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«Quando Cavaco fala sentimos um mau hálito político do lado de cá da televisão», Nuno Morais Sarmento, Diário Económico, 8 Março 2010
Diz o Vieira que os sócios não se devem assustar com os prejuízos do Benfica. Uma vitória no campeonato será a panaceia para qualquer descalabro financeiro. O vento sopra de feição para o empresário dos pneus. A malta quer mesmo é bola na rede.
Fontes bem informadas garantem-nos que a previsível vitória do Benfica no campeonato não figura em qualquer ponto do PEC que o governo apresentará amanhã às forças partidárias representadas no Parlamento. Mas a confirmar-se este facto, lá por alturas de Maio, quando acaba o campeonato, coincidindo também com a visita papal, é certo que o povinho vai andar distraído com os festejos e as amnistias de Sua Santidade. O momento perfeito para, adormecidos que vão estar as escutas socráticas, o Executivo aplicar truques orçamentais e outro tipo de manigâncias, termo muito em voga no léxico político.
O handsome Passos Coelho, sempre bem assessorado por eminências sociais-democratas, umas pardas e outras menos pardas, acusa o PEC governamental de promover o aumento encapotado de impostos. O putativo primeiro-ministro de Portugal é capaz de ter razão. Veremos é se consegue fazer diferente quando chegar à cobiçada cadeira do poder.
Marinho e Pinto tem razão sobre o que tem dito sobre a advocacia e o estado da justiça em Portugal, mas ultrapassa as marcas nas críticas aos magistrados e na defesa cega do Governo e do seu líder. A acusação de ontem de que os juízes querem derrubar o executivo é demasiado grave para ser ignorada. Já estou como o presidente da associação sindical de juízes, o bastonário dos advogados que se candidate a defensor oficial do partido do Largo do Rato.
«Há um número significativo de pessoas às quais, no decorrer da minha vida, ofereci não só robalos mas também pescada, chicharros e até sardinhas, tal como ofereço bonecas às minhas netas», Manuel Godinho, o sucateiro de Ovar, questionado sobre a razão das prendas oferecidas a Armando Vara, entrevista ao «Diário de Notícias», 6 Março 2010
Sempre atenta ao que se faz de bom na blogosfera, a assessoria do Primeiro-Ministro mudou a agulha do discurso de Sócrates que ontem aqui tínhamos denunciado. Durante mais uma jornada de jogging matinal, desta feita, em Maputo, Sócrates, já de t-shirt molhada, saiu-se com uma nova frase, estudada de véspera: «Houve um cientista político ou um filósofo político, que um dia disse "Neste lugar, comem-nos vivos!", é bem assim, mas é preciso estar em forma para resistir. Muito obrigado» (sic). E zarpou, rumo ao chuveiro do hotel mais próximo.