25 junho, 2010

Factor de diversão e distracção

Portugal cumpriu os «serviços mínimos» no Mundial 2010, qualificando-se para os oitavos de final da prova. Fica-se com a sensação que a selecção de Queiroz é ao mesmo tempo racional e esquizofrénica, alternando a competência com o «ai jesus!». Esta equipa, exceptuando o festim com a Coreia, marca poucos golos (a eterna pecha), mas ainda não encaixou qualquer tento. Segue-se a Espanha para um ambicionado duelo ibérico. Espera-se que Sara Carbonero, a jornalista/namorada de Casillas, distraia «nuestros hermanos» na próxima terça-feira, abrindo o caminho a uma provocaçãozinha de Cristiano. O pior é que Ronaldo não é propriamente impermeável às pressões do sexo feminino...

Procura-se dono para «paquiderme» abandonado

O que a seguir se relata é um escândalo nacional, abafado pela febre mundialista. O União de Leiria, falido como todos os clubes da primeira liga, prescindiu de jogar a próxima temporada no estádio Magalhães Pessoa, alegando não conseguir suportar os 250 mil euros por ano que paga à Leirisport, uma daquelas empresas municipais fictícias que serve para arranjar uns tachitos aos amigos da gestão autárquica. O Leiria decidiu jogar e treinar em Torres Novas, devido às facilidades concedidas. O destino do «elefante branco» de Leiria é que ninguém se arrisca a traçar. Eu cá por mim sugeria a implosão, como alguém já disse para o outro «paquiderme», nascido em pleno Euro 2004, nos arrredores de Aveiro.

24 junho, 2010

Não têm vontade de ir à casa de banho?

Acabou, finalmente, a partida de ténis mais longa de sempre, após dez eternas horas (não consecutivas) na marginal pista 18 de Wimbledon. O marcador londrino acabou mesmo por se confundir quando o resultado chegou aos 50 jogos. Saber quem ganhou a contenda é um mero exercício superflúo. Dentro de uns dias ninguém se lembrará destes dois cavalheiros, ilustres anónimos do mundo do ténis.

A revolução segundo Manuel João Vieira

O marasmo presidencial é tão grande que até se faz uma festa quando surge uma lufada de ar fresco. Manuel João Vieira revela ao jornal do «Metro» que pode candidatar-se, uma vez mais, às eleições para Belém, agendadas para 2011. O candidato Vieira já reúne os primeiros apoios na sua página do Facebook. Diz o putativo candidato presidencial que a revolução só acontecerá quando Portugal «reaprender a comer, beber e foder» (sic). Quem fala assim não é certamente um poeta, nem um professor de economia.

A "Copa" de Cavaco

Cavaco fala de tudo menos de presidenciais e a ânsia de discorrer sobre tudo o resto é tal que mesmo o programado homem de Boliqueime mete a pata na poça. Cavaco não se molhou sobre um prognóstico para o Portugal-Brasil de amanhã, em Durban, mas sempre foi dizendo que «gostava que a "Copa" do Mundo falasse português». "Copa", senhor Presidente? Que eu saiba ainda temos um vocábulo de raiz 100 por cento portuguesa chamado «Taça». Isso só pode ser estratégia para ganhar uns votos nos brasileiros naturalizados.

Happy meal entre potências

A guerra fria já era. As cimeiras formais entre russsos e americanos já não se fazem exclusivamente no Kremlin ou na Casa Branca, mas também podem acontecer numa casa de hamburgers. Obama e Medveded discutiram assuntos sérios ao almoço, no conhecido «Ray's Hell Burger» de Washingston, enquantro trincavam um saboroso hamburguer e as respectivas batatas fritas, acompanhados pelos tradutores e rodeados por um exército de seguranças que quase paralisaram o espaço.

Hora de fecho

Curiosa e sintomática a «breve» que o Correio da Manhã publica na sua secção de «Media» desta quarta-feira sobre o eventual encerramento do jornal «24 horas». O director da publicação da Controlinvest diz que não foi informado «oficialmente» de nada, mas é um facto que as vendas do título que se celebrizou no caso Casa Pia têm vindo a descer a pique, tornando o desfecho quase inevitável. O «DN», o «JN» e até a própria TSF continuam a dar jeito a Joaquim Oliveira para os seus favores políticos. Tudo o que for carga em excesso é atirada ao mar. É garantido.

Prada é Prada

A Prada abriu a sua primeira loja em Portugal no número 216 da Avenida da Liberdade. Os responsáveis da marca de luxo italiana dizem que as vendas estão «acima das expectativas», segundo o Diário Económico. A crise quando nasce é só para alguns.