Miguel Relvas esteve numa iniciativa sobre violência doméstica. A foto tem qualidade e a frase em fundo é assassina. Até pode apetecer, (ai apetece, apetece) mas sempre ouvi dizer que não se deve bater em mortos e Relvas é um ministro politicamente putrefato.
24 novembro, 2012
A frase do dia
«Tive de fazer um downsizing do meu lifestyle». Margarida Rebelo Pinto, escritora, em entrevista ao jornal "I", 24 Novembro 2012
Lá para 2015 eu saio
Ao fim de hora e meia de discurso, Alberto João Jardim informou o congresso do PSD-M de que deixará a presidência do Governo Regional em Janeiro de 2015, nove meses antes das eleições legislativas regionais. Mais um anúncio, não se sabe se este é para levar a sério. Como há quem jure que Jardim, está de tal modo agarrado à cadeira da Quinta Vigia que não sai pelo próprio pé, então as duas hipóteses que restam são: ou vergado por uma derrota nas urnas ou directamente da morgue para o cemitério. Sendo certo que também junto dos mortos será ele a liderar a comissão de moradores da sua última morada.
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E depois do adeus
Não há dinheiro, não há canções. A RTP desistiu de participar no Festival da Eurovisão da Canção. O canal público sustenta que a falta de verbas ditou esta decisão.
Piadinhas sem graça
A intervenção de Cavaco durante a entrega dos prémios Gazeta do jornalismo foi surreal e faz temer pela sanidade mental do Presidente. Não há nenhum assessor que lhe diga que piadas nunca foi o forte do homem de Boliqueime?
22 novembro, 2012
Um Gaspar dentro de casa é que não!
Fonte que bebe do fino confidenciou-nos que a crise também pode chegar à compra de presépios natalícios. Os portugueses reclamam que não querem que outro Gaspar, agora disfarçado de Rei Mago, lhes entre pela casa a dentro.
Um relato muito impressionante
O menino que Gaspar não conhece
Supermercado do centro comercial das Amoreiras, fim da tarde de
terça-feira. Uma jovem mãe, acompanhada do filho com seis anos, está a pagar
algumas compras que fez: leite, manteiga, fiambre, detergentes e mais alguns
produtos.
Quando chega ao fim, a empregada da caixa revela: são 84 euros. A
mãe tem um sobressalto, olha para o dinheiro que traz na mão e diz: vou ter de
deixar algumas coisas. Só tenho 70 euros.
Começa a pôr de lado vários produtos e vai perguntando à
empregada da caixa se já chega. Não, ainda não. Ainda falta. Mais uma coisa.
Outra. Ainda é preciso mais? É. Então este pacote de bolachas também fica.
Aí o menino agarra na manga do casaco da mãe e fala: Mamã, as
bolachas não, as bolachas não. São as que eu levo para a escola. A mãe, meio
envergonhada até porque a fila por trás dela começava a engrossar, responde: tem
de ser, meu filho. E o menino de lágrima no canto do olho a insistir: mamã, as
bolachas não. As bolachas não.
O momento embaraçoso é quebrado pela senhora atrás da jovem mãe.
Quanto são as bolachas, pergunta à empregada da caixa. Ponha na minha conta. O
menino sorriu. Mas foi um sorriso muito envergonhado. A mãe agradeceu ainda mais
envergonhada. A pobreza de quem nunca pensou que um dia ia ser pobre enche de
vergonha e pudor os que a sofrem.
Tenho a certeza que o ministro Vítor Gaspar não conhece este
menino, o que seria obviamente muito improvável. Mas desconfio que o ministro
Vítor Gaspar não conhece nenhuns meninos que estejam a passar pela mesma
situação. Ou se conhece considera que esse é o preço a pagar pela famoso
ajustamento. É isso que é muito preocupante.
Nicolau Santos, Expresso Online, 21 novembro 2012
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