08 abril, 2009

A república dos trogloditas

Muitos alertas temos ouvido sobre os perigos da «italianização» do regime português. A corrupção na justiça e na política, apanágio do povo transalpino, podia, segundo, por exemplo, João Cravinho, generalizar-se, sem remédio no nosso país. O símbolo máximo desse fenómeno chama-se Sílvio Berlusconi. Em meu entender, o «mix» para o seu êxito é um explosivo cocktail de populismo, corrupção e trogloditismo. No fundo, ele tem tudo o que um povo, igualmente, iletrado pode querer. Ontem, em L'Áquila, junto ao campo de refugiados do sismo que assolou o centro de Itália, o primeiro-ministro transalpino sugeriu aos desalojados encarassem a situação como um «fim-de-semana no parque de campismo», devido às boas condições de acolhimento proporcionadas pela protecção civil. Uma cretinice. Só de pensar que a Itália elegeu este homem 3 vezes, e já se fala na sua candidatura a presidente, acho que vivemos no céu. Apesar de tudo.

«Dream Team» da Catalunha

O «dream tem» do futebol europeu mora em Barcelona. A equipa de Guardiola cilindrou o Bayern Munique, velhos conhecidos do Sporting, em Nou Camp, por 4-0, deixando a eliminatória dos quartos de final da Champions praticamente sentenciada. Curiosamente, a melhor equipa também tem o melhor jogador, o argentino Messi, que, salvo imprevisto, já pode encomendar o fato para a entrega do Prémio de melhor jogador do ano 2009.

07 abril, 2009

Só à «chapada»

Só vi na RTP, mas bastou. Soares Franco, o presidente do Sporting, ameaçou, para mim sem aspas, os jornalistas com uma «chapada», caso ousassem perguntar-lhe sobre o tema da sua recandidatura à presidência do clube de Alvalade. Esta evidência, meio a brincar, meio a sério, releva bem como vai o dirigismo português, depois de há uns anos atrás um presidente do Benfica ter ameaçado que soltava os cães sobre os profissionais da comunicação social que se portassem mal. Posto isto, confirma-se que a célebre tirada de Jorge Coelho, «quem se mete com o PS, leva», continua a fazer o seu caminho.

06 abril, 2009

Honestidade (Parte I)

«O homem da Bragaparques (Domingos Névoa), eu conheci-o, estou convencido de que é um homem honesto», João Soares, ex-presidente da Câmara de Lisboa, SIC-Notícias, 6 de Abril 2009

Honestidade (Parte II)

Se há jornais assumidamente comprometidos com os grandes interesses, eles são, sem dúvida, os especializados em economia. A entrevista com o presidente da Mota-Engil, António Mota, na edição de hoje do «Diário Económico», é um nítido caso de «encomenda». O «sócio» de «Coelhone» na mais poderosa construtora nacional sentiu a necessidade de manifestar o seu afecto por Sócrates ao afirmar que «gosto deste primeiro-ministro» e que «o país precisa de uma maioria absoluta». Aos críticos dos projectos do TGV e do novo aeroporto, Mota mandou-os dar uma volta ao bilhar grande: «Andam a brincar com a construção», disse.
Com estes Sócrates não precisa de se preocupar. Pelo contrário. Tem o apoio expresso em votos e em muitos milhões de euritos para as três campanhas eleitorais que se avizinham.

A fama que vem de longe

Soube-se no fim de semana, que o ministro Alberto Costa foi exonerado do seu cargo de director do Gabinete de Assuntos de Justiça do Governo de Macau pelo secretário-adjunto da Justiça, José António Barreiros, acusado de ter pressionado o juiz José Manuel Celeiro, no sentido da libertação de António Ribeiro e Leonel Miranda, administradores da Teledifusão de Macau (TDM), acusados de peculato. Isto aconteceu há 21 anos. O caso Freeport e as alegadas pressões de Lopes da Mota aos procuradores do processo, alegadamente provenientes de Costa, ganham mais consistência. Da fama e da suspeita não se livra o ministro.

Sempre a rolar

Pode-se gostar mais ou menos de Xutos & Pontapés, mas ninguém lhes fica verdadeiramente indiferente. Só tive oportunidade de presenciar um concerto ao vivo da banda que hoje completa 30 anos de existência, mas comprovei como o Pavilhao Atlântico quase foi abaixo durante a actuação destes «dinossauros» do rock. Prestes a entrarem na lenda da música portuguesa, começa a tornar-se irresístível a comparação com os Rolling Stones, pese embora o Tim não ser parecido com Mick Jagger, nem o Zé Pedro com Keith Richards.

José Freeport

Obama - Prazer em conhecê-lo, José....Freeport! Right?
Sócrates - Náo, pá. Sócrates. José Sócrates. Saíste-me cá um brincalhão, Obama