Matar, porque sim
Execuções, ajustes de contas, carjacking. Matar porque sim. Por engano ou com intencionalidade. Enquanto o fenómeno da criminalidade violenta for tratado com paninhos quentes e com o recurso permanente às estatísticas para dizer que vivemos no melhor dos mundos, os inimputáveis continuarão a disparar, sem piedade. Alexandra Neno, 33 anos, casada com um conhecido pivot da Sport TV, foi a última vítima. Ainda está por apurar se o seu pecado foi ter um Mercedes SLK ou estar na hora e no local errado a estacionar a sua viatura. Começa a dar a sensação que vivemos algures entre Palermo e Nápoles, num sítio mal frequentado.
Matar, porque sim. Matar, porque não há nada mais interessante para fazer. Matar porque apetece.
ResponderEliminarA vida tem mais valor que um simples "apetite". Escrevi algures, há um tempo atrás, que Portugal estaria a tornar-se numa gigantesca favela (desculpem-me os irmãos brasileiros, mas é exactamente a imagem que se me afigura). Eis aqui a prova.