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Diz a imprensa deste sábado, nomeadamente o «Sol» e o «Correio da Manhã», que o juiz Lopes da Mota disse pessoalmente aos dois procuradores do Freeport que tinha recebido da boca do ministro da Justiça, Alberto Costa, a mensagem do Primeiro-Ministro que se este perdesse a maioria por causa deste processo iria exercer represálias sobre ambos. Por outras palavras, ordem para arquivar e a certeza de que as pressões realmente existiram.
Entretanto, soube-se esta sexta-feira que José Socrates processou o jornalista João Miguel Tavares pelo artigo publicado no "Diário de Notícias" de 3 de Março, sob o título «José Sócrates, o Cristo da Política Portuguesa». «Ver José Sócrates a apelar à moral na política é tão convincente quanto a defesa da monogamia por parte da Cicciolina», assim começou a prosa do irreverente articulista. O advogado do Primeiro-Ministro, Proença de Carvalho, é que não tem mãos a medir, tal é o volume de processos movidos pelo seu cliente.
O julgamento de Isaltino ainda acaba em novela televisiva, tal é o inusitado alcance das informações que brotam diariamente da sala do tribunal para a comunicação social. Soube-se, hoje, que um construtor, José Guilherme de seu nome, pagou 680 euros por um jantar de aniversário do autarca de Oeiras. Não se confirma que tenha sido pela indefectível amizade entre ambos. Recorde-se que o agora regressado Jorge Coelho, o actual homem forte da Mota-Engil, viu a sua casa ser devassada, há um par de anos, pela PJ em busca de um valiosíssimo tabuleiro de xadrez que alegadamente teria sido dado como suborno pela construtora A. Santo ao então ministro socialista para facilitar umas adjudicações. O caso de Coelho caiu. Por falta de provas, como agora se diz. E o de Isaltino, mesmo chegando a tribunal, deve ter o mesmo epílogo. O presidente da Câmara de Oeiras é especialista em confessar crimes prescritos e nem a ex-secretária, despeitada e com sede de vingança, parece capaz de travar esta autêntica força da natureza do poder local.
«Cândida Almeida é mesmo multifacetada. Ás segundas, terças, quintas e sextas investiga o caso Freeport, e às quartas comenta-o. Não percebendo o ridículo em que cai ao comentar o próprio caso que está a investigar, continua a sua ladainha argumentativa na Rádio Renascença», Nuno Gouveira, 31 da Armada, 2 de Abril 2009
O «24 horas» vai acabar...mas na versão jornal. Avança, ainda este mês, a edição em formato revista. Mas a grande novidade no processo de elitização em curso do jornal da Controlinvest reside no facto de se abandonar a publicação de anúncios relax. Justifica o director que o objectivo de chegar a um público oriundo da classe A/B e C1 não se identifica com os anúncios do tipo «me liga, vai!». Quem fica a lucrar com esta transformação social do «24 horas» é o «Correio da Manhã». As «meninas» vão passar-se todas para o jornal da Cofina. Sinal de que a concorrência não podia estar mais ao rubro, o colunista Carlos Castro também já abandonou a colaboração com o «24» para o rival «CM».
Acabou, em Londres, a feira das vaidades, dos sorrisos e das palmadinhas nas costas. A generosa comunidade internacional abre os cordões à bolsa e despeja mais uns biliões para reactivar a economia. A pop star do evento foi Obama. O seu magnetismo faz multiplicar o seu clube de fãs na Europa. É sempre diplomática, mais ao mesmo tempo convincente, a forma como fala. Primeiro dá uma boa notícia e logo depois dá as más. Classificou o resultado da cimeira como um «marco, mas não a panaceia», ao mesmo tempo que deixou o aviso à navegação: «não saberemos se estas medidas são eficazes até dentro de um, dois ou três anos». Resumindo e trocando por miúdos as poéticas palavras do presidente americano, a única certeza que temos nos actuais tempos é a incerteza.
José Mourinho aceitou o desafio para participar no programa da TV italiana «Chiambretti Night», uma espécie de «cabaret da coxa» lá do sítio. O objectivo é soltar meninas bastante favorecidas do ponto de vista estético-físico para aquecer o ambiente da «cobaia», neste caso Mourinho. Pela imagem de concentração absoluta que retirámos da internet, o novo doutor honoris causa não se deslumbrou com a visão que lhe apareceu à frente. Devia ter o «chip» ligado só para pensar como conseguir vencer a Liga dos Campeões no próximo ano.

As grandes cimeiras políticas são simplesmente para «inglês ver». Realmente produtivas só as fotos de família, os faustosos banquetes e as visitas de beneficência das primeiras damas. Tudo o que resto é discutido o resto do ano. Nos bastidores. A divisão dos blocos EUA/Inglaterra e França/Alemanha também está bem vincada na cimeira do G20, em Londres. As conferências de imprensa chegaram a ser separadas, ou seja, por blocos políticos. Sarkozy chegou mesmo a dizer que «a política não é só fazer discursos bonitos. É sobretudo assumir responsabilidades». O destinatário da «boca» do presidente francês só pode ser um...Barack Obama. Na «outra» Cimeira, ao primeiro dia, verificou-se o primeiro morto, nos confrontos com a polícia junto ao Banco de Inglaterra.
Um instantâneo curioso que tirámos do «twitterpics». Manuel Pinho, o ministro da Economia, seguramente um dos maiores erros de casting do governo socialista, a morrer de sono durante a apresentação do enésimo programa de incentivo empresarial. Em princípio só lhe falta mais 6 meses de calvário, para depois regressar ao mundo maravilhoso da banca, de onde provém e de onde nunca devia ter saído.