Não assisti, in loco, ao regresso de «Pedrito de Portugal» às lides políticas, mas informa a Lusa que Santana Lopes, não satisfeito com o túnel do Marquês, anunciou que tem a intenção de construir maís um túnel na cidade, ligando a Fontes Pereira de Melo aos túneis do Campo Grande e Campo Pequeno. Lisboa precisa é de alma e de políticas concretas, não da permanente tentação pela lógica da toupeira. Infelizmente estes tipos, os tais do «centrão» que nos têm desgovernado, adoram começar a construir a casa pelo telhado. Começamos bem.01 julho, 2009
Operação toupeira
Não assisti, in loco, ao regresso de «Pedrito de Portugal» às lides políticas, mas informa a Lusa que Santana Lopes, não satisfeito com o túnel do Marquês, anunciou que tem a intenção de construir maís um túnel na cidade, ligando a Fontes Pereira de Melo aos túneis do Campo Grande e Campo Pequeno. Lisboa precisa é de alma e de políticas concretas, não da permanente tentação pela lógica da toupeira. Infelizmente estes tipos, os tais do «centrão» que nos têm desgovernado, adoram começar a construir a casa pelo telhado. Começamos bem.O arguido
Portugal é um país muito complicado. Mesmo se alguém, com um mínimo de importância, estiver metido «até às orelhas», como sói dizer-se, em negócios nebulosos, é preciso deixar de ser presidente de clube ou até mesmo Conselheiro de Estado, e a «pedido de muitas famílias», para ser ouvido pelas autoridades, na condição de arguido. Veremos como (e se) evolui o estatuto de Dias Loureiro, ex-ministro de Cavaco Silva. Se houver desenvolvimentos, o PR será inevitavelmente salpicado. Acontece aos mais honestos, quando estes teimam em cultivar amizades perigosas.Milagre em «Neverland»
Os mitos precisam de ser alimentados, especialmente depois de mortos. E na América, mais ainda. Não pára a especulação sobre os planos para as cerimónias fúnebres de Michael Jackson. Quem diria que, atolada em dívidas, muito por culpa da extravagante aquisição dos 1300 hectares de terreno da quinta de «Neverland», na Califórnia, a família Jackson pode ver transformada esta residência, de um momento para outro, na sua salvação. Já se fala que «Neverland» pode ser uma espécie de museu de Jackson, como «Graceland» o é para Elvis Presley. Já se estima que o autor de «Thriller» pode vir a tornar-se mais rentável depois de morto, do que durante toda a sua vida. U-Diós


Começou a digressão «360.º tour» da banda irlandesa U2, em Barcelona. 90 mil pessoas lotaram o Camp Nou para a banda mais profissional e espectacular da actualidade. Nas duas horas de espectáculo, foram tocadas 21 canções, Michael Jackson foi homenageado através de uma versão de «Man in the Mirror» e Bono falou, via satélite, com os astronautas da estação espacial internacional. Em Espanha, já lhes chamam «los U-Diós(Deus)». Em Portugal, talvez só para o ano.30 junho, 2009
Por este Rio acima
Quem continua imparável é Rui Rio. Uma sondagem hoje divulgada aponta para a reeleição do autarca do Porto para um terceiro mandato, «goleando» a oposição, vulgo a socialista Elisa Ferreira. Rio bem que pode ser um novo «case study» da política à portuguesa. Fixou as suas prioridades em colocar ordem nas contas da casa que Nuno Cardoso e Fernando Gomes desbarataram, ao mesmo tempo que comprou várias «brigas», com o FC Porto, o Jornal de Notícias e o Público, e mobilizou praticamente todos os intelectuais e homens de cultura da cidade que o acusam de desertificar em termos de animação a segunda urbe do País. Os números estão à vista. O povinho até gosta de um salazarinho orientado nas contas, mesmo que para tal seja necessário cortar no pão e circo que as massas tanto apreciam. A liderança do seu partido, e talvez do país, é uma questão de tempo. Pelo menos no Porto, já ganhou. A paciência é um atributo de qualquer vencedor.O regresso de Pedro, «o repovoador»
A corrida mais louco do mundo pela conquista da Câmara de Lisboa começa, oficialmente amanhã, às 19 horas, no Jardim do Arco Cego, com a recandidatura de Santana Lopes a presidente, curiosamente no bairro com o mesmo nome, onde reside o «Zé», o actual vereador do Costa e seu inimigo de estimação. No seu blog antevê-se que o dia 11 de Outubro vai representar a passagem para uma Lisboa com sentido. Continuo indeciso e não creio que vá ser este cavalheiro, que um dia jurou que iria «repovoar» Lisboa, a convencer-me. Dimensão e queda (ou falta dela) para o negócio

O Real Madrid é mais do que um clube de futebol. É uma multinacional que explora o mediatismo do negócio futebol em todas as suas dimensões. O primeiro filão foi hoje apresentado no Estádio Bernabéu, perante 30 mil entusiastas fãs. Kaká envergará o dorsal «8» nas costas. Cristiano Ronaldo é o senhor que se segue a ser apresentado, no próximo dia 6 de Julho. Hoje, também foi oficialmente apresentado Javier Saviola, o argentino que mais ninguém quer e que acabou por vir parar ao plantel do Benfica. Perante um estádio vazio. Os únicos entusiastas eram mesmo os jornalistas empenhados em tirar a melhor fotografia deste craque, em curva descendente da carreira. Empresário de sondagens, «paineleiro» e «politólogo» nas horas vagas
Rui Oliveira e Costa, o «mago» das sondagens, foi o convidado desta manhã da revista de imprensa na SIC-Notícias. Até aqui tudo mais ou menos normal. Mais surpreendente é o facto de o «paineleiro» do «Trio de Ataque» na SIC-Notícias, vestir agora a pele de «politólogo», como foi designado pela pivô. O dono da Eurosondagem tirou o mestrado o ano passado, «bom, com distinção», com a tese sobre uma lei eleitoral com 100 círculos uninominais. Sem retirar mérito ao ex-dirigente da UGT, que aos 61 anos concluiu o seu trabalho académico, este tipo de mudanças de «fato» confundem qualquer um. Caceteiro num dia a falar de bola e polido no outro a falar de teorias políticas, é algo que não cola.
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