27 setembro, 2010
26 setembro, 2010
«Com Tiririca, pior do que tá não fica»
Em Portugal há políticos com alma de palhaços, no Brasil há palhaços que aspiram a ser políticos. É o caso do Palhaço Tiririca, um humorista que é um verdadeiro fenómeno de popularidade e que está a convencer o eleitorado de São Paulo em vésperas de eleições com a sua candidatura pelo Partido da República a deputado federal. O seu slogan de campanha é bem divertido: «Com Tiririca, pior do que tá não fica». A ver se convencemos os «nossos» palhaços Croquete e Batatinha a enveredarem por uma carreira política em Portugal. Talvez fosse possível tornar menos apalhaçada a nossa vida político-partidária.
Foi aqui que tudo começou
Faz amanhã 25 anos que foi inaugurado o Centro Comercial das Amoreiras. O primeiro shopping português, da autoria do arquitecto «quebra-brilhas», Tomás Taveira, que tanta celeuma causou. Mesmo que se tente negar, há um antes e um depois do Amoreiras. De remediados e pobrezinhos, passámos de consumistas e novos ricos. Emergiu também o novo conceito de «passeio público», em que famílias inteiras vão, mesmo em dias de sol, «pastar a vaca» para as novas réplicas paridas pós-Amoreiras.
Sócrates baldou-se
25 setembro, 2010
No news, bad news
O chefão da CNN, Joe Klein, foi despedido por falta de resultados, como agora se diz. O canal americano de cabo perdeu 36 por cento da sua audiência doméstica para a Fox e a MSNBC. Alguns dos seus principais pivôs e entretainers, caso de Larry King, estão a fazer as malinhas. Muitos questionam a falência do modelo do canal fundado por Ted Turner. Acho que é mais falta de assunto bombasticamente relevante. As guerras do Iraque do Afeganistão são mediaticamente invisíveis. A CNN está mesmo a precisar de outro «11-S».
Diarreia verbal
Devia sair um decreto-lei a obrigar a TVI a transmitir os seus jogos da Liga da cerveja e do cabo sem comentários. Com música clássica em fundo, como sugeriu, há uns anos, o «rei» Artur. No Marítimo-Benfica desta noite os dislates do narrador (Valdemar Duarte), do comentador (João Querido Manha) e do repórter de pista (Mário Gouveia) foram de bradar aos céus. A diarreia verbal destes senhores distorceu tudo, em vez de elucidar o telespectador, que acabou, eu falo por mim, por ficar mais confuso com as constantes contradições e leituras deslocadas. Mais valia terem ficado em Lisboa a comentar o jogo, fechadinhos numa sala escura, sempre poupavam uns trocos à contabilidade do canal de Queluz de Baixo. Um péssimo serviço.
A frase do dia
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