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O guardião Ricardo foi a última vítima dos brincalhões da internet. País de memória curta este que não se lembra dos grandes momentos do «portero» do Bétis no Euro 2004 e no Mundial 2006. O futebol é mesma uma metáfora da vida. Do herói «Labreca» e das romarias de jornalistas a Alcochete para conhecer a família, os amigos e os animais de Ricardo, passámos para o vilão escorraçado que vende frangos no Inter..Marché. Estamos conversados.
Pelo menos 12 500 espanhóis vão ficar carecas amanhã porque fizeram uma aposta. Cortariam o cabelo se a Espanha fosse campeã da Europa. O sonho concretizou-se. Os espanhóis mandaram para casa Grécia e a Alemanha, as «bestas negras» de Portugal nas últimas grandes competições, e sagraram-se, justamente, vencedores do prova mais importante do velho continente. Seis jogos, cinco vitórias e um empate (resolvido nos penalties com a Itália). Nada a dizer. Para a saúde do futebol seria nocivo se outra «Grécia» ganhasse.
Amy Winehouse está a ter um fim de semana em grande. Segundo a crítica, a problemática cantora teve duas actuações em plena forma no concerto de homenagem a Nelson Mandela em Londres e no sábado no popular festival de Glastonbury, no Oeste de Inglaterra. Ontem à noite, enquanto interpretava junto do público o obrigatório «Rehab», a cantora viu um fã agarrar-se ao seu extenso cabelo, tendo-se vingado com três murros de direita. Não se sabe o estado em que ficou o atrevido espectador. Mas uma garantia existe: Amy continua igual a si própria.
A zona envolvente do Pavilhão Atlântico está por estes dias transformada numa espécie de Parque de Campismo «Tokyo». A banda germânica Tokyo Hotel actua domingo à noite na maior sala de espectáculos da capital, após o dramático (até meteu choro) adiamento do concerto há uns meses atrás por súbito impedimento do seu vocalista. Mas o que mais choca nas reportagens que os canais televisivos têm emitido prende-se com as dezenas de pirralhos borbulhentos com 10,11, 12, 13 anos, que receberam a anuência dos progenitores e encarregados de educação (???) para montarem tenda nos últimos dias para assegurarem a primeira fila dentro do pavilhão. Os papás, em vez de lhes inculcarem valores e referências, preferem desembolsar os 40 euros do bilhete, para alguns que vêm de fora de Lisboa, viagem e alimentação, e uma tenda para realizar o sonho dos cachopos. Resultado: os putos ficam a achar por alguns dias os «cotas» uns bacanos e os «cotas» sentem-se aliviados não compram uma briga com os jovens e ficam com a garantia de que estes vão desamparar a loja e não vão chatear muito. A isto chegámos. Não há Ministério da Educação e política educativa que resistam.
A «Quadratura do Círculo» da passada quinta-feira revelou um Pacheco Pereira com new look, mais clean. Barba rala, cabelo bastante aparado, o que o fez perder aquele ar grave e sério de filósofo do proletariado, assemelhando-se em tudo ao retrato de Karl Marx. A nova era de mentor dentro do PSD de Ferreira Leite deve tê-lo feito cortar a direito em termos de imagem. Vão ver que o homem ainda chega a ministro da Cultura ou da Educação.
Segundo os especialistas em teoria da conspiração e em histórias policiais, o Primeiro-Ministro José Sócrates sofreu sexta-feira à noite uma tentativa de assassinato com...20 minutos de atraso. Ah, pois é. Passamos a explicar. Sete tiros foram disparados para o ar, tendo dois eles acertado na cobertura do pavilhão do Arade, em Portimão, algum tempo depois de Sócrates se ter retirado. Uma dúvida assalta-nos. Uma vez que Sócrates estava no Algarve na condição de secretário-geral do PS, será que o alegado homicida falhado queria acertar no líder socialista ou no chefe do governo? Fica a interrogação. Para já, tanto a governadora civil como o ministro da Administração Interna, qualificaram o acto de «muito mau gosto». Para serem mais objectivos e rigorosos, podiam ter dito que o alegado pistoleiro é um tipo algo distraído, porque se queria acertar em alguém, perdeu uma boa oportunidade para estar em sossego. Sentido de oportunidade não é com ele.
Nem Isabel II está imune à crise. O chefe de finanças da Casa Real britânica revelou que a monarquia necessita de 32 milhões de libras (mais de 40 milhões de euros) para a manutenção do Palácio de Buckingham, o castelo de Windsor e outras residências afectas à realeza. Por este rumo, a rainha não terá outra alternativa que não seja vender os anéis e ficar com os dedos. Ou como dizem os plebeus, «não há dinheiro não há vícios».