Marinho e Pinto tem razão sobre o que tem dito sobre a advocacia e o estado da justiça em Portugal, mas ultrapassa as marcas nas críticas aos magistrados e na defesa cega do Governo e do seu líder. A acusação de ontem de que os juízes querem derrubar o executivo é demasiado grave para ser ignorada. Já estou como o presidente da associação sindical de juízes, o bastonário dos advogados que se candidate a defensor oficial do partido do Largo do Rato.06 março, 2010
O causídico oficial
Marinho e Pinto tem razão sobre o que tem dito sobre a advocacia e o estado da justiça em Portugal, mas ultrapassa as marcas nas críticas aos magistrados e na defesa cega do Governo e do seu líder. A acusação de ontem de que os juízes querem derrubar o executivo é demasiado grave para ser ignorada. Já estou como o presidente da associação sindical de juízes, o bastonário dos advogados que se candidate a defensor oficial do partido do Largo do Rato.Peixaria Godinho
«Há um número significativo de pessoas às quais, no decorrer da minha vida, ofereci não só robalos mas também pescada, chicharros e até sardinhas, tal como ofereço bonecas às minhas netas», Manuel Godinho, o sucateiro de Ovar, questionado sobre a razão das prendas oferecidas a Armando Vara, entrevista ao «Diário de Notícias», 6 Março 201005 março, 2010
Sócrates, o político t-shirt molhada
Sempre atenta ao que se faz de bom na blogosfera, a assessoria do Primeiro-Ministro mudou a agulha do discurso de Sócrates que ontem aqui tínhamos denunciado. Durante mais uma jornada de jogging matinal, desta feita, em Maputo, Sócrates, já de t-shirt molhada, saiu-se com uma nova frase, estudada de véspera: «Houve um cientista político ou um filósofo político, que um dia disse "Neste lugar, comem-nos vivos!", é bem assim, mas é preciso estar em forma para resistir. Muito obrigado» (sic). E zarpou, rumo ao chuveiro do hotel mais próximo. 04 março, 2010
O deita tudo abaixo
É confrangedora a programada previsibilidade do Primeiro-Ministro, até mesmo em território africano. Quando foi aos Gato Fedorento repetiu por diversas vezes, a dica de assessores experimentados, que os seus filhos o tinham avisado para as tropelias dos bichanos na entrevista. Desde que estalou o escândalo «TVI/Jornal de Sexta-Feira/Prisa», que agora até mete a realeza, segundo a ex-apresentadora Moura Guedes, Sócrates já teve dois incidentes (propositadamente provocados???) com microfones e a saída encontrada, com um sorriso forçado, foi a mesma: «A ver se não deito abaixo nenhum órgão de comunicação social». Essa já a engolimos. Os «spin-doctors» de S. Bento que inventem outra.Ombro, diz ele
Durante a minha rápida hora de almoço tive oportunidade de ver na TV uma «peça» no jornal de desporto da SIC-N que quase me causou uma paragem digestiva. Então não é que os jornalistas foram desencantar a ex-glória benfiquista, o angolano Vata, para recordar o célebre golo com a mão diante do Marselha que qualificou o Benfica para a final da Liga dos Campeões? Até aqui, tudo bem, o pior é que o jogador, num português macarrónico, assegura ao repórter, via telefone, a partir da Austrália, que o golo não foi com a mão, mas com o ombro!!! De facto, o fair-play é uma treta, mesmo duas décadas depois. Se puderem, vejam. Vale uma boa gargalhada.03 março, 2010
Foram cardos, foram prosas e proibições
A «Manela» é mesmo um Rotweiller. Em comissão de Ética, a ex-apresentadora do «Jornal Nacional» derreteu Sócrates, Vitorino, Lello e outros apaniguados da rosa. Nada de estranhar. Menos expectável a confissão de que Cavaco Silva, enquanto primeiro-ministro, proibiu-a de entrar em São Bento, depois de uma peça da autoria de Moura Guedes. Afinal o hábito da censura já vem de longe.
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