10 maio, 2009

Confissões de um tímido

Granjeando uma «boa imprensa», dificilmente comparável com outro qualquer político da praça, o assumido «tímido» António Costa lançou a sua ofensiva mediática. Sexta-feira concedeu uma entrevista, em registo intimista, no «divã» de Anabela Mota Ribeiro, no «Jornal de Negócios». Sábado, dose dupla, no «Público», onde divulga os seus projectos culturais para a capital, com papelada debaixo do braço e no «Sol», onde se dá ao trabalho, de alinhar nas «entrevistas imprevistas» que ilustram a página 2 e parcialmente a 3 do jornal do arquitecto Saraiva, confessando ter o mau hábito de roer as unhas, gostar de «pezinhos de coentrada e mãozinha de vaca» e de ter dificuldades com substâncias gelatinosas. Uma indirecta clara a Santana.

09 maio, 2009

Missa mediática

Informa o «Expresso» que Pacheco Pereira vai realizar o seu sonho de criança: apresentará um programa de análise dos «media» na SIC. A homilia celebrada pelo filósofo da Marmeleira ainda não tem data marcada, mas promete ter muitos «fiéis» a assistir. Os altos comandos da RTP já devem ter as orelhas a arder

"Banlieues" à portuguesa

Esta imagem é de ontem à noite, no bairro da Bela Vista, em Setúbal. Como este, existem outros casos problemáticos de guerrilha urbana instalada na área metropolitana da capital. Portugal também tem, à sua maneira, as banlieues parisienses. Ninguém respeita as forças da autoridade como lídimas representantes do Estado de Direito. Dizem da Administração Interna que está tudo sob controlo. O verão aproxima-se e as eleições também. Se a época estival for quente como o ano passado, os danos colaterais no governo podem ser irremediáveis, tendo em conta a proximidade eleitoral.

A frase do dia

«Só liguei a Cavaco nos anos da Maria e dele», Manuela Ferreira Leite, em entrevista ao jornal «I», questionada sobre se fala regularmente com o Presidente sobre assuntos de política doméstica, 9 de Maio 2009

07 maio, 2009

Um jornal que «I»rradia charme

Saiu hoje mais um título novo para as bancas. Chama-se «I» e também é conhecido por ser o jornal da construtora Lena. O site é arrojado, mas o passar de olhos que fizemos pela edição impressa não foi de molde a causar sensação. Mais do mesmo. Voltando ao produto online, saliente-se a notícia que José Sócrates é um dos clientes da mais exclusiva (e cara) loja de Beverly Hills, «onde só entra um cliente de cada vez, com hora marcada e todo o staff de empregados à sua disposição.» A primeira operação de charme, dizemos nós.

O dress code da Igreja


Por falar em Vaticano, é este o placard que surge à entrada da esmagadora Basílica de São Pedro, na praça com o mesmo nome. Trajes menores, aqui não. Cirurgicamente escrito em inglês com o intuito de visar a montanha de turistas que aguardam desde manhã cedo até ao fim da tarde, em ordeiras filas, para aceder a este templo cristão. Em outros locais de culto da capital italiana é possível vislumbrar a mesma sinalética, representadas em imagens ligeiramente distintas, como é o caso de uma das igrejas na central Via del Corso.

Demónios à solta no Vaticano

Ainda a dolce vita italiana. Os cartazes do filme «Anjos e Demónios», com Tom Hanks a protagonizar e Ron Howard a realizar, estão espalhados por toda a cidade. A ante-estreia mundial aconteceu no Auditorium Parco della Musica, na cidade eterna, na passada segunda-feira. O filme baseado no livro de Dan Brown está a criar grande irritação no Vaticano e promete trazer ainda mais turistas à capital romana, visto que a rodagem foi, em boa parte, feita nas principais praças de Roma. As cenas no Vaticano, cuja acção decorre durante um conclave na Santa Sé, foram feitas com base em 250 mil fotos captadas por turistas. A não perder, a partir de 14 de Maio, nos cinemas portugueses.

06 maio, 2009

Esforço olímpico

É neste magnífico estádio Olímpico de Roma que Manchester United e Barcelona vão decidir, a 27 de Maio, quem leva para casa a cobiçada taça da Champions League. A acústica da infraestrutura, partilhada pela AS Roma e pelo Lazio, pertença do Comité Olímpico Italiano, é de uma qualidade invulgar, o pior é mesmo para um estrangeiro tentar aceder a um jogo do calcio quase em cima da hora. Os bilhetes encontram-se disponíveis numa bilheteira improvisada, a 2,5 kms do estádio, e sem acesso por metropolitano. As filas são enormes e ao fã não resta outro remédio do que pagar uma «corrida» entre 7 a 10 euros à volumosa frota de táxis que se aproxima dos compradores de última hora para cumprir em 5 minutos o que, de outro modo, se faria a pé em mais de meia hora. Quem quer, desembolsa, quem não quer, arrisca-se a chegar ao Olímpico ao intervalo. Em Itália, tudo serve para fazer negócio e para driblar os incautos turistas. Não os critico, mas para quem critica tanto a comunidade cigana por ter invadido as cidades italianas, apetece citar o Frei Tomás...