Começam a correr como se um rastilho se tratasse os resultados das primeiras sondagens que antecedem o final da campanha eleitoral. Se não se confirmar de todo o avanço do PS para o PSD, nesta da Marktet em cerca de 9 pontos, então o Oliveira do «Trio de Ataque», o Magalhães da Católica e o Queirós, também conhecidos pelos magos das sondagens, vão dedicar-se à «lavoura», termo popularizado pelo jovem agricultor, Paulo Portas que, também ele, em tempo oportuno, denunciou o poder da «indústria das sondagens».23 setembro, 2009
Os magos das sondagens
Começam a correr como se um rastilho se tratasse os resultados das primeiras sondagens que antecedem o final da campanha eleitoral. Se não se confirmar de todo o avanço do PS para o PSD, nesta da Marktet em cerca de 9 pontos, então o Oliveira do «Trio de Ataque», o Magalhães da Católica e o Queirós, também conhecidos pelos magos das sondagens, vão dedicar-se à «lavoura», termo popularizado pelo jovem agricultor, Paulo Portas que, também ele, em tempo oportuno, denunciou o poder da «indústria das sondagens».Recomendado para engenheiros e não só
Coincidindo com o espectáculo comemorativo dos 30 anos dos Xutos e Pontapés, sábado, no Restelo, o Diário de Notícias lança uma coleccção com 11 cd's originais da banda, com oferta de caixa arquivadora e um booklet com fotos e todas as letras. O concerto acontece na véspera das eleições legislativas e não se pode dizer que a promoção esteja a ser muito intensa. Mal se tem ouvido «Sem eira nem beira», uma música retirada do último album e que reclama a um tal engenheiro não identificado um pouco de atenção.Cavalgar a onda
Um Benfica na mó de cima é um maná para os jornais desportivos. Especialmente para «A Bola», publicação muito próxima dos «encarnados». A primeira página da edição de hoje é um descarado cavalgar da onda. Só que em nome da seriedade talvez fosse mais conveniente que o jornal tornasse pública a sua declaração de interesses, como acontece em Espanha, com a «Marca», para o Real Madrid, ou os jornais desportivos da Catalunha, para com o Barcelona. Político rural
Amândio Madaleno é o líder do Partido Trabalhista Português (PTP), força partidária criada especialmente para as eleições legislativas e que desde que o quarteto de humoristas que esmiúçam os sufrágios transmitiram um dos seus artesanais e ridículos tempos de antena foi catapultada para o estrela. Madaleno é o chamado político rural. E parece que caiu no goto, multiplicando-se em entrevistas e declarações várias, valendo-lhe, inclusive, um convite para fazer a revista de imprensa matinal da SIC-Notícias. A genuinidade, afinal, existe em política.22 setembro, 2009
Plantar para colher depois
O homem que reinventou o termo «lavoura» merece ter um bom resultado no próximo domingo. As campanhas eleitorais de Portas são sempre intensas e bastante dinâmicas. Portas é um autêntico «carregador de piano», como se diz no futebol. Hoje, andou de volta das uvas para as bandas do Bombarral. Ele é o partido. O seguro de vida e ao mesmo tempo o de morte do CDS. Chegar aos 8 por cento é o seu objectivo. Se Manuela não convence, Portas convence até demais. E o que faz, faz por gosto. Ele também é genuíno no esforço que desenvolve para fazer sobreviver o seu partido.Asfixiada eleitoralmente
Parecia resultar e entrar no goto a expressão «asfixia democrática», mas logo se banalizou. Já se evoluiu para diversas cambiantes asfixiantes. Ao contrário de, por exemplo, Paulo Rangel, a líder social-democrata não consegue galvanizar. Isso é evidente nas arruadas e nas intervenções (sim, porque Manuela não faz comícios) que tem feito pelo País. Com meio país de costas voltadas para este Governo, seria um ensejo de ouro para o PSD regressar ao Poder. A menos que os indecisos protagonizem um valente golpe de teatro, vamos ter Sócrates, com ou sem Louçã por perto, por mais 2 anitos. Mas descansem os anti-socráticos, o «animal feroz» sem maioria absoluta jamais se aguenta no «poleiro» uma legislatura inteira. O poder minoritário também o asfixia.«Jogos Sem Fronteiras» nas ruas de Lisboa
O autarca Costa começa a especializar-se em números próprios dos «Jogos Sem Fronteiras». Hoje, no Dia Mundial Sem Carros (a sério? Era mesmo?), agendou uma corrida entre o Metro, onde seguia o edil, um Porsche conduzido por Pedro Couceiro e uma bicicleta. O percurso era entre o Campo Grande e o Rossio. Ganhou o veículo de duas rodas, seguido pelo metropolitano e só, 33 minutos depois de ter partido, é que chegou a «bomba» de Couceiro. António Costa, hábil na arte dos truques políticos, sublinhou a eficácia dos transportes públicos com um novo «slogan»: «Se quer um túnel, vá de Metro», numa clara alusão à pretensão do seu principal adversário na campanha autárquica. Exemplar. Sem mexer uma palha e com uns exercícios de ilusionismo o Costa vai ganhar as eleições com uma perna às costas, beneficiando da falta de comparência de Santana Lopes, estranhamente «missing in action». Os cartazes que andam espalhados pelas ruas de Lisboa estão miseráveis. O homem está mesmo velho ou é só estratégia de «marketeiros» para fazer as massas pensarem que passou uma eternidade desde 2004?
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