14 maio, 2009

Lenços na «catedral» da Luz

Fonte: http://karikamania.no.sapo.pt/

Crise no papel

Fazer jornais deve ser dos piores negócios do momento, mas ainda há os que se aventuram. O «Público» continua a sua descida a pique. Vai fechar suplementos, remodelar outros e avançar com despedimentos e eventuais reduções salariais. O «Sol», sem conseguir aguentar a pressão do «Expresso», vai passar a ser publicado às sextas-feiras, a partir de dia 22. Entretanto, o director do «Sol», o arquitecto Saraiva, faz mais uma das suas previsões mirabolantes, defendendo que «no futuro, todos os jornais serão agrafados», em alusão ao neófito «I». O jornal do grupo Lena, que rapidamente esgotou no primeiro dia de vida, é agora dos que mais contribui para as sobras dos quiosques. Basta perguntar.

O fim da experiência radiofónica da «tagarela» Cândida

O Procurador-Geral da República ganhou juízo e suspendeu a participação de Cândida Almeida no programa radiofónico na Rádio Renascença. Para a «tagarela» «menina da rádio», que se entretinha a desfiar a comentar as cambiantes do caso Freeport, violando, por vezes, o segredo de justiça, ficarão apenas a restar os microfones que a aguardam à saída do DCIAP da Alexandre Herculano.

Um presidente com humor

O humor de Cavaco Silva anda um verdadeiro must. Questionado na Turquia sobre a polémica em torno do magistrado da Eurojust, Lopes da Mota, o Presidente da República respondeu aos jornalistas: «Essa sua pergunta não é justa, "just", aqui na Turquia, mesmo quando o espírito é "euro", ou seja, europeu». «Euro» + «Just»: «Eurojust». Perceberam? Nunca visto. Agora para o fim da sua carreira política é que o homem se revela um verdadeiro entertainer.

13 maio, 2009

A frase do dia

«Apesar de os muros poderem ser facilmente construídos, todos sabemos que não duram para sempre. Podem ser derrubados», Papa Bento XVI, sobre o muro que Israel ergueu para separar o seu território da Palestina, El Mundo, 13 Maio 2009

Sina lusitana

O turco Ali Agca, que tentou assassinar o papa João Paulo II na Praça de São Pedro, em Roma, em 1981, disse já ter iniciado o processo para obter a nacionalidade portuguesa, em entrevista publicada hoje no jornal La Repubblica. O ex-membro do grupo terrorista turco Lobos Cinzentos, espera sair da prisão dentro de «alguns meses». Com alguma sorte, ainda vem bater à Santa Casa da Misericórdia cá do burgo. Com tanta nacionalidade para escolher, o turco havia logo de se lembrar de nós. Temos cá uma sina para atrair bandidos e malta pouco recomendável...

As sementes do separatismo

Imaginem um FC Porto-Guimarães para a final da Taça de Portugal, disputado no Estádio do Jamor, e em que o hino nacional era violentamente assobiado, com o Presidente da República presente. Aqui mesmo ao lado, aconteceu precisamente isso. Com os reis de Espanha na bancada prontos para assistir à final que leva o seu nome, o coro de assobios ecoou no estádio Mestalla, em Valência. Antecedendo a final da Taça de Espanha, entre Barcelona e Bilbao, começou a tocar o hino espanhol que, exceptuando a orquestra e os jogadores, pouco terão escutado. A TVE, televisão estatal, omitiu propositadamente o momento na transmissão que efectuava para todo o país. Algumas bandeiras independentistas, de bascos e catalães, e outras com as inscrições «We are nations of Europe, Goodbye Spain» foram desfraldadas em Valência. Lamentável exemplo para um dos países que mais progrediu a todos os níveis no «velho continente», mas que não consegue erradicar a semente do separatismo, disfarçado de nacionalismo.

O magistrado das «cobranças difíceis»

O magistrado que ajudou a Fatinha a fugir para o Brasil, também «pregou» um susto aos dois procuradores que têm a cargo o Freeport. Pelo menos é esta a conclusão do inquérito «soprado» para alguns jornais. Estranha-se que Lopes da Mota, uma espécie de especialista em meter mãos em «trabalhos sujos» e «cobranças difíceis», não se tenha demitido ou seja forçado a resignar do Eurojust, uma instância judicial de elevada responsabilidade ao nível europeu. Como por artes mágicas, o ministro da Justiça, o outro Costa, também nada diz. Sócrates muito menos. O negócio dele é mais «Magalhães». O melhor é mesmo esperar pelas notícias da Manuela às sextas à noite para assistir a mais malhação no governo.