30 setembro, 2010

Celebração ou enterro?

Não parece, mas o país prepara-se para uma festinha na próxima terça-feira, 5 de Outubro: os 100 anos da República. As faixas a dizer «vamos festejar Portugal» inundam as principais avenidas da capital e a própria Ponte 25 de Abril. Um século é um século, mas foi pena não se ter suspenso, em tempo útil, o vasto programa de comemorações custeado com o dinheiro dos contribuintes. Os portugueses detestam insubordinações, mas talvez fosse oportuno, e mediático, para começar, organizar manifestações para protestar contra o regime republicano, no dia do seu centenário. Telefonem aos monárquicos, aos 1 346 que existem no «rectângulo», e até pode ser , devido à originalidade e arrojo que caracteriza os senhores da Causa Real, que se arranje um protesto em condições.

O «politiqueiro de segunda»

«Aldrabão» e «mentiroso», são os epítetos mais frequentes, e também mais suaves, com que o povinho costuma caracterizar as habilidades do (ainda) Primeiro-Ministro. O historiador Pacheco Pereira, o «Karl Marx» da Marmeleira, arranjou uma melhor, mais sofisticada: «politiqueiro de segunda».

Chão que deu uvas

Já se sabia que Mário Soares não gosta de Durão Barroso nem com molho de tomate e nutre um fraquinho por Passos Coelho. A relação com Sócrates sempre foi fraterna e intensa, mas parece que isso já foi chão que deu uvas. Literalmente. O «pai da pátria» comparou hoje os políticos aos vinhos: «Há boas épocas em que o vinho é esplêndido e outras épocas em que o vinho não presta. Nesta altura nós temos políticos que não prestam». Descodificando: bye, bye, Sócrates!

Prémio "Toma um comprimido que isso passa"

«Dormi mal, mas se não tomasse as medidas não era capaz de dormir», Teixeira dos Santos, ministro das Finanças, Jornal de Negócios Online, 30 Setembro 2010

Gaffe na madrugada

Por vezes há microfones que pregam partidas. Um dos jornalistas da TSF que estava «locutar» o noticiário da 1 da manhã interrompeu, subitamente, um som que passava do conselheiro do PSD, Nogueira Leite, que comentava as austeras medidas governamentais, com um sonoro «tá bem, c......!». Não se se sabe o jornalista, cujo nome não recordo, se estava a queixar do que dizia Nogueira Leite, se estava a desabafar com um técnico de serviço. A verdade é que foi apanhado. Coincidência ou não, o som não está disponível no site da rádio de informação. Pode ser que algum seu colega brincalhão desvie esse momento para o YouTube.

Portugueses, encolhemos o País!


29 setembro, 2010

Os cangalheiros

Adivinhem que vem para jantar, hoje às 20 horas, e vai esperar que paguemos a conta sob a forma de mais impostos e menos salários da função pública?

O povo é sereno

Segundo os últimos relatos a greve geral em Espanha está a ser marcada por graves confrontos
entre polícia e manifestantes. No centro de Barcelona registou-se uma autêntica batalha campal, com os habituais infiltrados radicais e anti-sistema a provocarem actos de vandalismo em lojas e automóveis. Há dezenas de contentores do lixo de pernas para o ar e não param as sirenes dos carros da polícia. Sem querer ser incitador da revolta urbana, por cá os sindicatos não quebram o verniz e fazam gala de ser pacíficos. O povo, desde sempre, sempre foi e será sereno. É a nossa natureza. Começo a perceber o motivo pelo qual os Gato Fedorento alcançaram em tão pouco tempo um sucesso estratosférico. Inventaram um slogan publicitário que sintetiza o que é Portugal e o relacionamento entre os que mandam e os que obedecem: «eles falam, falam, falam, mas nao os vejo a fazer nada».