Dizem as gazetas do dia, que o Sócrates pegou no telefone e «assediou» Fábio Coentrão, em duas ocasiões, para participar numa arruada desta campanha eleitoral na sua terra, Caxinas, localidade piscatória de Vila do Conde. À primeira, o ainda jogador do Benfica disse não, à segunda ficou de pensar e na volta do telefone, depois de aconselhado, rejeitou. Foi sensato. Afinal, nem todos são «peseteros» como Figo, que se «vende» até por um pequeno-almoço à beira Tejo.27 maio, 2011
Sabe a diferença entre um Coentrão e um Figo?
Dizem as gazetas do dia, que o Sócrates pegou no telefone e «assediou» Fábio Coentrão, em duas ocasiões, para participar numa arruada desta campanha eleitoral na sua terra, Caxinas, localidade piscatória de Vila do Conde. À primeira, o ainda jogador do Benfica disse não, à segunda ficou de pensar e na volta do telefone, depois de aconselhado, rejeitou. Foi sensato. Afinal, nem todos são «peseteros» como Figo, que se «vende» até por um pequeno-almoço à beira Tejo.26 maio, 2011
A frase do dia
Mamute arrasa loja Limoges e ressuscita cadáver
Quase a cumprir-se uma semana de campanha até nem se pode dizer que esteja a ser especialmente violenta e negra do ponto de vista do confronto pessoal. Temo que Fernando Nobre tenha desistido e que se esqueceu de redigir um comunicado à imprensa. Não há sinais, nem declarações do médico. Será que anda pelo Haiti? Ou será que foi dele a brilhante ideia de retomar o tema do aborto? Era Passos Coelho que falava dos esqueletos dentro do armário e, ao melhor estilo de elefante numa loja de Limoges - revelando-se o mestre de escaqueirar tudo o que ele ou alguém do seu partido soube construir -, acaba de tirar um cadáver que não entrou em decomposição. Veremos se na noite de 5 de Junho o PSD não sofre um aborto espontâneo. Seria traumático.
Albergue sérvio
Os queridos sérvios decidiram hoje prender e entregar à justiça internacional Ratko Mladic, o general por muitos considerado o cérebro da matança de Srebrenica, em 1995. Tal como os americanos em relação a Bin Laden, os sérvios deviam estar carecas (sem ofensa para os calvos) de saber onde estava Mladic. Parece que o ambicionado «prémio» pelo servicinho é a adesão à União Europeia, no pacote balcânico da Croácia, Eslovénia e outros que tais. O albergue espanhol em que se transformou este projecto está a perder todo o cimento, político, económico e até o da solidariedade. Se em povos com alguma identidade já é cada um por si, o que dizer se ainda quisermos encafuar nas águas furtadas do edifício mais uns quantos que não são nada bons de assoar? E vão pensando na Turquia, que um dia destes vai miar.
25 maio, 2011
Carros anti-socráticos
Grande momento televisivo proporcionado pelo «Telejornal» da RTP. Para inglês ver, a tola da Fatinha Campos Ferreira sentou-se no lugar do pendura, guiada por...José Sócrates, que não deve saber o que é um automóvel há uns 6 anitos, altura em que chegou ao poder. O mais hilariante é que a acção passa-se em Vilar de Maçada, uma aldeia perdida em Trás-os-Montes, onde o secretário-geral socialista nasceu. Não se vê qualquer carro (cheira-me que cortaram o trânsito nas imediações, não fosse o Diabo tecê-las...) e o engenheiro cumprimenta com um forçado «bom dia» todos os campónios que estão nas bermas. Uma verdadeira palermice. Mas o zénite acontece quando ao iniciar a marcha, do carro guiado por Sócrates começa a soar um insistente alarme, com uma duração eterna de uns 30 segundos, perante a impaciência do primeiro-ministro. A tolinha acaba por salvar a situação e prosseguem a marcha. «Tenho saudades de conduzir», diz ele com o seu ar melancólico. É este mesmo tipo que disse há um par de anos que gosta das manhãs cinzentas e nubladas. É este tipo que nos governa há 6 anos. Parece-me que é preciso mudar de motorista, mas da carroça, porque como país há muito que fomos despromovidos da categoria das quatro rodas.VIDEO: http://www0.rtp.pt/noticias/?t=Jose-Socrates--conversa-ao-volante-com-Fatima-Campos-Ferreira.rtp&headline=20&visual=9&article=445448&tm=87
Adivinhe quem não veio para almoçar?
