30 setembro, 2010

Gaffe na madrugada

Por vezes há microfones que pregam partidas. Um dos jornalistas da TSF que estava «locutar» o noticiário da 1 da manhã interrompeu, subitamente, um som que passava do conselheiro do PSD, Nogueira Leite, que comentava as austeras medidas governamentais, com um sonoro «tá bem, c......!». Não se se sabe o jornalista, cujo nome não recordo, se estava a queixar do que dizia Nogueira Leite, se estava a desabafar com um técnico de serviço. A verdade é que foi apanhado. Coincidência ou não, o som não está disponível no site da rádio de informação. Pode ser que algum seu colega brincalhão desvie esse momento para o YouTube.

Portugueses, encolhemos o País!


29 setembro, 2010

Os cangalheiros

Adivinhem que vem para jantar, hoje às 20 horas, e vai esperar que paguemos a conta sob a forma de mais impostos e menos salários da função pública?

O povo é sereno

Segundo os últimos relatos a greve geral em Espanha está a ser marcada por graves confrontos
entre polícia e manifestantes. No centro de Barcelona registou-se uma autêntica batalha campal, com os habituais infiltrados radicais e anti-sistema a provocarem actos de vandalismo em lojas e automóveis. Há dezenas de contentores do lixo de pernas para o ar e não param as sirenes dos carros da polícia. Sem querer ser incitador da revolta urbana, por cá os sindicatos não quebram o verniz e fazam gala de ser pacíficos. O povo, desde sempre, sempre foi e será sereno. É a nossa natureza. Começo a perceber o motivo pelo qual os Gato Fedorento alcançaram em tão pouco tempo um sucesso estratosférico. Inventaram um slogan publicitário que sintetiza o que é Portugal e o relacionamento entre os que mandam e os que obedecem: «eles falam, falam, falam, mas nao os vejo a fazer nada».

28 setembro, 2010

Em toda a parte, menos em Belém

Como diz o presidente vitalício dos socialistas, «Sócrates é como o Deus Nosso Senhor,está em toda a parte», mas não vai estar amanhã no encontro da delegação do PS com Cavaco, em Belém. O secretário-geral socialista manda Almeida Santos encabeçar a delegação, na companhia do júnior Medina e dos reservas, Vitalino e Paula Vitorino. Sócrates deve estar a guardar energias para o duro debate quinzenal que lhe espera quinta-feira no Parlamento. Vai ser tiro ao alvo. De certo que Sócrates vai insistir no argumento que «o mundo mudou». Infelizmente, para o PSD, Sócrates vai bater bolas não com Passos Coelho, mas com Miguel Macedo, fruto de uma ideia luminosa da agora tida por erradamente incompreendida, Ferreira Leite.

Justiça leonina

José Eduardo Bettencourt pode ser um craque em gestão bancária, mas no futebol demonstrou ser um elefante numa loja de porcelanas. O processo de limpeza em curso que está a decorrer em Alvalade, com o beneplácito do BES, vai levar à convocação de uma assembleia-geral que pode provocar eleições antecipadas. Paulo Pereira Cristóvão, que já levou para contar no último sufrágio e Rogério Alves, curiosamente duas pessoas ligadas ao meio judicial, estão na pole position para eventuais candidaturas. O mais provável é que o advogado que ajudou os portugueses a descomplicarem o sistema de justiça português aceite o desafio de curar as maleitas de um enfermo e traumatizado leão.

Alerta máximo

Depois dos atentados em Londres e Madrid, parece iminente uma tragédia de proporções indeterminadas em Paris. A capital francesa está em alerta permanente e a Torre Eiffel voltou a ser evacuada durante o dia de hoje. Os serviços secretos gauleses temem que o foco terrorista incida sobre o sistema de transportes da «cidade-luz». O presidente Sarkozy foi recentemente apelidada pela Al-Qaeda como «o inimigo de Alá». Com índices de popularidade tão baixos, o presidente francês era capaz de precisar de um cenário apocalíptico para unir uma nação feita em cacos, em termos de moral e identidade.

27 setembro, 2010

A criação e o criador

O Brasil deverá ter uma mulher presidente já no próximo domingo. Dilma Roussef, uma espécie de eminência parda de Lula no Palácio do Planalto, é uma criação do ex-metalúrgico para o substituir na cadeira do poder, após ter cumprido dois mandatos. Dilma mudou radicalmente o look, apoiou-se na extraordinária aceitação popular de Lula e nem os recentes escândalos abalaram a sua liderança nas sondagens. Fala-se numa política muito pouco preparada para função de tamanha importância, mas no fértil terreno da especulação também já se aventa que se se perceber que Dilma não tem unhas para esta guitarra, Lula voltará, após uma cirúrgica emenda na constituição brasileira, para um terceiro mandato. Lula tem a seu favor o facto de muito ter porfiado, após várias derrotas eleitorais, mas acabou por cair no goto dos seus concidadãos. Fala a linguagem do povo e nem os «mensalões» e outras suspeitas de corrupção o salpicaram grande coisa. Os Jogos Olímpicos e o Mundial de Futebol vão ajudar a reforçar a imagem poderosa que o Brasil actualmente ostenta na cena mundial. Lula corresponde ao arquétipo político do «eu roubo ou deixo roubar, mas faço». Se o povo gosta assim, para quê votar no escuro?