Mesmo no olho do furacão da Gripe A, Ana Jorge consegue o milagre de ser a ministra mais popular do Governo, segundo revela uma sondagem publicada pelo «CM» este domingo, ultrapassando o charmoso e tranquilo MNE, Luís Amado. Já ninguém se lembra do seu antecessor, o desastroso Correia de Campos, que até percebia do assunto, mas era um «elefante numa loja de porcelanas» quando abria a boca. Convém é lembrar que os erros médicos continuam a acontecer diariamente, os utentes precisam de ir às 6 da manhã para os postos de saúde marcar consultas e os bebés continuam a nascer nas bermas no interior de ambulâncias, na berma das estradas. Basicamente, mantém-se tudo mais ou menos na mesma, o registo é que é diferente. Cair ou não nas graças do povo depende, em muito, da «boa» ou «má imprensa».
Iniciam-se amanhã as candidaturas para o ensino superior. O governo está todo contente porque aumentou o número de vagas disponíveis, só não diz que isso acontece para que o négócio universitário não vá, definitivamente, pelo cano. Direito continua a ser o curso que proporciona mais vagas. Preocupante quando se sabe que dos 26 mil advogados actualmente a exercer, menos de metade, cerca de 12 mil, seriam suficientes para responder adequadamente às necessidades sociais do patrocínio forense.
As largadas de S. Fermin, em Pamplona, estão a ser das mais acidentadas dos últimos anos. Esta manhã, os touros «Miura» fizeram mais dois feridos graves.
As últimas semanas parlamentares de qualquer legislatura são sempre muito intensas do ponto de vista legislativo. O Governo em funções pretende despachar as propostas de lei pendentes, enquanto a oposição procura retardar e, se possível, abortar as iniciativas parlamentares que mais contesta. Os serviços jurídicos de Belém já avisaram que, tendo em conta os processos que há para despachar para o Presidente promulgar ou vetar, ninguém vai de férias. O recado seguiu para o grupo parlamentar da maioria que, obedecendo caninamente ao aviso presidencial, vai remeter para as calendas algumas iniciativas previstas até 23 de Julho, último dia em que se realiza a sessão plenária, em S. Bento. O melhor é mesmo não levantar ondas e mandar para Belém nada que possa suscitar dúvidas ao Presidente, que nos últimos meses reduziu o grau de de condescendência para com o executivo em funções. «Se assim não for, o que vai parecer ao Presidente da República?», questiona o vice-presidente da bancada socialista, José Junqueiro, em declarações ao «Público». O respeitinho é muito bonito!
António Costa está atrás da porta, à espera de um deslize de Sócrates nas legislativas e nas autárquicas para saltar para a liderança socialista. O presidente da Câmara da capital tornou-se especialista em incompatibilizar-se com ministros do governo socialista em momentos-chave. Na entrevista que concede hoje ao «I» culpa Rui Pereira pela insegurança em Lisboa. A estratégia é demarcar-se do executivo. Se ganhar Lisboa e Sócrates perder o país, Costa pode ter o caminho aberto para agora, ou mais tarde, ser o novo secretário-geral do PS. Será nessa altura que o seu irmão, Ricardo, o outro Costa, se calará por uns tempos sobre a política portuguesa. Pelo menos é suposto.
«Queria que fosse um campeonato sem casos e que apenas se falasse pelo lado positivo», Hermínio Loureiro, presidente da Liga de Clubes de Futebol, durante o sorteio do campeonato 2009-2010, Agência Lusa, 11 Julho