Eluana Englaro morreu esta noite. Depois de 17 anos em estado vegetativo, na sequência de uma acidente de viação, a italiana deixou de respirar numa altura em que o Senado debatia uma lei do Governo de Berlusconi (o tal «iluminado» que disse a enormidade que Eluana «podia ter bebés») que se preparava para prolongar eternamente a sua longa agonia. Uma vida(?), que a sua família sempre se negou a admitir. Prisioneira de uma máquina. Com a intimidade violada e a vontade sequestrada. Mas o caso não termina aqui. Os especialistas estranham que só tenha resistido 48 horas depois de os médicos lhe terem retirado a alimentação e a hidratação. Suspeita-se que lhe tenha sido praticada a eutanásia. Seguir-se-á uma autópsia ao cadáver. A polémica continua, para deleite dos sádicos políticos. Descanse em paz.09 fevereiro, 2009
Eluana
Eluana Englaro morreu esta noite. Depois de 17 anos em estado vegetativo, na sequência de uma acidente de viação, a italiana deixou de respirar numa altura em que o Senado debatia uma lei do Governo de Berlusconi (o tal «iluminado» que disse a enormidade que Eluana «podia ter bebés») que se preparava para prolongar eternamente a sua longa agonia. Uma vida(?), que a sua família sempre se negou a admitir. Prisioneira de uma máquina. Com a intimidade violada e a vontade sequestrada. Mas o caso não termina aqui. Os especialistas estranham que só tenha resistido 48 horas depois de os médicos lhe terem retirado a alimentação e a hidratação. Suspeita-se que lhe tenha sido praticada a eutanásia. Seguir-se-á uma autópsia ao cadáver. A polémica continua, para deleite dos sádicos políticos. Descanse em paz.E se isto for verdade?
«Façamos de conta que o ministro da Presidência Pedro Silva Pereira não me telefonou a tentar saber por "onde é que eu ia começar" a entrevista que lhe fiz sobre o Freeport e não me voltou a telefonar pouco antes da entrevista a dizer que queria ser tratado por ministro e sem confianças de natureza pessoal», Mário Crespo, jornalista, artigo no «Jornal de Notícias», 9 Fevereiro 2009Problema de expressão ou falta de botox?
Marcelo Rebelo de Sousa ensaiou mais um dos seus conhecidos números de contorcionismo político. Ontem, nas suas «Escolhas», Manuela Ferreira Leite já não servia e o PSD estava à beira de um ponto sem retorno. Hoje, emendou a mão, afirmando que a líder social-democrata «é a pessoa certa» para liderar o PSD, só precisa de uma «alteração de imagem» que «vai perfeitamente a tempo de fazer». «Ainda vai a tempo perfeitamente de fazer uma alteração da imagem, porque é um problema de imagem», acrescentou. Se for comunicação política, aconselhamos um telefonema para a LMP de Paixão Martins, se o marketeiro tiver tempo e espaço na agenda, está claro. Se a questão é de rugas e olheiras, o melhor é o PSD mudar para um líder que aplique botox na face.E agora, meu Deus?
O russo fartou-se, Scolari foi despedido. Primeira lição: Os dotes psicológicos do brasileiro não resultam num campeonato tão competitivo e com jogos à quarta e ao sábado, durante 9 meses. Mourinho deve estar a rir. Para os adeptos do clube de bairro de Londres que em poucos anos conseguiu tocar o céu com o português, ele continua a ser «the one».Scolari, fica com uma mancha no currículo, mas até nem se deve importar nada. Vem com um saco cheio de notas. Uma reforma dourada. Ao melhor estilo da «opinião pública», queremos saber se os leitores têm saudades do Felipão ou se querem vê-lo pelas costas. A sondagem está aberta, no canto superior direito.
08 fevereiro, 2009
Sexo, público e receitas
Margarida Gil, presidente da Associação Portuguesa de Realizadores, mostrou-se muito indignada com o destino dado aos dinheiros públicos no cinema português. «Estão a ser rodados filmes sem realizador, que são verdadeiramente pornográficos ("Second Life"), falados maioritariamente em inglês ("Arte de roubar")», disse Gil ao «Correio da Manhã». Não escondendo a sua «vergonha» pelo que se se passa nos ecrãs portugueses, a realizadora entende que o cinema está «degradado a um ponto inqualificável». Recorde-se que o filme «Second Life» tem como ex-libris uma quente cena lésbica de 16 minutos entre Liliana Santos e Sandra Cóias. O produtor, Alexandre Valente, é o mesmo das duas obras-primas, «Corrupção» e «O crime do Padre Amaro». Há uma meia dúzia de anos, a célebre «Branca de Neve» de João César Monteiro e a alegada gabardine em cima da objectiva, também fez correr muita tinta. O cineasta, já desaparecido, mandou a crítica bugiar. Sem rodeios.
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