03 outubro, 2010

Dar a cara

Ainda há eleitores arrependidos por terem caído no conto do vigário. Pagam do seu próprio bolso um anúncio de jornal a pedir perdão pelo tremendo equívoco em que incorreram.

02 outubro, 2010

Academia de polícia

Está instaurada a lei marcial na academia do Sporting, em Alcochete. Depois da imposição do dress code aos funcionários do clube, banindo o uso de calças de ganga e outros adereços mais folclóricos durante o expediente, o «Record» divulgou hoje uma nova «cartilha» da responsabilidade do director desportivo para o futebol, Costinha, também conhecido por «o ministro». As proibições aos jogadores incluem a leitura de jornais, o visionamento de televisão, a passagem a menos de «x» metros do gabinete do dito director para o futebol e o fim das brincadeiras com o carismático roupeiro Paulinho. A coisa assemelha-se a um colégio interno. O ambiente deve andar de cortar à faca no reino do leão.

Trivial Pursuit S. Bento

Pergunta: Quem é o Primeiro-Ministro mais incompetente da história?
Resposta: José Sócrates.

Nicolau do laço

É esta a capa, no mínimo egocentrica, do livro de crónicas de Nicolau Santos, director adjunto do «Expresso» e apresentador do popular «Expresso da Meia Noite». Apesar da crise, «Portugal vale a pena», como diz o Nicolau do laço, mas não havia necessidade de colocar este figurão do seu autor na capa. Espelho meu, há alguém mais inteligente e belo do que eu?

01 outubro, 2010

Teso e sem vergonha, mas a sonhar alto

O cúmulo da desfaçatez é o homem que classifica as medidas de austeridade apresentadas como um «aperto no coração» ainda não ter perdido a esperança que vai fazer o TGV em nome da modernidade. Disse-o esta noite no périplo televisivo e justificativo, iniciado na RTP. A pouca vergonha não conhece limites. O portugueses sempre adoraram cair na esparrela do conto do vigário. Acontece. Duas vezes seguidas é que é mesmo um acto de masoquismo ou estupidez.

30 setembro, 2010

Celebração ou enterro?

Não parece, mas o país prepara-se para uma festinha na próxima terça-feira, 5 de Outubro: os 100 anos da República. As faixas a dizer «vamos festejar Portugal» inundam as principais avenidas da capital e a própria Ponte 25 de Abril. Um século é um século, mas foi pena não se ter suspenso, em tempo útil, o vasto programa de comemorações custeado com o dinheiro dos contribuintes. Os portugueses detestam insubordinações, mas talvez fosse oportuno, e mediático, para começar, organizar manifestações para protestar contra o regime republicano, no dia do seu centenário. Telefonem aos monárquicos, aos 1 346 que existem no «rectângulo», e até pode ser , devido à originalidade e arrojo que caracteriza os senhores da Causa Real, que se arranje um protesto em condições.

O «politiqueiro de segunda»

«Aldrabão» e «mentiroso», são os epítetos mais frequentes, e também mais suaves, com que o povinho costuma caracterizar as habilidades do (ainda) Primeiro-Ministro. O historiador Pacheco Pereira, o «Karl Marx» da Marmeleira, arranjou uma melhor, mais sofisticada: «politiqueiro de segunda».

Chão que deu uvas

Já se sabia que Mário Soares não gosta de Durão Barroso nem com molho de tomate e nutre um fraquinho por Passos Coelho. A relação com Sócrates sempre foi fraterna e intensa, mas parece que isso já foi chão que deu uvas. Literalmente. O «pai da pátria» comparou hoje os políticos aos vinhos: «Há boas épocas em que o vinho é esplêndido e outras épocas em que o vinho não presta. Nesta altura nós temos políticos que não prestam». Descodificando: bye, bye, Sócrates!