04 dezembro, 2008

Sindicalistas com excesso de imagem

Começam logo pela fresca no «Bom dia, Portugal», continuam, durante o dia, na SIC Notícias e na RTP-N e fazem o pleno televisivo nos boletins noticiosos do serão. Mário Nogueira e o meu homónimo Dias da Silva, João de primeiro nome, estão em todas. À porta das escolas, à porta do Ministério da Educação. Ao contrário do que se possa pensar, creio que o arrastar da situação vai prejudicar a imagem dos sindicatos e da sua luta. E essa de que os cerca de 400 mil professores, segundo teoria recente a maioria é socialistas desde pequenina, vão todos deixar de votar PS, é uma tese meramente académica e que dificilmente terá tradução prática.

Histórias de encantar

A quadra é propícia a leituras de Natal. Uma boa proposta pode ser «Histórias que contei aos meus filhos», da autoria do presidente da AMI, Fernando Nobre. Ao longo de 54 páginas, o médico recapitula as histórias e os valores a elas associados fruto da sua vasta experiência humana, que inventou para os filhos. O Urso, o Macaquinho e o Colibri, O menino Pescador e o Golfinho, A Princesa Viajante e o Velho Rei, o Macaco Albino, o Nababo e Vaidoso Idris, são as histórias deste activista que já realizou mais de uma centena de acções humanitárias.

A frase do dia

«Em Portugal, dizem-nos, não há dinheiro para os grandes projectos. Então e os pequenos projectos - arranjar as calçadas, cuidar dos jardins, melhorar o transporte urbano, pintar prédios, cuidar de aldeias?», Rui Tavares, in «Público», 4 Dezembro 2008

Tortura publicitária

A «Sábado» chama hoje a atenção para uma campanha promocional publicada no Diário Económico de 25 de Novembro, a propósito do lançamento do novo Semanário Económico, agora ao sábado. Uma brincadeira (terá sido?!) na redacção levou a que fosse publicada uma notícia com o seguinte título: «Teixeira dos Santos admite recurso à tortura». O subconsciente de algum jornalista ou publicitário levou-o a associar a «tirania fiscal» deste governo, segundo Paulo Portas, à tortura fiscal. Segundo se sabe, até à data ninguém foi despedido.

03 dezembro, 2008

De olho na «Visão»

A ler com atenção, um extenso artigo na «Visão» de quinta-feira sobre «a vida, os negócios, os amigos e as ligações políticas» de Dias Loureiro ou como ele «construiu uma das mais influentes redes de poder do Portugal democrático». Outra curiosidade: a sociedade gestora que o ex-MAI partilha com o também ex-MAI, Jorge Coelho, dá pelo nome de «Valor Alternativo». Imaginação não lhes falta. Voltaremos ao tema depois de devidamente documentados.

A frase do dia

«Muitos ainda hoje dizem que fui roubado pelo Benfica, mas na realidade foi exactamente o contrário. O Sporting é que queria raptar-me, mas não conseguiu porque não gosto nada do Sporting. Sou benfiquista», Eusébio, em declarações durante a apresentação do livro de João Malheiro, A Bola Online, 3 Dezembro 2008

A nova ordem mundial da beleza

Na lógica de construção de ícones estéticos e mediáticos, prevalece o «Rei morto, Rei posto».
A prestigiado revista «People» nomeou, há dias, Hugh Jackman o homem mais sexy do mundo, destronando George Clooney e Brad Pit, entre outros galãs da alta roda. Jackman anda pela Europa a apresentar um dos previsivelmente grandes filmes de 2009, chamado «Austrália», onde contracena com a sua compatriota do país dos cangurus, Nicole Kidman.
Ainda não são conhecidos os efeitos colaterais desta nova ordem mundial da beleza, mas é provável que a «Nespresso» prescinda dos serviços de Clooney para as próximas campanhas. Isto de ser afastado da liderança do ranking dos mais «guapos» pode ser fatal para a reputação do ex-doc do «Serviço de Urgência». E mesmo para servir cafés é preciso ser o mais bonito.

Palavra de procuradora

A procuradora Cândida Almeida garantiu em entrevista no fim-de-semana, e passamos a citar, para que não fiquem dúvidas: «Neste momento não há suspeitos no caso Freeport, nem políticos nem pessoas com grande relevância social». Prelúdio de abafamento do caso sem deixar pistas?