21 novembro, 2012

O impressionante Mr. Gaspar

 

 

Confesso que sempre associei a Etiópia à fome, às «gazelas» dos seus atletas de 5 e 10 mil metros e às eternas e fratricidas guerras com a Eritreia. Admito que possa ser ignorância minha, mas fiquei estupefacto quando  Abebe Selassie substituiu o dinamarques dos  «Blue eyes» como chefe da missão do FMI em Portugal. Deve ter estudo em Londres ou em Nova Iorque e conseguiu uma posição de destaque numa das mais poderosas organizações mundiais. Perfeito. Nada a opor. Fico mais preocupado quando o africano «estrangeirado» tece loas ao ministro Gaspar. Segundo a tradução do inglês para português, Selassie diz em entrevista ao DN e ao JN que o Mr. Gaspar é «muito impressionante». Resta saber se é «impressive» para eles, FMI, na estratégia de deixar os países periféricos da Europa a pão e água. A coisa está mesmo preta. Tenham muito medo!

O despiste dos porcos

Os porcos tomaram de assalto a Auto-Estrada Porto-Lisboa por umas horas. Não se confirma que tenha sido uma manifestação contra a troika. Foi mesmo um camião de transporte de animais vivos que foi para a valeta.

20 novembro, 2012

A frase do dia

«Para se ter sensibilidade social é preciso conhecer. Não podem [os representantes da 'troika'] chegar a Lisboa de avião, passar horas ou dias em reuniões nos gabinetes e voltar para as suas capitais sem conhecer o país para o qual se desenham e se exigem determinadas políticas», Pedro Santana Lopes, Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, Correio da Manhã Online, 20 Novembro 2012

Carneiro Jacinto, um mistério em Carnaxide

Carneiro Jacinto foi um bom jornalista de política na SIC (canal que ajudou a fundar) e na TSF, até que voou para Washington como assessor de imprensa da embaixada portuguesa. Depois de uma abortada candidatura à Câmara de Silves, regressou à televisão 16 anos depois para apresentar «Bola Centro» (sábados às 23 horas na SIC-Notícias) um programa híbrido que é, à primeira vista de desporto, mas acaba por ser de tudo ao mesmo tempo. Ao longo dos 50 minutos de programa, Carneiro Jacinto falou em excesso, recordou «ad nauseum» os anos que esteve fora do país e até protagonizou um momento digno de «Cenas de um casamento» com Guilherme Leite, quando visitou a sede do maior construtor mundial de Kayaks, em Vila do Conde. Depois de saltar um alinhamento no teleponto, despediu-se e pediu desculpa aos colegas da régie - imaginamos que desesperados -  e aos telespectadores. Uma coisa são estilos, outra é falta de jeito. Por acaso a SIC deve alguma coisa a Carneiro Jacinto? 

A insustentável leveza de um burlão

Diz a lenda que Vale e Azevedo começou a burlar os outros desde que começou a andar. Outros, ainda mais corrosivos, dizem que foi quando começou dizer «papá» e «mamã». Certo é que de há muito tempo que as suas falcatruas deixam rasto por onde passa. Dizem também as gazetas que a sua popularidade na prisão continua intacta. Todos querem estar perto do ex-presidente do Benfica. Hoje voltou a tribunal, para mais um processo que tem pendente. O ar reverencial e de simpatia dos agentes que o escoltaram até à sala de audiência é prova que este homem cai no goto de qualquer um. Convém é ver se ainda têm a carteira no bolso...

Simplesmente Marcelo

Aqui está, fresquinha, a capa do livro do Vítor Matos, que deverá estar nas livrarias muito em breve, com a chancela da Esfera dos Livros.
Promete ser um dos mais vendidos da quadra natalícia, se a troika deixar.
Ainda não li o conteúdo, mas digam-me lá se o professor não está com pose presidencial?

19 novembro, 2012

O direito à indignação

Declaração de interesses. Eu não conheço o senhor América Leça, mas fiquei seu admirador. Hoje, vi o seu grito do Ipiranga na rede social mais famosa do Planeta. Diz ele que tem 1.180 «amigos», mas «nem sequer interage com 180». Mas o pior vem mesmo a seguir, o Américo exalta-se e lança um aviso à navegação para que não lhe encham a conta de lixo. Só lendo. Verdadeiramente de ir às lágrimas. A pedido de muitas famílias, aqui vai o post da indignação na integra.

«Américo Leça
A partir de hoje, tomei uma decisão a nível do Facebook.
Tenho aqui um registo na minha página de 1.180 "amigos" sendo que
eu nem sequer interajo com 180. Mesmo assim, nem sequer a maior
parte os conheço de lado nenhum. O meu maior problema é de que
tenho por hábito aceitar todos os os que me pedem amizade. Mas a
partir de hoje acabou-se essa aceitação. Além de ir eliminar todos
aqueles que tem por efeito, só a sua mensagem publicitária (pois vou
anulá-los a todos, porque eu não sou correio para publicidade de
ninguém) vou anular os tais 1.000 e tal que nada me dizem. Gostaria de
vos dizer de que vou tomar esta atitude a partir de agora, 1.º porque
muitos deles nem sequer agradecem o terem sido aceites, e 2.º porque
mesmo quando há um aniversário, nem sequer um obrigado pela
lembrança que tive, e porque também nunca a tiveram comigo. Pessoas
dessas, não me interessam. Mandarem-me só pedidos para jogos,
também não me interessa nada. O que postar a partir de agora, vai ser
só para os meus Amigos e não para a plateia do Faceboock. Portanto
não me levem a mal por arrumar a minha casa, e mandar bugiar
aqueles que eu nem sequer os conheço, e com quer nem sequer nunca
comuniquei, e muitos deles nem sequer se identificam, ou identificaram
devidamente. Escusam também de me mandar pedidos sem qualquer
foto, ou pedidos para ser eu a adicionar seja quem quer que seja.
Deixem-me que vos diga aqui em jeito de rodapé, de que já tive aqui
gajos, autênticos paneleiros a tentar marcar encontros comigo, como se
eu fosse um badalhoco, e que me ocupasse com as sevícias a que esse
filho da puta queria nesse caso. Tirando este filho da puta deste
paneleiro que eu vou mais tarde publicar aqui quem é, mais abaixo,
pois ele utiliza vários nomes, não tenho nada contra ninguém.
Simplesmente não nos ligamos, e prontos, está tudo dito. PREFIRO
POUCOS AMIGOS E BONS! NADA MAIS!
»

Falta de vista

Faz muita falta um «neswmagazine» em Portugal que investigue, faça cair ministros e traga temas pertinentes para capa. Já estamos fartos dos cozinhados caseiros da «Visão» e da «Sábado» sobre os locais mais excitantes para passar férias. Não há dinheiro, perceberam?