A minha solidariedade para o António Colaço, um grande amigo dos jornalistas de política e não só, que ficou hoje literalmente com a criança nos braços ao ver que o convidado que anunciara com pompa e circunstância para os seus almoços das quartas-feiras no «Res Publica», ao Chiado, baldou-se, sem dizer água vai. O ex-Presidente Sampaio tinha dito o «sim» para «tertuliar» com o Colaço, mas sem qualquer explicação por parte do próprio ou da sua assessoria, não compareceu. Não sei o que terá acontecido, mas um telefonema ou uma SMS por parte do Alto Comissário da ONU ou de um seu ajudante/«escravo», por mais curto que fossem, teria poupado o embaraço ao organizador. Há mais vida para além da política, Sampas!PS: Manda informar o Colaço que o bom do Sampaio lá acabou por ligar à noite, desfazendo-se em desculpas. Estava em Barcelona e equivocou-se com as datas. Como castigo, devia ser ele a pagar o almoço da próxima vez.
Geração à bulha
Mais um vídeo que atesta bem o nível a que chegaram estes pobres adolescentes que andam de costa folgada devido às faltas que dão na escola. Os que lá andam. Mas se não andam, o que fazem? Passeiam pelos centros comerciais, furtam telemóveis e andam à bulha? É muito pouco para uma sociedade que tem a troika à perna e precisa de mais produtividade. Diminua-se a idade penal para os 14 anos para deixar de mandar estes inimputáveis para casa como se nada fosse.
Eu tenho alguma coisa a ver com isto?
Mão amiga, uma anti-socrática de carteirinha, fez-nos chegar o trecho do professor Álvaro Santos Pereira, autor de um calhamaço que anda nas principais livrarias sobre o que andámos a fazer nestes últimos anos para aqui termos chegado. É uma espécie de «expliquem-me como estamos no fundo do poço, como se eu fosse muito burro»!O professor Álvaro Santos Pereira (Universidade de Vancouver, Canadá) colocou ontem no seu blogue "Desmitos" um post que é obrigatório ler para perceber o que devíamos estar a discutir na campanha eleitoral. Aqui fica a reprodução:
Nos últimos dias, a "campanha" eleitoral tem sido constituída por um rol de "factos" que só servem para distrair os(as) portugueses(as) daquilo que realmente é essencial. E o que é essencial são os factos. E os factos são indesmentíveis. Não há argumentos que resistam aos arrasadores factos que este governos nos lega. E para quem não sabe, e como demonstro no meu novo livro, os factos que realmente interessam são os seguintes:
1) Na última década, Portugal teve o pior crescimento económico dos últimos 90 anos;
2) Temos a pior dívida pública (em % do PIB) dos últimos 160 anos. A dívida pública este ano vai rondar os 100% do PIB;
3) Esta dívida pública histórica não inclui as dívidas das empresas públicas (mais 25% do PIB nacional);
4) Esta dívida pública sem precedentes não inclui os 60 mil milhões de euros das PPPs (35% do PIB adicionais), que foram utilizadas pelos nosso governantes para fazer obra (auto-estradas, hospitais, etc.) enquanto se adiava o seu pagamento para os próximos governos e as gerações futuras. As escolas também foram construídas a crédito;
5) Temos a pior taxa de desemprego dos últimos 90 anos (desde que há registos). Em 2005, a taxa de desemprego era de 6,6%. Em 2011, a taxa de desemprego chegou aos 11,1% e continua a aumentar;
6) Temos 620 mil desempregados, dos quais mais de 300 mil estão desempregados há mais de 12 meses;
7) Temos a maior dívida externa dos últimos 120 anos;
8) A nossa dívida externa bruta é quase 8 vezes maior do que as nossas exportações;
9) Estamos no top 10 dos países mais endividados do mundo em praticamente todos os indicadores possíveis;
10) A nossa dívida externa bruta em 1995 era inferior a 40% do PIB. Hoje é de 230% do PIB;
