13 fevereiro, 2010

Omissão intencional

Sócrates continua a ser diariamente "frito" nas páginas dos jornais e nos ecrãs de televisão. A «intrigalhada» está ao rubro, mesmo no seio das «famílias» socialistas. O PM, através do oficial DN, diz que só sai à lei da bomba, ou seja, com eleições, mas o seu até à data leal, autarca Costa, lá vai dizendo ao «I» que caso o secretário-geral do PS abandone o governo, o partido «tem no governo e na assembleia boas soluções». O Costa esqueceu-se de referir que na Câmara de Lisboa elas também existem. Neste caso, a omissão foi propositada. Na primeira oportunidade, Costa será o primeiro a abandonar a câmara da capital e a saltar para o Largo do Rato. O que era uma pena, pois deixaríamos de ter os comentários do outro mano Costa, o sempre assertivo Ricardo.

A frase do dia

«O país parece uma Sicília e a culpa não é só dos políticos (...) é de um povo que deixou este país chegar a este estado, um povo que não tem valores e que acha piada a todas estas 'golpadas'», Alberto João Jardim, à entrada para o Conselho Nacional do PSD, TSF, 12 Fevereiro 2010

12 fevereiro, 2010

Extra, Extra!

Como se esperava, o «Sol» esgotou...e até fez edição extra. Menos expectável foi a solução encontrada por um quiosque na Marinha Grande.

11 fevereiro, 2010

Um dia histórico

Esta é, seguramente, das primeiras páginas mais aguardadas do jornalismo português, desde os imemorais tempos de «O Independente». «O Polvo», com a silhueta de Sócrates em fundo, promete esgotar. Mesmo à revelia da justiça, a decisão do arquitecto Saraiva e dos seus pares é corajosa. A ver vamos se o ex-director do «Expresso» não vai ficar para a história como o fundador e o coveiro do «Sol».

«Aldrabão de feira»

Num país onde, alguns, clamam de forma indignada que não há liberdade de expressão, António Pires de Lima apelidou ontem o primeiro-ministro de «aldrabão de feira». Não consta que o advogado «vá de cana» por delito de opinião.

«Polvo» ao «Sol»

Uma providência cautelar poderá impedir o «Sol» de publicar amanhã mais escutas que envolvem o Primeiro-Ministro. Dizemos poderá porque a advogada do queixoso, o administrador da PT, Rui Soares, e a oficial de justiça, estão à porta do jornal, no Chiado, como a foto do «Público» demonstra e tardam em conseguir notificar o director da publicação e dois jornalistas. Assim se faz justiça em Portugal.

PS: Informa a SIC-N que o jornal do arquitecto já está em impressão e o título da manchete é «O Polvo». Sugestivo.

A frase do dia

«Temos liberdade de expressão. Parece. Há liberdade de informação. Parece. Até pode parecer tudo. Mas não é», Paula Teixeira da Cruz, Correio da Manhã, 11 Fevereiro 2010

Medo ao susto

O livro de crónicas crispadas do Mário, o Crespo, é hoje apresentado, no Grémio Literário. Pela polémica gerada, a camarada(Zita), a Seabra, a responsável editorial pelo lançamento, vai ter muito dinheiro em caixa. A foto de capa é de meter medo ao susto: um político «disfarçado» de cadáver. Será isso ou há outra interpretação subliminar que me escapa?