Os fenómenos não se explicam. Constatam-se, para de seguida tentar aferir as suas origens. Sobre José Rodrigues dos Santos importa referir, para começar, que é uma máquina de fazer dinheiro. Desde 2002, o jornalista/escritor já vendeu 800 mil livros. É obra. O seu sétimo romance, «Fúria Divina» acaba de esgotar em 48 horas. O tema, o Islão, é polémico, mas é a popularidade do «orelhas» que capta leitores. Imagina-se que o livro da Gradiva será uma das mascotes do próximo Natal. Começa a perceber-se porque é que Rodrigues dos Santos resistiu quando a administração da RTP, liderada por Almerindo Marques, o quis despedir. Parece que o homem pica poucas vezes o ponto, mas o «Telejornal» é sempre o mais visto quando é ele a dar a cara.26 outubro, 2009
Popularidade divina
Os fenómenos não se explicam. Constatam-se, para de seguida tentar aferir as suas origens. Sobre José Rodrigues dos Santos importa referir, para começar, que é uma máquina de fazer dinheiro. Desde 2002, o jornalista/escritor já vendeu 800 mil livros. É obra. O seu sétimo romance, «Fúria Divina» acaba de esgotar em 48 horas. O tema, o Islão, é polémico, mas é a popularidade do «orelhas» que capta leitores. Imagina-se que o livro da Gradiva será uma das mascotes do próximo Natal. Começa a perceber-se porque é que Rodrigues dos Santos resistiu quando a administração da RTP, liderada por Almerindo Marques, o quis despedir. Parece que o homem pica poucas vezes o ponto, mas o «Telejornal» é sempre o mais visto quando é ele a dar a cara.25 outubro, 2009
Fora de forma
A formação do Governo não lhe deu descanso e o resultado está à vista. Sócrates fez hoje uma prestação desportiva abaixo do esperado nos 10 quilómetros entre Algés e São Julião da Barra, na Corrida do Tejo. Diz ele que passou a 1h25 da corrida a «conversar»...«Tenho tido pouco tempo para treinar», mas «a verdade é que dez quilómetros fazem-se bem»», disse. «Agora quero sentir-me em forma», acrescentou, um dia antes de tomar posse.
Sem um pingo de polémica
Gerou-se um levantamento popular contra o anúncio do Pingo Doce. É um facto que a música e a respectiva cantadeira são um pouco irritantes, ainda para mais devido ao número de vezes que o spot passa na rádio e na televisão, mas creio que o debate, uma vez mais, é perfeitamente estéril. O anúncio é genuinamente português, popularucho se se quiser, e com muita vocação emigrante - até podia ser cantado pelo falecido Dino Meira. Mais uma vez, emerge a máxima que qualquer publicitário conhece desde muito cedo, «o importante é falar, mesmo que seja para dizer mal». O impacto está garantido.
Questão para esmiuçar
Os Gato Fedorento terminaram de esmiuçar nos sufrágios. Durante mais de um mês os bichanos, Ricardo Araújo Pereira à cabeça, marcaram a agenda com as suas entrevistas. Umas mais bem conseguidas, outras mais tiradas a saca rolhas. Apenas Cavaco e João Jardim evitaram o pleno político neste programa ao jeito do «Daily Show» de Jon Stewart. Ficou apenas uma inquietante dúvida: daqui para a frente vai ser possível distinguir entre um programa de humor que faz pretensas entrevistas políticas, previamente combinadas, e um programa sério que entrevista políticos?
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