12 novembro, 2009

Não se nota nada

«Os preços estão a descer, mas os portugueses não acreditam», in «Público», 12 Novembro 2009

11 novembro, 2009

A alternativa ao pântano

Manuel João Vieira pondera recandidatura à Presidência da República. O actor, que acabou de lançar o DVD «Um Mundo Catita», diz aguardar uma vaga de fundo. Com o regime a desmoronar-se, Portugal precisa mesmo de algum humor, em vez de os actuais actores políticos estarem sempre a apelar ao ânimo e ao optimismo «tuga». Cavaco, Alegre e Marcelo que se cuidem.

Todos os caminhos vão dar a Sócrates

Os avisos da pré-italianização do País continuam a soar com insistência. Cova da Beira, projectos na Guarda, licenciatura na Independente, Freeport e agora o Face Oculta. Todos os caminhos vão dar a Sócrates. A única diferença com Berlusconi é que nenhum dos escândalos que afectam o nosso «Primeiro» mete mulheres e orgias. Seria isto o «pântano» de que falava Guterres quando em 2001, vergado ao peso de uma derrota autárquica, bateu com a porta e foi tratar da vidinha?

Vou picar-te!

José Sócrates, primeiro-ministro e pertencente à selecta casta dos «indispensáveis», vacinou-se esta manhã contra a gripe A. O facto não é propriamente notícia para parar tudo, mas a foto divulgada pela Agência Lusa talvez mereça uma análise mais aprofundada. A senhora enfermeira, à semelhança de muitos milhares de portugueses, parece com muita vontade de picar o braço do sr. engenheiro. Para a foto não ter sido censurada por S. Bento, é porque os assessores ainda não voltaram do almoço...

A «sombra» de Sócrates

Não sei se prestaram atenção ao meu primeiro elogio, por alturas da Primavera, mas eu continuo a gostar muito da dinâmica e do arrojo do repórter Bernardo Ferrão, da SIC. Esta «carraça» do jornalismos português está praticamente destacada para ser a «sombra» de Sócrates onde quer que ele vá. Sem medos, o rapaz confronta todos os políticos, independentemente da sua cor. Ontem, ouvi-o dizer para Sócrates, sem rodeios, à saída do Parlamento, - sim o tal que mete medo a muita gente -, «Senhor Primeiro-Ministro, está a fugir à pergunta». Sócrates não queria dizer nada sobre o «Sucatagate», mesmo perante a insistência do jornalista da SIC, uma verdadeira revelação. Hoje, para evitar o repórter que ameaça «ferrar» todos os políticos deste país, o secretário-geral socialista entrou pela garagem do Pavilhão Atlântico para um evento dos trabalhadores dos impostos. Mas Bernardo promete não desistir. E não consta que em Carnaxide façam muito caso das eventuais pressões para «emprateleirar» Ferrão, destacando-o para cobrir os jogos de futsal do Benfica ou a fazer reportagens ensonsas para o «Nós Por Cá» da Conceição Lino.

10 novembro, 2009

Chocolate Contradanças e a fábrica de cheques

Mais excitante que saber que anda meio mundo a receber cheques do sr. Godinho, é ficar a conhecer que existe um cavalheiro que se chama José António Chocolate Contradanças, constituído arguido no processo «Face Oculta». O senhor de exótico nome é vogal da Administração da Indústria de Desmilitarização e Defesa, SA e costumava falar muito ao telefone com o «Rei da sucata». Sem foto do indivíduo para ilustrar este post, resta-me recorrer a uma foto do filme «Charlie e a Fábrica de Chocolate», na pele do impagável Johnny Dep. Talvez no guião do filme de acção do sr. Godinho, a fábrica produza generosos cheques em série. Com cobertura.

Robert Enke (1977 - 2009)

Jogou 3 épocas no Benfica e foi, depois de Preud'homme, um dos bons guarda-redes estrangeiros que passou pela baliza da Luz. Morreu hoje aos 32 anos, alegadamente cometendo suicídio numa linha férrea, em Hannover, a cidade onde jogava, no clube do norte da Alemanha. O seu estado psicológico não seria o melhor. O jogador nunca recuperou da morte da filha, Lara, aos 2 anos, com problemas cardíacos. Seria provavelmente o titular da «Mannschaft» no mundial da África do Sul, em 2010.

Na gaveta

O Supremo não valida as escutas em que aparece Sócrates a falar com «su companero» Vara e passa a bola para a Procuradoria-Geral da República. Mais um caso para meter na gaveta, avolumando as dúvidas sobre quem nos governa. Portugal é uma lamentável república de casos, não resolvidos.