Quando se julgava estar tudo inventado para denunciar caloteiros, eis que um empresário de Gondomar introduziu uma nova modalidade. Carlos Pinto está deitado no chão desde esta manhã à porta da Bosogol, em Leiria, a reclamar cerca de 37 mil euros. Proprietário da Anettconstrói, empresa do sector da construção civil, está deitado em frente a um dos portões de saída da empresa localizada em Parceiros. O empresário explicou que a Bosogol, do sector da construção civil, lhe deve 37 mil euros. «Não tenho dinheiro para pagar aos meus funcionários, tenho dívidas para com a Segurança Social e Finanças e o banco já não me empresta mais dinheiro.», disse. Sem fé nos tribunais, restou a Carlos Pinto protestar de uma forma que teve eco na comunicação social. A primeira prova está superada.
A polémica em que o ministro Lacão se envolveu sobre a diminuição do número de deputados não lembra ao careca. Parece mais um exercício de foguetório para ir passando o tempo e deixar de se falar das agências de rating e da dívida soberana.
Usando a terminologia da «Porcalhota» do técnico Jesus, o Benfica foi «muita forte» (sic) e eficaz na noite do «Dragão» para a Taça de Portugal. Uma vitória sem equívocos de uma equipa personalizada e disciplinada que está a pagar as «cantadas» de Roberto nos jogos de abertura da Liga. Agora ninguém fala do «portero» encarnado, mas lá para Maio se verá se os pontos perdidos com o Nacional e a Académica foram decisivos.
Fiquei estupefacto com as imagens que vi nos telejornais das 8 sobre os acontecimentos no Egipto. Uma autêntica batalha campal, com um forte odor a «intifada» de Médio Oriente entre israelitas e palestinianos. 3 mortos e 1500 feridos é o balanço da contenda entre manifestantes pró e anti-Mubarak, para facilitar a identificação das forças em presença. Uma anarquia completa, enquanto a ONU e os Estados Unidos continuam com os paninhos quentes em termos diplomáticos.
Na teoria a Justiça é cega, na prática é um imenso passador de influências, pressões e jogadas de bastidores. Na actualidade, um autor confesso de um crime até pode, se tiver um advogado «top class», ser ilibado ou ver a pena atenuada se for provado com estava com um parafuso a menos na altura dos factos. Casos como o de O.J. Simpson já vimos em terras americanas e a perigosa teoria dos inimputáveis alastra como um rastilho. Veremos o que acontece com o «modelito» Renato Seabra.
Os jogadores de futebol são os «deuses» dos tempos modernos. Se têm um lado sagrado, o lado profano é a exorbitância das somas envolvidas quando se transferem para outros clubes e a forma descartável como abandonam os clubes onde foram felizes e muito contribuiram para a sua história recente. Portugal também no futebol é só um ponto de passagem e uma rampa de lançamento para ambiciosos voos. No caso de David Luiz para a loucura da Premier League, no caso de Liedson, já sem hipóteses de acalentar outros sonhos, a reforma dourada no seu recuperado Brasil. Como dizia aquele brilhante boneco de Herman José imitando Marisa Monte à chegada da Portugal: «Portugal Europa? Não, eu quero ir para a Europa mesmo». Ora bem.