05 outubro, 2010

O seleccionador tranquilo

Paulo Bento está na fase bestial. No seu primeiro dia oficial como seleccionador em Óbidos posou para dezenas de fotografias, deu autógrafos e ainda conseguiu treinar com os seus jogadores. A malta está com fé. Só falta mesmo é as vitórias para dar tranquilidade.

A cara festa dos chapéus e dos bigodes


A festinha republicana dos bigodes e dos chapéus de chuva custou a módica quantia de dez milhões de euros. ao zé povo. Coisa pouca. Mesmo à beira do precipício, acaba sempre por vencer a tentação de comer lagosta de em vez provar a chaputa.

A República das Bananas

Não temos o palhaço Tiririca, que pelos vistos é analfabeto, mas temos os completamente letrados «Homens da Luta» que foram animar as celebrações do 5 de Outubro com uma música sobre a República das Bananas. A polícia municipal manteve os actores a confortável distância do epicentro dos acontecimentos, não fosse a segurança das altas personalidades correr perigo. Dá-lhe Falâncio!

«I» de inovador

O «I» é um jornal a perder recursos e dinheiro, mas mantém o arrojo e originalidade, como é a prova a primeira página no dia dos 100 anos do regime republicano. Parabéns!

A frase do dia

«Governo deixou a ferida gangrenar e neste momento temos de cortar a perna», Luís Campos e Cunha, ex-ministro das Finanças, Diário Económico, 4 Outubro 2010

04 outubro, 2010

As aventuras de «Tintim» Villas-Boas

Completamente descontrolado o «Tintim» Villas-Boas explodiu contra o árbitro, no final do Guimarães-FC Porto (1-1), por alegadamente ter sido espoliado num penalty. Veio logo à baila o nome do presidente da comissão de arbitragem, Vítor Pereira e do arqui-rival, Benfica, com referências ao jogo da décima jornada, a 7 de Novembro, em que os dois favoritos à liga se encontram no Dragão. O neófito e imberbe Vilas Boas já parece o Paulo Bento, no seu tempo do Sporting. Faz as despesas no clube do dragão, a criticar o inimigo da Luz, quando as coisas correm bem e agora também quando as coisas acabam mal. Ainda acaba crucificado.

O poeta e o palhaço


É preciso ter em consideração a abissal diferença entre o número de habitantes de Portugal e Brasil, ainda assim é possível extrair a seguinte ilação: do outro lado do Atlântico um palhaço, o novo deputado federal «Tiririca», vale 1 milhão e 300 mil votos, enquanto no nosso país um poeta reúne o apoio de 1 milhão de concidadãos. No que diz respeito a voto de protesto está visto que a palhaçada dá uma banhada na poesia. Nas presidenciais de Janeiro, se Alegre chegar aos 500 mil votos já será um feito.

O cúmulo da riqueza

«A esquerda quer mandar-me para casa, mas não sei para qual deva ir porque tenho cerca de 20», Sílvio Berlusconi, primeiro-ministro italiano, comentando a crise política que afecta a Itália, El Mundo, 3 Outubro 2010