22 agosto, 2009

Letra morta e orelhas moucas

A tragédia da praia Maria Luiza foi um lamentável acidente, com a curiosidade macabra de ter vitimado uma família inteira. Agora, bem à portuguesa, todos tentam alijar responsabilidades para diversas autoridades, acusando-as de não terem vedado o local. Mal ou bem, a verdade é que lá se encontrava uma placa a avisar para o perigo. Olimpicamente ignorada. Em oportuna reportagem, a SIC foi à Nazaré mostrar que mesmo no dia seguinte à tragédia de Albufeira, vários banhistas ignoram os 30 metros de perímetro de segurança colocados pelas autoridades, junto à zona rochosa do Sítio daquela localidade piscatória. Posicionando-se, sem medos, mesmo por baixo da zona escarpada. Garantem eles «estar em segurança». Os avisos também lá estão. Para quem os quiser seguir. O caso da Nazaré deve repetir-se em dezenas de locais de norte a sul. A incúria e o desleixo existem em Portugal. Mas o grande problema continua a residir no desrespeito por leis, avisos e alertas. É a vida...

21 agosto, 2009

Vigilância cerrada

Sócrates e Cavaco andam em marcação cerrada, mesmo em período estival. Quis o destino que hoje coincidissem em Albufeira, o Presidente de férias na sua casa na praia da Coelha e o Primeiro-Ministro numa daquelas visitas de circunstância a uma escola secundária da mesma cidade, quando os estudantes e os professores andam a banhos. Cavaco foi o primeiro a deslocar-se à praia onde aconteceu o fatídico acontecimento. Sócrates, acto continuo, anulou a agenda e prepara-se para visitar as operações de resgate na praia. A vigilância prossegue. Até em férias.

Tragédias de Verão

Em tempo de «disparates de verão», nada melhor do que três tragédias para agitar a agenda mediática: a queda de uma arriba em Albufeira, um incêndio de grandes proporções em Belas e o avião que começou a arder quando levantava voo em Porto Santo. Não há fome que não dê em fartura.

Líderes plásticos

Parabéns ao gabinete de imagem do PSD e à maquilhadora pela operação estética feita à senhora presidente social-democrata, na «Grande Entrevista» da RTP. Os grandes planos sucederam-se, mas nem uma ruga estava visível no retocado rosto da grande líder. A mensagem política continua sem alterações de relevo, mas na imagem, Manuela evoluiu. Se Socrates é plástico nas políticas e nas reacções, Ferreira Leite está a ficar plástica na imagem. Logo: cada vez mais parecida com o verdadeiro «plastic man».

20 agosto, 2009

A frase do dia

«Portugal não tem dimensão para se roubar tanto», Pedro Ferraz da Costa, presidente do Fórum para a Competitividade, Expresso Online, 20 Agosto 2009

Mais disparates de Verão

Não satisfeitos com a monumental polémica em torno da reforma do sistema de saúde, os norte-americanos lançaram para debate novo tema: os calções e os proeminentes músculos das pernas da primeira-dama, Michelle Obama. «É apropriado que Michelle mostre mais do que é suposto da sua perna?», é uma das questões colocadas por órgãos de comunicação. A maior parte dos americanos «iliba» a senhora e defende que ela faça o que lhe der na real gana. Já a tradicional ala conservadora questiona: «Michelle tem, indiscutivelmente, umas pernas bonitas, mas é apropriado que as mostre no seu papel de primeira dama?». No país que usa e abusa do que é apropriado, os «disparates de Verão» também abundam. Não têm é o alcance e a gravidade dos nossos.

O máximo representante da «nova Etiópia»

Se não for doping, é certamente um fenómeno sobrenatural o que nasceu a 9 de Agosto de 1986 na Jamaica. Usain Bolt deitou abaixo mais 1 record do mundo, o dos 200 metros, com 19.19s, nos mundiais de Berlim. A Jamaica é o novo viveiro de campeões, sendo Bolt a estrela superior. Como diz uma amiga minha, cujos direitos de autor estão perfeitamente salvaguardados, o país do Bob Marley é a nova Etiópia no atletismo.

A história a nu

A «Playboy» tuga fez uma sessão fotográfica com a modelo Susette Verde «descascada» em monumentos nacionais, nomeadamente o Padrão dos Descobrimentos, mas sem dar cavaco a quem quer fosse. Os mais púdicos e defensores da história insurgiram-se com tamanho desplante. Ao «CM», o historiador José Hermano Saraiva, dá a sua sentença: «Não vi as imagens, mas costumo dizer que cada um come do que gosta». Ora toma. Embrulha.