30 março, 2011

Acelera em contra-mão

O jornal espanhol «ABC», de tendência monárquica, escreveu no passado domingo, na secção de «economia», uma prosa pouco doce para com o nosso primeiro-ministro demissionário. «Um antipático contra todos» é o título do escrito que casca em Sócrates de cima a baixo e que começa com uma metáfora verdadeiramente assassina: «O primeiro ministro portugues parece um condutor que avança a toda a velocidade pela auto-estrada na direcção contrária, convencido que são os outros automobilistas que estão enganados». Até a mim me doeu…

Sempre por aí

Confesso que me faz alguma urticária ver Santana Lopes, que foi primeiro-ministro há meia dúzia de anos, andar todas as noites a consumir-se nas pantalhas em declarações avulsas sobre o estado da nação. A auto-intitulada encarnação falhada de Sá Carneiro, devia remeter-se ao silêncio por uma longa temporada e dedicar-se em exclusivo ao seu escritório de advocacia. É verdade que o «sampas» cortou-lhe as vazas ao fim de pouco tempo, mas é muito fácil dizer da bancada como se deve fazer depois de ter estado dentro de campo e atirado as bolas todas para fora. É a vida, menino guerreiro!

O «complicómetro» nacional chegou ao WC

O «complicómetro» português não cessa de surpreender. Uma pessoa das minhas afinidades facebookianas imortalizou no seu IPhone esta folha existente num WC em Lisboa com os «6 mandamentos» de como os utilizadores se devem comportar no seu interior. Se alguém me quiser identificar o local onde esta raridade está afixada, faziam-me um grande favor.

Sócio, estou concentradíssimo!

Ainda não terminaram os ecos das patéticas «chinezices» de Paulo Futre. Meio país repete à exaustão, «sócio, agora não, estou concentradíssimo». Hoje, até o nosso primeiro-ministro demissionário, disse o mesmo aos jornalistas que o rodeavam, querendo saber novas políticas, argumentando estar «concentrado na cerimónia» de entronização do ex-presidente Lula a «doutor honoris causa». Futre a ministro, já!

29 março, 2011

Um casal desavindo

Gostei de ouvir o José Gil esta noite na SIC-Notícias. Não estava o Crespo para o escutar, mas apareceu o Augusto Madureira. Gil não é tão escorreito como o Barreto, mas as ideias estão lá. O filosófo comparou a eterna e diária «troca de bolas» entre o PS e o PSD a um casal desavindo, casado há séculos, que já não se suporta e que espelha diariamente o estado da sua conjugalidade, distanciados da realidade e em que deixa de se saber quem é que, afinal, fala verdade. Perfeito professor!

Rodeados de «lixo» e lixados

Soube-se hoje que a nossa cotação/credibilidade/whatever está de rastos. Somos quase «lixo», em linguagem de mercados. Em Itália, o lixo, o doméstico, e sem aspas, ainda dá de comer a alguns mafiosos. Aqui nem isso. Os nossos corruptos alimentam-se de outras manigâncias.

Parlamento sem Abril

Há males que até acabam por vir por bem. A dissolução da AR é responsável pelo cancelamento da tradicional sessão solene comemorativa do 25 de Abril no Parlamento. Boa! Já dispensamos a «brigada do reumático» abrilina que nunca falha, é menos um discurso de Cavaco para papalvo comer e sempre é uma pequena poupança para os depauperados cofres do Estado.

A frase do dia

«Os senhores do metropolitano estão cada vez mais parecidos com os mortos; passam o dia debaixo de terra e ninguém os vê trabalhar», Paula Pinto Gonçalves dixit, in her own Facebook, 29 Março 2011