18 outubro, 2009

Os «turbo-políticos»

Ficou célebre a expressão «turbo-professores», mas agora surge outra, «turbo-políticos», que promete pedir meças. Sem pretender questionar a capacidade de trabalho destes autênticos malabaristas do tempo, gostava de saber como é que Hermínio Loureiro conseguiu ser deputado e presidente da Liga de Clubes de Futebol durante alguns anos e como é que dentro de pouco tempo conseguirá conciliar o cargo que mantém na entidade que organiza o campeonato de futebol e a nova atribuição de presidente da Câmara de Oliveira de Azeméis. Justifica ele que Oliveira de Azeméis até fica mais perto do Porto (sede da Liga) do que de Lisboa. Continuo sem ficar convencido. A acumulação de cargos, ainda por cima em entidades com interesses que conflituam, continua a ser uma chaga nacional, sem leis que a trave.

Calou-se a Sanfona

A notícia passou completamente ao lado no rescaldo das autárquicas. Sónia Sanfona perdeu as eleições em Alpiarça e, devido às regras do jogo definidas pelo PS, não estará sentada no Parlamento. Tendo ficado conhecida por por ter sido a relatora da comissão parlamentar do caso BPN, Sanfona fica agora a aguardar que a «máquina» socialista lhe conceda alguma benesse. Uma secretaria de Estado com pouca visibilidade ou a presidência de um institutozinho não seriam hipóteses a recusar.

Magia branca

O «CM» faz na sua edição dominical uma produção digna do tablóide londrino «Sun». Dois repórteres foram até Madrid, no encalço do «bruxo» Pepe, com seguranças e secretária à disposição. Conseguiram uma entrevista em exclusivo com o dito «bruxo», que garante vai aniquilar a carreira de Cristiano Ronaldo «em três ou quatro meses». Suspeita-se que Paris Hilton é a cliente misteriosa que encomendou os serviços a este charlatão.

Guerra urbana

O Brasil é um caso económico e diplomático de sucesso, começa a afirmar-se como uma super-potência muito para além das fronteiras do Mercosul, mas continua a braços com uma complicadíssima situação de descontrolo securitário. O Rio de Janeiro está a ser palco de uma guerra urbana, protagonizada por grupos de narcotraficantes rivais, com alguns dos líderes destes grupos coordenando as operações a partir da cadeia, que procuram conquistar territórios. A polícia revela-se impotente para travar a escalada de violência e viu um dos seus helicópetros ser abatido. Só neste fim-de-semana já morreram de uma dezena de pessoas. Um cenário assustador para um cidade que vai receber uns Jogos Olímpicos dentro de 7 anos.

17 outubro, 2009

Traído por um balão



O insólito aconteceu no jogo da Liga inglesa entre o Sunderland e o Liverpool. Um adepto da equipa da casa atirou um balão vermelho, com o símbolo dos «reds», para dentro do relvado e acabou por trair e confundir o guardião Pepe Reina, que viu a bola, a verdadeira, rematada por Daren Bent no fundo das suas redes, após ressaltar num seu colega. O árbitro validou o golo perante os protestos dos jogadores do Liverpool. O Sunderland venceu o desafio por 1-0.

16 outubro, 2009

À espera da promoção

Está de cortar à faca o ambiente no «Diário de Notícias». A notícia do e-mail entre jornalistas do «Público», a distância cultivada pela direcção do diário da Avenida e os fracos resultados alcançados em termos de vendas, estão na origem no grande desconforto que reina na redacção. Até já se comenta que João Marcelino, a todo o momento, pode vir a dar o salto para um qualquer lugar de topo de uma empresa de comunicação social pública, alegadamente devido aos seus «bons serviços» em prol do governo socialista. Seria uma espécie de corolário de carreira para um dos jornalistas mais odiados do nosso país.

A frase do dia

«Ouvi, na segunda-feira, com surpresa e nojo, designarem-se, uns e outros, por "colegas." Quando entrei nos jornais ensinaram-se o seguinte: "Jornalistas são camaradas e tratam-se sempre por tu. Colegas são as putas." Ficou-me para sempre», Baptista-Bastos, jornalista a escritor, sobre o último programa Prós&Contras, in Jornal de Negócios, 16 de Outubro 2009

A notícia do dia

«Casal viola pastor usando uma cenoura», Correio da Manhã, 16 de Outubro 2009