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Início de tarde agitado no coração da capital. Um veículo dos sapadores bombeiros, com sete operacionais no seu interior, despistou-se em plena Avenida de Berna tendo embatido com estrondo na fachada do prédio da Prosegur. Sete feridos, uma viatura destruída e uma montra para o galheiro foram os estragos causados pelo acidente que deixou o trânsito na capital num completo caos. Mesmo na desgraça, a ironia voltou a emergir e quase que apostaria um título à «Correio da Manhã»/«Jornal de Notícias»: Carro de bombeiros "assalta" empresa de segurança.
Fui ver as aventuras em 3D de Tintim e companhia. Confesso que dormi como há muito não acontecia. Fiquei na dúvida se foi dos óculos especiais ou do cansaço acumulado.
A decisão do governo de Atenas de convocar o referendo sobre o novo plano de resgate de Bruxelas para a dívida helénica gerou surpresa e pânico nos mercados. Papandreu ao ver o país em coma, entrega a possibilidade de ser o povo, revoltado e sem futuro, a avançar com a eutanásia grega, o primeiro freguês a sair do albergue espanhol em que se tornou a União Europeia.
Induzi os leitores em erro quando aqui disse que o anúncio teaser da troika era sobre a Meo. Afinal, a publicidade era da Caixa Geral de Depósitos, o nosso depauperado banco do Estado, que contratou 3 actores a peso de ouro e está a gastar milhões a anunciar nos jornais, na televisão, rádio e em outdoors. O que é mais contraditório, é que a mensagem dos três disfarçados representantes da «troika» faz um apelo à poupança dos portugueses, a que graciosamente foi dado o nome de PAP - Plano Automático de Poupança.
«A Comunicação Social é um bem de primeira necessidade», Adelino Gomes, jornalista, TVI-24, 31 Outubro 2011
Em dia de todos os santos, uma notícia altamente pecaminosa. A abordagem é necessariamente tablóide, mas o interesse público da notícia é incontornável. Os meninos da casa mais mal frequentada do país andam a aliviar-se debaixo dos lençóis sem recurso a camisinhas de vénus. Num programa que é visto por adolescentes e crianças é caso para dizer que retrocedemos uma década no que diz respeito à prevenção de comportamentos sexuais de risco. Será que os senhores da reformulada ERC nada têm a opinar?
Como não se sabe que mais irá o governo propor para reduzir os feriados e as pontes, o melhor é aproveitar esta folga de todos os santos como se não houvesse amanhã.
Irrita-me aqueles músicos que adoram perpetuar-se no tempo e que teimam em negar que ainda não receberam o aviso lá em casa a dizer que devem reformar-se, definitivamente. O caso dos Trovante é paradigmático. O cíclico ressucitar da banda que cantou «Saudade» já deixou de ser novidade. O ano passado o pretexto foi o Rock in Rio, agora é o périplo pelos coliseus de Lisboa, esta segunda-feira, e Porto. Ninguém percebe porquê. Será que estão a precisar de trocar de carro? Eu cá por mim, que confesso, considero-os juntamente com os Heróis do Mar, a melhor banda portuguesa dos últimos 30 anos, prefiro ouvi-los no CD para lembrar «Memórias de um Beijo», «Bye bye Black-out», «Peter's» e «Esplanada», entre outras canções inesquecíveis, com letras de Gil e voz de Represas. Torço para que seja a despedida. A reforma fica-lhes tão bem...