17 agosto, 2008

Postais de Pequim


As madrugadas do antigamente

Como amanhã é dia de trabalho, não vou perder 90 minutos de sono, ainda por cima às 3 da matina, uma hora imprópria para qualquer trabalhador, para ver a prova de triatlo em que participa a «nossa»Vanessa. Tomara me engane, mas não estou muito optimista. Há 24 anos, em Los Angeles, fiquei de pé, militantemente, para assistir à maratona de Carlos Lopes e ao «flop» de Fernando Mamede nos 10 mil metros. Outros tempos.
VIDEO

Proiba-se!

Na «cidade proibida», quase nada é permitido, de acordo com esta placa de sinalização instalada junto a uma infraestrutura desportiva, em Pequim.

A frase do dia

«Tenho aí uns tontos que tenho de aturar, são tão tontos que não falo neles. Já me dou ao luxo de nem falar deles em nenhum acto político, não perco tempo com essas pessoas. A minha guerra é com Lisboa, os daqui são uns pobres diabos, sendo uns pagos pelo Partido Comunista e outros pela Madeira Velha (...) Também em Lisboa não tenho inimigos. O que há lá é uma gente que me dá gozo e outra pela qual sinto pena pelo mal que fazem ao país. Simplesmente dão-me gozo por eles se julgarem de facto muito inteligentes», Alberto João Jardim, durante um passeio pelo areal de Porto Santo, Agência Lusa, 17 Agosto 2008

16 agosto, 2008

Parabéns, «Material Girl»!

A «Material girl» cumpre, hoje, 50 primaveras. A avaliar pelos registos fotográficos, não lhe dávamos mais de...49, de tal forma está o seu corpo enxuto. Affaires e adopções à margem, Madonna é, provavelmente, a mais sólida artista a solo, nascida nos fervilhantes anos 80, e que ainda dá cartas no final da primeira década do século XXI. Quase que nem demos pelo passar do tempo. De «Like a virgin», «Live to tell», «Borderline», nos primórdios, até «Erotica», «Ray of Light» ou até ao mais recente «Hung up». Não escondo o meu fraquinho por «Like a Prayer», especialmente nas versões que a norte-americana tocou nos mega-eventos, como o Live 8, no Hyde Park, em Londres.

Pedido de desculpa a todos os contribuintes

Francis Obikwelu anunciou o fim da carreira no atletismo depois de ter falhado a qualificação para a final dos 100 metros. Em declarações aos jornalistas, o nigeriano naturalizado português pediu desculpa aos portugueses por não ir à final dos 100 metros, com o argumento de que era pago por eles para estar nos Jogos Olímpicos. «Agradeço a todos, porque estiveram a ver-me na televisão, e peço desculpa. Eu estou a ganhar dinheiro porque o povo português está a pagar para eu estar aqui e não consegui chegar à final. Este é o meu trabalho e queria pelo menos dar uma final aos portugueses. Não quero arranjar desculpas. Foi um momento baixo, não consegui melhorar para estar na final. Sei que em Portugal todo o povo está a apoiar-me neste momento baixo. Não sei o que se passou, mas não consegui acelerar», disse.
Não era preciso tanto, rapaz, mas aqui se prova que isto de se ser português não basta ter nascido cá para sê-lo, é preciso sentir.

O homem mais rápido do mundo



O jamaicano Usain Bolt fez história nos Jogos Olímpicos, pulverizando o record do mundo dos 100 metros, fixando o registo em 9,69, ao ganhar a prova mais aguardada do atletismo em jeito de passeio e aos pulinhos, olhando para o público.

Atitude fraca do atleta Fortes

Marco Fortes foi o primeiro atleta nacional a chegar a uma final do lançamento de peso nas olímpiadas, mas não se pode dizer que a estreia tenha sido auspiciosa. O 38.º lugar não é famoso, mas as tristes palavras do lançador no final da prova, são eloquentes do estado de espírito com que se entra para uma competição desta natureza: «De manhã só é bom é na caminha, pelo menos comigo. À hora a que se realizou a prova, as minhas perninhas só queriam caminha (...) só queriam estar esticadinhas». Degradante. Ao que parece, ninguém avisou o senhor Fortes do horário madrugador da prova.