Não parece, mas o país prepara-se para uma festinha na próxima terça-feira, 5 de Outubro: os 100 anos da República. As faixas a dizer «vamos festejar Portugal» inundam as principais avenidas da capital e a própria Ponte 25 de Abril. Um século é um século, mas foi pena não se ter suspenso, em tempo útil, o vasto programa de comemorações custeado com o dinheiro dos contribuintes. Os portugueses detestam insubordinações, mas talvez fosse oportuno, e mediático, para começar, organizar manifestações para protestar contra o regime republicano, no dia do seu centenário. Telefonem aos monárquicos, aos 1 346 que existem no «rectângulo», e até pode ser , devido à originalidade e arrojo que caracteriza os senhores da Causa Real, que se arranje um protesto em condições.
30 setembro, 2010
Celebração ou enterro?
Não parece, mas o país prepara-se para uma festinha na próxima terça-feira, 5 de Outubro: os 100 anos da República. As faixas a dizer «vamos festejar Portugal» inundam as principais avenidas da capital e a própria Ponte 25 de Abril. Um século é um século, mas foi pena não se ter suspenso, em tempo útil, o vasto programa de comemorações custeado com o dinheiro dos contribuintes. Os portugueses detestam insubordinações, mas talvez fosse oportuno, e mediático, para começar, organizar manifestações para protestar contra o regime republicano, no dia do seu centenário. Telefonem aos monárquicos, aos 1 346 que existem no «rectângulo», e até pode ser , devido à originalidade e arrojo que caracteriza os senhores da Causa Real, que se arranje um protesto em condições.
O «politiqueiro de segunda»
Chão que deu uvas
Já se sabia que Mário Soares não gosta de Durão Barroso nem com molho de tomate e nutre um fraquinho por Passos Coelho. A relação com Sócrates sempre foi fraterna e intensa, mas parece que isso já foi chão que deu uvas. Literalmente. O «pai da pátria» comparou hoje os políticos aos vinhos: «Há boas épocas em que o vinho é esplêndido e outras épocas em que o vinho não presta. Nesta altura nós temos políticos que não prestam». Descodificando: bye, bye, Sócrates!
Gaffe na madrugada
Por vezes há microfones que pregam partidas. Um dos jornalistas da TSF que estava «locutar» o noticiário da 1 da manhã interrompeu, subitamente, um som que passava do conselheiro do PSD, Nogueira Leite, que comentava as austeras medidas governamentais, com um sonoro «tá bem, c......!». Não se se sabe o jornalista, cujo nome não recordo, se estava a queixar do que dizia Nogueira Leite, se estava a desabafar com um técnico de serviço. A verdade é que foi apanhado. Coincidência ou não, o som não está disponível no site da rádio de informação. Pode ser que algum seu colega brincalhão desvie esse momento para o YouTube. 29 setembro, 2010
Os cangalheiros
O povo é sereno
Segundo os últimos relatos a greve geral em Espanha está a ser marcada por graves confrontosentre polícia e manifestantes. No centro de Barcelona registou-se uma autêntica batalha campal, com os habituais infiltrados radicais e anti-sistema a provocarem actos de vandalismo em lojas e automóveis. Há dezenas de contentores do lixo de pernas para o ar e não param as sirenes dos carros da polícia. Sem querer ser incitador da revolta urbana, por cá os sindicatos não quebram o verniz e fazam gala de ser pacíficos. O povo, desde sempre, sempre foi e será sereno. É a nossa natureza. Começo a perceber o motivo pelo qual os Gato Fedorento alcançaram em tão pouco tempo um sucesso estratosférico. Inventaram um slogan publicitário que sintetiza o que é Portugal e o relacionamento entre os que mandam e os que obedecem: «eles falam, falam, falam, mas nao os vejo a fazer nada».
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