11) A nossa dívida externa líquida em 1995 era de 10% do PIB. Hoje é de quase 110% do PIB;
12) As dívidas das famílias são cerca de 100% do PIB e 135% do rendimento disponível;
13) As dívidas das empresas são equivalente a 150% do PIB;
14) Cerca de 50% de todo endividamento nacional deve-se, directa ou indirectamente, ao nosso Estado;
15) Temos a segunda maior vaga de emigração dos últimos 160 anos;
16) Temos a segunda maior fuga de cérebros de toda a OCDE;
17) Temos a pior taxa de poupança dos últimos 50 anos;
18) Nos últimos 10 anos, tivemos défices da balança corrente que rondaram entre os 8% e os 10% do PIB;
19) Há 1,6 milhões de casos pendentes nos tribunais civis. Em 1995, havia 630 mil. Portugal é ainda um dos países que mais gasta com os tribunais por habitante na Europa;
20) Temos a terceira pior taxa de abandono escolar de toda a OCDE (só melhor do que o México e a Turquia);
21) Temos um Estado desproporcionado para o nosso país, um Estado cujo peso já ultrapassa os 50% do PIB;
22) As entidades e organismos públicos contam-se aos milhares. Há 349 Institutos Públicos, 87 Direcções Regionais, 68 Direcções-Gerais, 25 Estruturas de Missões, 100 Estruturas Atípicas, 10 Entidades Administrativas Independentes, 2 Forças de Segurança, 8 entidades e sub-entidades das Forças Armadas, 3 Entidades Empresariais regionais, 6 Gabinetes, 1 Gabinete do Primeiro Ministro, 16 Gabinetes de Ministros, 38 Gabinetes de Secretários de Estado, 15 Gabinetes dos Secretários Regionais, 2 Gabinetes do Presidente Regional, 2 Gabinetes da Vice-Presidência dos Governos Regionais, 18 Governos Civis, 2 Áreas Metropolitanas, 9 Inspecções Regionais, 16 Inspecções-Gerais, 31 Órgãos Consultivos, 350 Órgãos Independentes (tribunais e afins), 17 Secretarias-Gerais, 17 Serviços de Apoio, 2 Gabinetes dos Representantes da República nas regiões autónomas, e ainda 308 Câmaras Municipais, 4260 Juntas de Freguesias. Há ainda as Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional, e as Comunidades Inter-Municipais;
23) Nos últimos anos, nada foi feito para cortar neste Estado omnipresente e despesista, embora já se cortaram salários, já se subiram impostos, já se reduziram pensões e já se impuseram vários pacotes de austeridade aos portugueses. O Estado tem ficado imune à austeridade;
Isto não é política. São factos. Factos que andámos a negar durante anos até chegarmos a esta lamentável situação. Ora, se tomarmos em linha de conta estes factos, interessa perguntar: como é que foi possível chegar a esta situação? O que é que aconteceu entre 1995 e 2011 para termos passado termos de "bom aluno" da UE a um exemplo que toda a gente quer evitar? O que é que ocorreu entre 1995 e 2011 para termos transformado tanto o nosso país? Quem conduziu o país quase à insolvência? Quem nada fez para contrariar o excessivo endividamento do país? Quem contribuiu de sobremaneira para o mesmo endividamento com obras públicas de rentabilidade muito duvidosa? Quem fomentou o endividamento com um despesismo atroz? Quem tentou (e tenta) encobrir a triste realidade económica do país com manobras de propaganda e com manipulações de factos? As respostas a questas questões são fáceis de dar, ou, pelo menos, deviam ser. Só não vê quem não quer mesmo ver.
A verdade é que estes factos são obviamente arrasadores e indesmentíveis. Factos irrefutáveis. Factos que, por isso, deviam ser repetidos até à exaustão até que todos nós nos consciencializássemos da gravidade da situação actual. Estes é que deviam ser os verdadeiros factos da campanha eleitoral. As distracções dos últimos dias só servem para desviar as atenções daquilo que é realmente importante.
