13 março, 2011

Humor ardente

E eis que surge mais um candidato à presidência do Sporting.

«Generación en apuros»

Leio na imprensa espanhola online notícias sobre a manifestação de ontem. Na nossa imensa pequenez devemos ficar muito orgulhosos da língua que Camões nos deu. A nossa «geração à rasca» é traduzida por «generación en apuros» pelo El País e «revolucion precária» pelo El Mundo. Parecem títulos de filmes de acção de Hollywood. Importante é que em língua for, a luta é alegria, pá!

A luta é alegria, a dialéctica uma palhaçada

Como está na mó de cima, Pinto de Costa foi acometido de uma diarreia verbal, pouco usual no último ano. Referindo-se à alegada agressão de que foi vítima Rui Gomes da Silva, vice benfiquista, num restaurante do Porto, na sexta-feira, o presidente azul e branco disse o seguinte: «Podem simular agressões a qualquer palhaço, mas nós vamos continuar o nosso destino. E o nosso destino é vencê-los». Se a luta é alegria, a dialéctica futebolística, essa sim, é uma palhaçada, sem consequências para os seus intervenientes. No Benfica, não é Luís Filipe Vieira a meter as mãos na lama. Manda o capataz João Gabriel, o manda-chuva da comunicação, insinuar que foi Villas-Boas a avisar que Gomes da Silva estava no mesmo restaurante que o treinador do FC Porto. O ódio é tão grande que manda a prudência que nos próximos jogos entre ambos os emblemas, em Abril, um em Lisboa e outro no Porto, a distância aconselhada para os respectivos estádios sejam nunca inferir a 2 quilómetros. Quem avisa...

A Primavera dos enrascados

A jornada de luta foi porreira, pá. O povo saiu à rua, cantou, bebeu e insultou a escumulha que nos governa. Dizem que cheirou a Abril. É capaz. Mas acho que isto só lá vai mesmo com algum sangue derramado e muitas bastonadas. Depois do cerco ao quartel do Carmo, em 1974, porque não um cerco ao Palácio de São Bento, em 2011?

12 março, 2011

Em directo da manif

É um dos momentos da manifestação da geração à rasca que invade as ruas de Lisboa. Mão amiga fez-nos chegar este instântaneo de grande valor iconográfico. É o chamado jornalismo-cidadão. Para os mais pitosgas aqui fica a mensagem: «Fernanda Câncio e EU, o que temos em comum? Somos ambos f****** pelo Sócrates!».

Pérolas da malta «à rasca»

A «Geração à rasca», que hoje faz a sua marcha a nível nacional, começou o dia a mimosear o grande chefe com pérolas destas no Facebook: "O Sócrates não tem o curso completo...Faltam-lhe 3 cadeiras: A... cadeira eléctrica, a cadeira de rodas e uma cadeira nos cornos!". Se o SIS vier ter comigo, nem sob tortura digo que fui eu que escrevi. I'm inocent. Foi apenas uma citação, como agora se diz.

Enterrados e sem safa possível

Nem de propósito, venho do cinema Londres onde se projectou a estreia nacional do filme «Buried» (Enterrado). Um camionista americano é capturado por tropas rebeldes no Iraque e enfiado num caixão de madeira, em paradeiro desconhecido. O único meio de contactar com o exterior é um telemóvel, com pouca rede, que vai perdendo bateria à medida que os 90 minuto do filme se esgotam. Paul Conroy liga a meio mundo para ser salvo, mas quando tudo parece bem encaminhado, o imprevisto acontece. É de facto uma boa metáfora do estado actual do país. Enterrados. Com areia até ao pescoço e à espera que alguém nos resgate. Se não for pedir muito. Os que preferirem podem substituir o protagonista do filme pela figura do Primeiro-Ministro, para assim se sentirem muito mais aliviados do ponto de visto psicológico. A terapia vale bem a pena. Alerta-se que o filme não é aconselhável a pessoas com claustrofobia e horror a cobras e à escuridão.

PEC IV

Já parece uma sequela ao melhor estilo Rocky ou Rambo. O Governo lança o PEC IV, ao que parece sem dar cavaco ao próprio presidente e aos parceiros sociais. Passos Coelho diz que não viabiliza. A crise política parece iminente, apesar de Sócrates estar a fazer tudo para não lhe tirarem o tapete, nem à lei da bala. Cheira-me que vamos, muito em breve, a eleições dar uso ao Cartão do Cidãdão, a melhor invenção que há memória do socratismo.