16 outubro, 2007

Os novos pobres

A pobreza envergonhada em Portugal começa a perder a timidez. Os números não mentem. De acordo com um estudo do INE, cerca de 1/5 dos portugueses vive no limiar da pobreza, o mesmo é dizer cerca de dois milhões de concidadãos. São os "novos pobres", muitos deles oriundos da até há pouco intocável classe média. O País da Expo 98, dos faraónicos estádios do euro 2004 e da Ota (ou será Alcochete?) apresenta o maior fosso da Europa entre ricos e pobres. Enquanto isso, continuem a dar pão e circo ao povo para amenizar a dor e a revolta.

Um banco de pernas para o ar

A campanha publicitária do maior banco privado português, intitulada "vira a tua vida de pernas para o ar" parece ter sido premonitória. Depois da guerra "opus dei", entre Jardim Gonçalves e Paulo Teixeira Pinto, surge agora o escandaloso perdão de dívida de 12 milhões de euros, e sem garantias reais, a um dos seus filhos. O inefável Mr. Joe levantou a garimpa, desta vez bem, em representação dos accionistas. Com tão má publicidade, a concorrência bancária tem uma oportunidade de ouro para "arrumar" o BCP.

BBC aperta o cinto

A crise chegou à estação de televisão mais prestigiada e conhecida em todo o mundo. A BBC prepara-se para anunciar que os seus cortes orçamentais vão forçar a diminuir os salários milionários a cerca de 100 das mais cintilantes vedetas do star system da TV pública britânica. Por cá, a RTP também já começou a renegociar alguns contratos e vínculos laborais, como o de José Carlos Malato.

15 outubro, 2007

A frase do dia

"Se falo, os militantes dizem que quero ter protagonismo, se não falo é porque estou zangado", Pedro Santana Lopes, Diário de Notícias, 15 Outubro, 2007

Miragem olímpica



Maria Emília Sousa, a autarca comunista de Almada, certamente acometida por uma pulsão delirante, quer que Lisboa se candidate aos Jogos Olímpicos de 2017. A presidente da câmara da outra banda do Tejo, pretende com esta iniciativa da capital, atrair investimento para Almada, o tal concelho que diz estar do "lado certo". Cá por nós, já decidimos: a mascote dos J.O "Lisboa 2017" será o Zé Povinho e a pista Moniz Pereira na Alta de Lisboa o local escolhido para as provas de atletismo.

Menezes, o médico cirurgião

Contrariamente ao que é habitual, o novo líder do PSD não tem formação académica em advocacia, nem se pode considerar um carreirista político desde tenra idade. Poucos saberão, mas Luis Filipe Menezes é médico de formação, com especialização em pediatria, tendo-se licenciado em Medicina e Cirurgia na Faculdade de Medicina do Porto. Desejamos-lhe sorte e que saiba usar a sua experiência para extirpar os tumores que vão dilacerando o País.

O casal (im)perfeito

Sana, 27 anos, e Adnan, 32 anos, travaram conhecimento num chat da internet. Ela usava o nick "Sweetie", ele preferiu "Prince of Joy". O misticismo do mundo virtual levou a que construissem, em poucos dias, uma cumplicidade à prova de bala. A pouco e pouco descobriam que tinham quase tudo em comum e a tolerância mútua, anulava as diferenças. Curiosamente residiam na cidade de Zenica, na Bósnia, e o casamento de ambos encontrava-se em crise. Motivos de sobra para se marcar data e local para um encontro num centro comercial da cidade. No dia D, Sana e Adnan levaram ambos uma rosa na mão para surpreender o desconhecido neste "blind date". O choque aconteceu quando se olharam olhos nos olhos e descobriram que eram...marido e mulher. Acto contínuo, Sana e Adnan não hesitaram em pedir o divórcio por traição. Esta história aconteceu realmente no território da ex-Jugoslávia, foi reproduzida em vários jornais europeus e qualquer semelhança com a realidade não é pura coincidência.

Os líderes da oposição

Com o PSD em processo de transição de liderança, os "Gato" Fedorento assumem-se como os verdadeiros líderes da oposição, funcionando como uma autêntica guarda avançada dos sociais-democratas. Os "sketches" de ontem de "Diz que é uma espécie de magazine", sobre a alegada pressão da polícia sobre um sindicato na Covilhã, e o caso José Rodrigues dos Santos versus RTP, desgastam mais o governo socialista do que um qualquer discurso de Luís Filipe Menezes.