28 abril, 2010

Anúncio Pingo Doce, versão com bolinha



O grande «Jaimão» volta a atacar, desta feita com uma versão avacalhada do eficaz, mas do já desesperante anúncio do Pingo Doce. Após uma inquirição ao conselho consultivo informal aqui do «tasco», vulgo blog, decidimos arriscar postar o video disponível no You Tube, com direito a legendas e tudo, mas não nos responsabilizamos pelo teor das letras, até porque detestamos ordinarices. Qualquer protesto deve ser remetido para Jaimão Produções, para a Entidade Reguladora da Comunicação Social, Provedor de Justiça e/ou para o próprio You Tube, plataforma onde o video se encontra alojado.

A antecipação da festa

Fonte bem informada dentro do clube da águia fez-nos chegar esta foto que antecipa os festejos do título do Benfica. O autocarro para a romaria pelas ruas de Lisboa já está preparado e decorado para o efeito.

27 abril, 2010

Pai coragem

O líder da oposição britânica e provável futuro primeiro-ministro, James Cameron, teve durante o dia de hoje de campanha eleitoral um duro teste, que dificilmente um político português era capaz de se submeter. Confrontando na rua por Jonathan Bartley, o pai de uma criança com problemas de espinha bífida, Cameron ouviu das boas e foi acusado de querer, no seu programa de governo, segregar do sistema educativo as crianças deficientes. O candidato conservador escutou atentamente os argumentos do indignado progenitor e argumentou que sendo também ele um pai de uma criança deficiente (Iván, falecido o ano passado) nada iria fazer para dificultar a vida a crianças com esta especificidade. Como está bom de ver, o debate decorreu durante longos minutos em plena rua e perante os ávidos disparos dos fotógrafos. Este é um dos happenings da campanha eleitoral britânica As próximas sondagens dirão se favoreceu ou prejudicou o candidato. Em Portugal seria impossível reeditar o momento. Fugir a sete pés às questões embaraçosas é o mandamento número 1 de qualquer política «tuga» com aspirações. O segundo é ordenar aos seguranças e aos assessores que «limpem» o terreno para não deixar vestígios para a imprensa.

A greve chegou ao Parlamento

Prossegue a maré de greves. Esta quarta-feira serão os funcionários da Assembleia da República a fazerem «gazeta» deliberada. Parece que os cavalheiros e as senhoritas querem um estatuto especial para a respectiva carreira, justificando o facto pela excelência das funções que desempenham. Esperada que é uma forte adesão à mobilização, está visto que amanhã em S. Bento terão de ser os senhores deputados a tirar as suas fotocópias e a atender os telefonemas. Também lhes faz bem, para quebrar a monotonia.

Portugal visto por um «fogareiro»

Os «fogareiros» são uns verdadeiros barómetros da nossa sociedade. Hoje apanhei um taxista que parecia ir figurar na categoria dos silenciosos. Afinal, quase a chegar ao destino, o homem explodiu. Disse mal da vida e que o patrão lhe passara há dias um cheque de uns míseros «seiscentes e tal euros». Acto contínuo, começou a desancar a deputada que viaja todas as semanas para Paris com o nosso dinheiro, exigiu um Parlamento com 100 deputados em vez dos 220 actuais e ainda se lembrou do projecto da cidade judiciária durante o consulado de Celeste Cardona na zona de Caxias, que foi para o lixo, depois de se ter gasto milhões em projectos, estando agora o Estado a pagar rendas mensais pelo aluguer do Campus da Justiça, no Parque das Nações. Depois de uns impropérios à classe dirigente, Sócrates incluído, e quase no fim da corrida, refreou os ânimos e disse, mea culpa, algo do género: «nós também somos culpados. Dizemos mal, mas votamos sempre nos mesmos». Paguei. Pedi factura, despedi-me e bati com a porta. À bruta, porque as portas dos taxis, não sei porquê, nunca fecham à primeira. Convenhamos que trocar impressões com um taxista é sempre um acto enriquecedor.

O que foi não volta a ser

Por muito que me tentem convencer, a Feira do Livro nunca mais será a mesma. Eventualmente ganhou-se em mercantilismo e imagem, o que se perdeu em tradição e carisma. O império Leya, com os seus stands (este ano serão 16 dos 236 previstos), um misto de passadeira vermelha e nave espacial, são bem mais propícios às quedas de incautos, do que para folhear obras de excelência. A última novidade hoje divulgada é um «happy hour», entre as 22h30 e as 23h30, de segunda a quinta-feira, com (alguns, sublinha-se, alguns) livros a 50 por cento de desconto, certamente para atrair noctívagos ao pouco recomendável espaço do Parque Eduardo VII. Para seguir nesta senda populista, ao melhor estilo de um bar de copas, sugere-se um «after hours» composto por um concurso de miss lombada molhada, para atrair ainda mais amantes da...leitura.

26 abril, 2010

O Costa é mais visitas papais

O autarca Costa é mais visitas do Papa e, pese embora descurar o arranjo das ruas iraquianas que existem em Lisboa, só tem olhos para a restauração em tempo recorde da Praça do Comércio, a poucos dias da deslocação de Sua Santidade. Convidado esta manhã para a apresentação de um livro que aborda a saúde (ou a falta dela) financeira dos municípios, o Costa preferiu outro evento, da área da Administração Interna, o seu antigo poiso, que, curiosamente, decorria no mesmo local da referida conferência. Diz uma mosca amiga que o viu sair que o Costa abandonou o espaço sorrateiramente, e bem protegido, para que ninguém se lembrasse de o convidar para comentar as lindas contas da autarquia que dirige.

O homem da mala

Uma adivinha para começar a noite: quem é ex-primeiro-ministro que leva um séquito de quase uma dezena de pessoas, a maioria assessores, acólitos e fãs, para o acompanhar numa conferência, sendo que um deles segura na mala e insere a apresentação escrita no computador? Vá lá, não é difícil. Uma ajuda: o homem é vereador em funções na maior câmara do país.