Álvaro Santos Pereira (http://desmitos.blogspot.com/)
Nos últimos dias, a "campanha" eleitoral tem sido constituída por um rol de "factos" que só servem para distrair os(as) portugueses(as) daquilo que realmente é essencial. E o que é essencial são os factos. E os factos são indesmentíveis. Não há argumentos que resistam aos arrasadores factos que este governos nos lega. E para quem não sabe, e como demonstro no meu novo livro, os factos que realmente interessam são os seguintes:
1) Na última década, Portugal teve o pior crescimento económico dos últimos 90 anos;
2) Temos a pior dívida pública (em % do PIB) dos últimos 160 anos. A dívida pública este ano vai rondar os 100% do PIB;
3) Esta dívida pública histórica não inclui as dívidas das empresas públicas (mais 25% do PIB nacional);
4) Esta dívida pública sem precedentes não inclui os 60 mil milhões de euros das PPPs (35% do PIB adicionais), que foram utilizadas pelos nosso governantes para fazer obra (auto-estradas, hospitais, etc.) enquanto se adiava o seu pagamento para os próximos governos e as gerações futuras. As escolas também foram construídas a crédito;
5) Temos a pior taxa de desemprego dos últimos 90 anos (desde que há registos). Em 2005, a taxa de desemprego era de 6,6%. Em 2011, a taxa de desemprego chegou aos 11,1% e continua a aumentar;
6) Temos 620 mil desempregados, dos quais mais de 300 mil estão desempregados há mais de 12 meses;
7) Temos a maior dívida externa dos últimos 120 anos;
8) A nossa dívida externa bruta é quase 8 vezes maior do que as nossas exportações;
9) Estamos no top 10 dos países mais endividados do mundo em praticamente todos os indicadores possíveis;
10) A nossa dívida externa bruta em 1995 era inferior a 40% do PIB. Hoje é de 230% do PIB;
11) A nossa dívida externa líquida em 1995 era de 10% do PIB. Hoje é de quase 110% do PIB;
12) As dívidas das famílias são cerca de 100% do PIB e 135% do rendimento disponível;
13) As dívidas das empresas são equivalente a 150% do PIB;
14) Cerca de 50% de todo endividamento nacional deve-se, directa ou indirectamente, ao nosso Estado;
15) Temos a segunda maior vaga de emigração dos últimos 160 anos;
16) Temos a segunda maior fuga de cérebros de toda a OCDE;
17) Temos a pior taxa de poupança dos últimos 50 anos;
18) Nos últimos 10 anos, tivemos défices da balança corrente que rondaram entre os 8% e os 10% do PIB;
19) Há 1,6 milhões de casos pendentes nos tribunais civis. Em 1995, havia 630 mil. Portugal é ainda um dos países que mais gasta com os tribunais por habitante na Europa;
20) Temos a terceira pior taxa de abandono escolar de toda a OCDE (só melhor do que o México e a Turquia);
21) Temos um Estado desproporcionado para o nosso país, um Estado cujo peso já ultrapassa os 50% do PIB;
22) As entidades e organismos públicos contam-se aos milhares. Há 349 Institutos Públicos, 87 Direcções Regionais, 68 Direcções-Gerais, 25 Estruturas de Missões, 100 Estruturas Atípicas, 10 Entidades Administrativas Independentes, 2 Forças de Segurança, 8 entidades e sub-entidades das Forças Armadas, 3 Entidades Empresariais regionais, 6 Gabinetes, 1 Gabinete do Primeiro Ministro, 16 Gabinetes de Ministros, 38 Gabinetes de Secretários de Estado, 15 Gabinetes dos Secretários Regionais, 2 Gabinetes do Presidente Regional, 2 Gabinetes da Vice-Presidência dos Governos Regionais, 18 Governos Civis, 2 Áreas Metropolitanas, 9 Inspecções Regionais, 16 Inspecções-Gerais, 31 Órgãos Consultivos, 350 Órgãos Independentes (tribunais e afins), 17 Secretarias-Gerais, 17 Serviços de Apoio, 2 Gabinetes dos Representantes da República nas regiões autónomas, e ainda 308 Câmaras Municipais, 4260 Juntas de Freguesias. Há ainda as Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional, e as Comunidades Inter-Municipais;
23) Nos últimos anos, nada foi feito para cortar neste Estado omnipresente e despesista, embora já se cortaram salários, já se subiram impostos, já se reduziram pensões e já se impuseram vários pacotes de austeridade aos portugueses. O Estado tem ficado imune à austeridade;
Isto não é política. São factos. Factos que andámos a negar durante anos até chegarmos a esta lamentável situação. Ora, se tomarmos em linha de conta estes factos, interessa perguntar: como é que foi possível chegar a esta situação? O que é que aconteceu entre 1995 e 2011 para termos passado termos de "bom aluno" da UE a um exemplo que toda a gente quer evitar? O que é que ocorreu entre 1995 e 2011 para termos transformado tanto o nosso país? Quem conduziu o país quase à insolvência? Quem nada fez para contrariar o excessivo endividamento do país? Quem contribuiu de sobremaneira para o mesmo endividamento com obras públicas de rentabilidade muito duvidosa? Quem fomentou o endividamento com um despesismo atroz? Quem tentou (e tenta) encobrir a triste realidade económica do país com manobras de propaganda e com manipulações de factos? As respostas a questas questões são fáceis de dar, ou, pelo menos, deviam ser. Só não vê quem não quer mesmo ver.
A verdade é que estes factos são obviamente arrasadores e indesmentíveis. Factos irrefutáveis. Factos que, por isso, deviam ser repetidos até à exaustão até que todos nós nos consciencializássemos da gravidade da situação actual. Estes é que deviam ser os verdadeiros factos da campanha eleitoral. As distracções dos últimos dias só servem para desviar as atenções daquilo que é realmente importante.
Álvaro Santos Pereira (http://desmitos.blogspot.com/)
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