13 setembro, 2009

O regresso da «Padeira de Aljubarrota»

Armada em «Padeira de Aljubarrota», Ferreira Leite protagonizou um dos momentos mais vivos no debate de ontem, com consequente eco na imprensa espanhola, aqui , aqui e aqui. E nem se pode invocar que foi apenas o jornal dos socialistas em Espanha que pegou no assunto. O periódico da direita do país vizinho foi até mais contundente e a declaração de que «Portugal não é uma província de Espanha» é uma das notícias mais lidas no «El Mundo».
Proponho que a primeira visita oficial de Ferreira Leite ao exterior, depois de eleita, como «deseja» e «espera», seja a Espanha para fazer as pazes com os empresários e o poder político espanhol. Em campanha eleitoral pode não precisar deles, mas uma vez instalada na cadeira do poder a respeitável senhora é que capaz de ter que dar o dito por não dito.

12 setembro, 2009

Repartição de pontos

O debate desta noite acentuou a ideia que a decisão a escola do próximo Primeiro-Ministro no dia 27 vai oscilar entre um «encantador de serpentes» e uma genuína candidata com problemas de expressão. Eu apostaria numa «tripla». Um empate técnico. Dentro de uns dias ninguém se lembrará do que se discutiu nestes 8 dias. Novidade mesmo, foi Sócrates anunciar que, em caso de vitória, o seu próximo executivo terá ministros novos. A campanha segue dentro de momentos.

O debate

Há muito tempo que não existia tanto entusiasmo em torno de um debate televisivo. Já se compara o duelo Sócrates-Ferreira Leite, esta noite, na SIC, a um derby entre Benfica-Sporting ou a um combate de boxe. Espera-se, apenas, que não haja mais um empate técnico.

A frase do dia

«Sócrates nunca passará de aprendiz de feiticeiro de Berlusconi», José Eduardo Moniz, ex-director geral da TVI, entrevista ao «DN», 12 Setembro 2009

11 setembro, 2009

Carolina em pose séria

Depois do episódio das grainhas e dos caroços, Carolina Patrocínio, a mandatário para a juventude do PS de Sócrates, concede hoje uma entrevista hilariante ao «I», que tem todo o ar de ser encomendada a partir de um palácio rosa para as bandas do Rato. A gaiata, em pose séria, fala da fraca competitividade das empresas portuguesas e até dá umas dicas para melhorar o ambiente económico. O título da entrevista não podia ser mais socrático: «As reformas de fundo nunca se fizeram com paninhos quentes». O povo exige: Carolina, na próxima legislatura, a ministra da economia ou da igualdade.

Mau feitio ou autenticidade?

Manuela Ferreira Leite foi a única dos cinco líderes políticos a ficar de fora do «retrato íntimo e pessoal» de Raquel Alexadra. Será que não há um único assessor no PSD capaz de domar as vontades da senhora ou esta postura também é uma forma de autenticidade?
PS: Entretanto, o «Expresso» confirma que a respeitável senhora estará na companhia da «gataria» Fedorenta na próxima terça-feira,na SIC, esmiuçando com os humoristas a problemática político-partidária a menos de 15 dias de eleições.

10 setembro, 2009

O regresso dos bichanos


Ei-los, regressados após uma cura para não desgastar a imagem e a viver dos rendimentos. Depois da primeira ronda de debates, os Gato Fedorento encarregam-se da segunda volta, a partir de segunda-feira, «esmiuçando» a problemática eleitoral. Paulo Portas é o primeiro a ir ao «castigo». Teme-se o pior quando Manuela Ferreira Leite e Sócrates estiverem entregue aos bichanos. Mas como o que tem de ser, tem muita força...

Verdade, autenticidade e falta de chama

Goste-se ou não, Portas é um verdadeiro mestre na arte de comunicar. Uma força da natureza política. No fundo, ele é o seguro de vida e de morte do partido. O CDS vale pouco enquanto partido, socorrendo-se da popularidade e vitalidade do seu líder que, malabarismo após malabarismo, consegue o voto de novos segmentos de eleitores, deixando a sua força política à tona. A respeitável senhora é que não descola, mesmo com o reforço da make-up e sofisticação da indumentária. Os debates podem até nem valer nada para definir a intenção de voto dos portugueses, mas a presidente do PSD demonstra pouca chama para que lhe seja confiada os destinos do País. A política de verdade e o crédito da autenticidade não chegam. A incursão madeirense ainda deixa marcas. Manuela justifica que não existe asfixia na ilha de Jardim porque
o líder madeirense ganha sucessivas eleições. Sim, à semelhança de Chavez e Eduardo dos Santos, esses dois grandes democratas.
Como dizia Clara Ferreira Alves na SIC-Notícias, talvez Portas fosse o líder de que o PSD precisava, neste momento. Porventura é um exagero, mas bastava a autenticidade e o rigor de Rui Rio, o actual vice-presidente do partido, para chegar ao Poder.