Ter pertencido ao Estado Novo ainda é parecido com ser portador de lepra. Nos obituários do costume, o único (e lamentável) defeito de José Hermano Saraiva foi ter estado sempre do lado de Salazar, de o apelidar de «ditador santo» e de dizer que o presidente do conselho deixou um país sem dívidas e sem desemprego. Em tudo o resto, como historiador, comunicador ímpar e divulgador da história de Portugal e de autor de um livro - A História Concisa de Portugal - Saraiva leva nota máxima e os maiores encómios que imaginar se possa.


