«Sócrates está pior para o país do que Carlos Queirós estava para a Seleção», Luís Filipe Menezes, presidente da CM de Gaia, jornal I, 21 Outubro 2010
21 outubro, 2010
A frase do dia
«Sócrates está pior para o país do que Carlos Queirós estava para a Seleção», Luís Filipe Menezes, presidente da CM de Gaia, jornal I, 21 Outubro 2010
20 outubro, 2010
Seguro de vida e de morte
A «tia» Maria João Avillez dizia ontem num debate estranhar que em Portugal, fruto das medidas de austeridade, ainda não tivessem «incendiado carros», até porque, prosseguiu a senhora, «por muito menos, a França está virada do avesso». A digna jornalista é bem mais velha do que eu e deve conhecer o país em que vive. Aqui, salvo ameaços pontuais, dificilmente estala o verniz. O povo é mesmo sereno. SweuTalvez seja, ao mesmo tempo, o nosso seguro de vida e de morte.
Golpe de teatro no Brasil?
Quando a segunda volta das eleições presidenciais brasileiras parecia decidida, eis que surge um facto extra-campanha que pode ter «o efeito Marinha Grande», tal qual aconteceu com Mário Soares, nas presidenciais de 86, em que partiu com atraso e acabou por derrotar Freitas em «photo-finish».José Serra foi hoje agredido, com um objecto na cabeça, durante um acto de campanha no Rio de Janeiro, alegadamente por partidários da candidatura da sua adversária Dilma Roussef. A dramatização foi imediata, tendo Serra comparado a «tropa de choque do Partido dos Trabalhadores», de Lula e Dilma, às «tropas de assalto dos nazis». Ós dias que faltam até dia 31 de Outubro prometem tudo menos política e se calhar uma reviravolta nas intenções de voto.
A ideologia apaga-se um pouco mais
O futebol tem coisas do arco da velha. No início da temporada Jesus era a ideologia da nação encarnada e Roberto a «maçã podre» do plantel, responsável por todos os males e pelas primeiras derrotas. Hoje, em Lyon, 2 meses depois do início da temporada, os valores invertem-se. O crédito de Jesus começa a esgotar-se e Roberto afirma-se como um guarda-redes capaz, com reflexos invulgares e protagonista de defesas espantosas. Quase ao nível de Moretto. Ainda assim o Benfica perdeu e complica a passagem à fase do «mata-mata» na Champions.
19 outubro, 2010
Choque luminoso
Tive de ler duas vezes o rodapé que passava num dos canais 24 horas: «iluminações de Natal em Lisboa vão custar quase 846 mil euros». Como disse? Para piorar o cenário a ideia foi do vereador Sá Fernandes, essa luminária da autarquia da capital que em altura de aperto protagoniza um verdadeiro choque luminoso. Para descansar o munícipe, ainda boquiaberto, sabe-se também que o valor será pago na totalidade apenas no próximo ano. Muito mais tranquilizador. Mais endividamento, como se o que existisse fosse pouco...
O melhor é habituarem-se!
Com o seu eterno ar de cabeleireira de bairro, Maria João Rodrigues, ex-ministra do Trabalho de Guterres, entre 1995 e 97, disse hoje, durante uma conferência, que se este orçamento for aprovado «os próximos serão muito piores». Com esta simplicidade e contundência. Ao melhor estilo dos seus «compagnons de route», Vitorino, com o «habituem-se», ou do próprio Guterres, com o «é a vida».Mais uma sentença, com uma leveza tão natural como a nossa sede, típica dos que já por lá andaram, contribuíram com uma pazada para aumentar os escombros em que estamos soterrados e depois trataram da vídinha nas prateleiras douradas de Bruxelas ou encerrados em inacessíveis gabinetes de docentes universitários, quais torres de marfim.
A pedido de muitas «famílias» e alguns banqueiros
A pedido de muitas «famílias» e alguns banqueiros, o PSD vai viabilizar, pela via da abstenção, o Orçamento. O guru espiritual de Passos Coelho, o ex-MAI Ângelo Correia, já anunciara ontem na TV o veredicto da nação social-democrata. É precisamente Ângelo que ao mesmo tempo reconhece que «Sócrates é um grande artista», dificilmente destrutível, mas que considera que este encolher de ombros do PSD vai relançar definitivamente o presidente laranja para S. Bento. Não estou assim tão certo. A contestação, para já, só se vê nas paginas dos jornais e nos ecrãs de televisão. A rua está calada e as sondagens, em que PS e PSD, surgem empatados (e não me venham falar de estudos de opinião manipulados), constituem um verdadeiro case study a nível planetário. Se eu fosse Passos Coelho estava preocupado porque não descolo de um primeiro-ministro que lidera um governo que dizem estar moribundo. Estará mesmo?
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