos do intervalo, o jogador inglês, de origem congolesa, caiu inanimado no relvado, aparentemente vítima de um ataque cardíaco, tendo sido assistido pelas equipas médicas durante mais de 10 minutos. Como em Inglaterra as coisas são quase sempre diferentes, o árbitro Howard Web mandou as equipas para os balneários e após conferenciar com os capitães deu o jogo por terminado. A transmissão televisiva também foi prudente, evitando planos do jogador e dos trabalhos das equipas médicas. O jogador encontra-se internado num hospital de Londres, em situação estável.
17 março, 2012
Maus fígados e maus modos
Foi um verdadeiro happening assistir ao flash interview do Benfica-Beira Mar, na SportTV. Jorge Jesus tem um «parti- pris» com alguns jornalistas, especialmente com o Marco Sousa. Com os maus modos habituais quando lhe fazem uma pergunta mais incómoda, Jesus ripostou com o habitual «o que é que você quer dizer com isso?». O repórter, apesar de jovem, aguentou-se nas canetas. Muitos técnicos, entre os quais o do Benfica, só ali vão para honrar os compromissos com os sponsors que pagam o negócio futebol e para não serem multados. No caso do Benfica começa-se a desconfiar que o frequente azedume faz parte da estratégia para inflacionar o preço dos direitos televisivos com a Olivedesportos.
Uma detenção provocada
A estrela mediática George Clooney sujeitou-se a uma humilhação para conseguir o seu objetivo: alertar para a tragédia humanitária no Sudão, uma causa que há muito acompanha com a sensibilização de muitos líderes políticos. A primeira detenção da vida, após ter desrespeitado o aviso da polícia para se afastar das proximidades da embaixada do Sudão em Washington, valeu-lhe as primeiras páginas de jornais e a abertura de muitos telejornais em todo o mundo. Poucos duvidam que a carreira política do antigo médico do «Serviço de Urgência» pode estar lançada.
15 março, 2012
Domadores de homens
Está provado que um treinador ganhador tem primeiro que saber conquistar/domar um balneário de egos insubordinados, do que propriamente procurar transmitir a melhor estratégia táctica. Se os jogadores não querem, nada feito. Bastou ver o abraço com que os jogadores do Chelsea e do Sporting brindaram os seus novos treinadores, Di Mateo e Sá Pinto, depois das vitórias sobre o Nápoles e o City para a Liga Europa, para perceber que Villas-Boas e Domingos, por muita competência que tivessem, e têm, não iam dar a volta por cima. Mourinho, para além de condutor de homens, consegue domá-los. É neste ponto que reside o segredo do seu sucesso. Já agora parabéns ao Sporting. Contra todas as expectativas, eliminou uma das equipas mais fortes da Europa e pode chegar bem longe na Liga Europa. O sorteio é amanhã, na Suiça.
O milagre de Assunção
Pareceu milagre. Na altura em que Assunção Cristas começou a discursar no Plenário sobre a seca, abateu-se sobre Lisboa um violento temporal de granizo, com trovoada à mistura. Terá dado mais para destruir o que resta, do que propriamente ajudado, mas fica o registo da coincidência. Com dizem nuestros hermanos, «no acredito em brujas, pero que las hay, hay...»
A frase do dia
14 março, 2012
O fim da idade da inocência
Terminou a idade da inocência para o governo do PSD, isto porque a outra parte do tandem, o CDS, só aparece nos bons momentos. Passos Coelho diz que a demissão do ex-secretário de Estado da Energia «não tem história». Grande peta. É feio mentir. Sócrates também começou assim e acabou mentiroso compulsivo.
Borlas e baldas
Ferraz da Costa disse um dia que um país demasiado pobre como Portugal não suportava tanto roubo. E eu acrescento que para além desta prática, as borlas também não ajudaram ao estado a que chegámos. O aguerrido secretário de Estado, Sérgio Monteiro, referiu hoje em comissão parlamentar que a «balda» que os governos deram desde 1995, com as isenções na travessia da Ponte 25 de Abril, gerou para os portugueses uma dívida de 110 milhões de euros. É por estas e por outras que o argumento de acabar com os feriados é um mero exercício populista para esconder muitas condenáveis práticas passadas.
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