13 dezembro, 2011

Terroristas sem ideologia

Um cadastrado de origem magrebina quebrou ao início da tarde a pacatez da cidade de Liege, a 100 kms de Bruxelas. Sem nada fazer prever, arremessou uma granada para uma paragem de autocarro na Praça St. Lambert, ironia do destino, junto ao Palácio da Justiça, e a seguir disparou indiscriminadamente com uma Kalashnikov. A seguir, suicidou-se. Balanço: 5 mortos e mais de 70 feridos. As autoridades belgas descartam que estejamos perante um caso de terrorismo. Mas será que o terrorismo só se for por inspiração ideológica é que pode ser considerado como tal? O pior terrorismo é o sem motivo, e o pior terrorista é o desprovido de ideologia.

Caça ao pórtico

Os algarvios estão verdadeiramente marafados com a introdução das portagens na A22. No fim de semana um troço com pórticos foi baleado, já esta noite, em Algoz, pegaram lume ao maldito dispositivo que irrita por subtrair euros, a conta-gontas, à conta bancária dos automobilistas. Está aberta a caça ao pórtico.

Mesmo em altura de carestia...

A frase do dia

«A nossa voz está engasgada de dívidas», Medina Carreira, advogado, na TVI 24, 12 Dezembro 2011

12 dezembro, 2011

It's looks much italian

Parece que houve um congresso de senhores de vermelho com barbas em Pescara, Itália. Não se sabe se decidiram endurecer as medidas de protesto contra o governo de Monti. Certo é que o descanso do guerreiro para fazer «pipi» só podia ser às escancaras e num urinol perto de si. Muito italiano...

11 dezembro, 2011

Necessidade e luxo

Relato pungente o que lemos hoje as páginas do «Público» sobre o aumento dos furtos de bens essenciais nos supermercados. Pão, bolachas e leite são produtos cada vez mais subtraídos das prateleiras das superfícies comerciais. Clientes que chegam à caixa e dizem que só têm 10 euros para gastar. Uma mãe, acompanhada pelos dois filhos, que não consegue comprar os cereais por insuficiência financeira. Este é um Portugal. O outro é dos concertos, claramente um bem de luxo, que se realizam quase a um ritmo diário e registam quase sempre casa cheia, com bilhetes sempre acima de 20 euros. As tristezas não pagam dívidas, mas o dinheiro não se multiplica.

E se Portas fosse Clegg?

Imaginem que o Paulo Portas dava uma entrevista no domingo de manhã ao programa semanal do Mário Crespo onde partia a loiça todo e dizia que não concordava com a decisão do primeiro-ministro e companheiro de coligação, Passos Coelho, na Cimeira Europeia. Caía o Carmo e a Trindade. Ora bem, o vice-primeiro ministro, Nick Clegg, fez esta cena, esta manhã, com o seu colega David Cameron. É certo que os britânicos até concordam com o finca pé do seu primeiro-ministro, mas este episódio revela que as coligações são apenas por conveniência, necessidade absoluta e sede de poder. O resto são amendoins.

As saudades da minha alegre cozinha

Começa a ser deprimente visitar certas livraria. Na secção de cozinha já não se encontra só o Sá Pessoa, o Chakal e o Jamie Olivier, mas agora também é possível encontrar os grandes «chefs» de culinária cá do burgo, que dão pelo nome de Miguel Sousa Tavares, Helena Sacadura Cabral e...Clara de Sousa. Os títulos então são de arromba. A Clara fala-nos da «minha cozinha», a mãe de Paulo e Miguel Portas convida os leitores a «coma comigo» e o Miguel mal-disposto abre a sua «cozinha d'amigos». Estou a pensar lançar um livro sobre a minha relação cúmplice com o meu micro-ondas. Vai ser um best-seller.