15 junho, 2010

A frase do dia

«A vuvuzela já e a coisa mais irritante do século XXI, à frente do aquecimento global e das agências de rating», Miguel Gaspar, in «Público», 15 Junho 2010

Fé em Deus e na bola

Portugal viverá hoje mais uma tarde de escassa ou nula produtividade laboral. A estreia acontece a partir das 15 horas, com a Costa do Marfim. Fé em Deus e que a «Jabulani», a bola oficial, esteja connvosco.

14 junho, 2010

Deus é argentino


Ora aí está um épico spot para os meninos criativos do BES e da GALP engolirem em seco e arrumarem as vuvuzelas no armário. O anúncio é da Quilmes, uma cerveja que é sponsor oficial da selecção argentina, e que desafia todos os adeptos a acreditaram que Deus é argentino. Depois de ver este spot até a clavícula do Nani ficava curada em menos de uma semana. Arrepiante.

Costa dos traidores

Os portugueses adoram apontar o dedo a «miguéis de vasconcelos», responsabilizando-os por tudo o que corre mal. Sempre foi assim na nossa História. O verdadeiro foi Secretário de Estado da duquesa de Mântua, vice-rainha de Portugal, em dependência do rei de Espanha, tornando-se odiado pelo povo, por, sendo português, colaborar com a representante da dominação filipina. Pagou por isso. Foi defenestrado da janela do Paço Real de Lisboa. O treinador português Toni pode bem ser o novo «Miguel de Vasconcelos» do Mundial 2010. O pecado do ex-técnico do Benfica foi ter aceite o convite do seu amigo Eriksson, treinador da Costa do Marfim, para olheiro dos africanos durante o campeonato do mundo. Se as coisas correrem mal, já temos o primeiro bode expiatório.

Ser Primeiro-Ministro tira anos de vida


O companheiro de lides blogísticas, Platonismo Político, publica uma curiosa e trabalhosa linha do tempo do engenheiro Sócrates e o seu progressivo envelhecimento ao longo dos anos que leva na liderança do país. Ser Primeiro-Ministro tira anos de vida. Ainda bem que de 4 em 4 anos existe mundial de futebol.

13 junho, 2010

Relações laborais fortes

As relações de proximidade em ambiente laboral são praticamente inevitáveis. Para quem quer e para quem deixa. Lembro-me que o defunto «O Independente» relatou um dia que numa acção de desentupimento nas casas de banho do antigo edifício sede da RTP na Avenida 5 de Outubro foram descobertos centenas de preservativos. Há dias, numa das colunas de «bocas» dos jornais, aquelas a que ninguém dá crédito, mas todos lêem, revelava-se que a ministra da Saúde apanhou em flagrante dois colaboradores seus em contactos íntimos no seu gabinete. No Parlamento o burburinho também é grande. Um deputado e uma funcionária parlamentar foram apanhados literalmente com as calças na mão pelas zelosas funcionários de limpeza atrás de uns reposteiros. O que se estranha é a hora do acto, ainda não eram 8 da manhã. Ainda dizem que os deputados da nação não trabalham...

Justiça «à la minute»

A África do Sul debate-se com um grande registo de criminalidade, especialmente do tipo violenta, mas ao mesmo tempo tem tribunais muito céleres. Dois dos ladrões que roubaram os jornalistas que acompanhavam a selecção dos «navegadores» foram condenados, em menos de 48 horas, a 15 (!!!) anos de prisão por um tribunal especial criado para julgar casos durante o Mundial. Também precisávamos de uma justiça assim, «à la minute» e sem contemplações.

A frase do dia

«Quer de facto o sr. cardeal patriarca medir pelo voto a influência da Igreja em Portugal? Pense bem», Vasco Pulido Valente, jornal «Público», 13 Junho 2010