07 outubro, 2007

O Kremlin e os métodos do KGB

A jornalista Anna Politkovskaya foi assassinada há um ano na sua casa em Moscovo, alegadamente por um mercenário que tinha como única missão, liquidá-la. Tal como no caso do ex-espião Litvinenko, desaparecido vai fazer também um ano, os culpados continuam sem ser levados à Justiça. Ambos têm um ponto em comum: a crítica feroz ao presidente russo. Perante a actual lei em vigor no Kremlin, as vozes incómodas, são envenenadas ou eliminadas pelas armas. Métodos dignos dos serviços secretos, o KGB, curiosamente o trabalho que o presidente russo abraçou durante décadas antes de se tornar político.

3 comentários:

  1. O(s) culpado(s) não sera(o) nunca responsabilizado(s). É que o Estado russo é sempre algo sem rosto visível e, cujo presidente, faz lembrar Estaline! Ops. Não, mas um Estaline moderno, tecnológico e, na prática, mais eficaz!

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  2. Anónimo7/10/07

    Se há coisa interessante nesses senhores que habitam a Leste é que nunca por lá existiram métodos diferentes. E isso por muito que insistam em colar os hábitos ao PCUS. A ditadura soviética parece-me antes coisa saída dos hábitos locais e não do tipo de regime proposto. Com os czares já havia Sibéria e com Ieltsin e Putin, os democratas de serviços a seguir à queda do muro, a autocracia prosseguiu.

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  3. Anónimo7/10/07

    Não que conheca particularmente a sociedade Russa, mas parece-me que sem um lider forte interno a Russia estaria no descalabro. Não querendo com isto desculpabilizar nada, nem ninguem, Putin tem conseguido manter um País "inteiro", mesmo sabendo que recorre a técnicas e tácticas do seu querido KGB, ele lá vai prosseguindo com a "sua democracia" e a democracia que o povo Russo quer e precisa.
    É preciso conhece

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